sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mudei de blog! - agora com link certo

Ai, gente, mudei de blog. Atualizem seus links, please!



;)

sábado, 14 de janeiro de 2012

Que Pena Tu Vida

Comédia romântica que não seja idiota às vezes é meio difícil de encontrar. Aí, quando a gente encontra, tem que enaltecer mesmo. Em janeiro do ano passado, procurando uns filmes pra baixar, encontrei um que nunca tinha ouvido falar, mas que sei lá por que, me chamou a atenção. Talvez o título, afinal, não é sempre que tem um filme chamado "Que Pena Tu Vida" dando sopa por aí. Pela imagem da capa já dava pra perceber que era uma história leve, uma típica comédia.  Filme em espanhol eu só tinha assistido os do Almodovar e cia, e nunca um mais light, então resolvi ver qual que era a dele. Baixei.


A história se passa em Santiago, no Chile, e é sobre um jovem publicitário de sucesso que encontra a mulher de sua vida, vive superbem com ela por algum tempinho e depois resolve terminar o namoro. Percebendo a burrada que fez, pede para voltar e ela não aceita. Aí a vida dele vira de ponta cabeça. Começa a gastar todo o dinheiro que tem em baladas, cria dívidas, perde o emprego, etc e etc e etc. Talvez o filme nem tenha parecido legal por esse protótipo de sinopse que acabei de fazer, mas juro que é muito bom. Tanto que agora quando viajei ao Chile, uma das primeiras coisas que fiz foi comprar o DVD de "Que Pena Tu Vida". E só esse ano já o assisti 2 vezes.

O filme tem diálogos engraçados, mostra uma Santiago bastante moderna, tem sacadas inteligentes, várias referências ao Facebook e ao Twitter e não é daqueles que a gente já adivinha o que vai acontecer no final já nos primeiros minutos - ou eu sou muito burra e não fui capaz de tal. "Que Pena Tu Vida" foi a comédia mais vista de 2010 no Chile, e o interessante é que ela foi toda rodada com uma Canon 7D, ou seja, nada de super produções.


Alguns meses atrás, foi lançada a continuação, que se chama "Que Pena Tu Boda". Ela recém saiu dos cinemas por lá, então ainda não tem em DVD, mas fiz uma pesquisa rápida e já dá para encontrar para download sem legenda.

Acho que é uma boa forma de sair da bolha dos filmes americanos e conhecer um pouco do cinema latino.

Que Pena Tu Vida - Nicolás Lopez

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nove

9 anos. Se meu blog fosse gente, hoje ele já seria um quase pré-adolescente. Provavelmente iria gostar desses cantores da Disney - se fosse menina -, ou já teria um time de futebol formado na escola - se fosse menino. Já saberia mexer no computador, falar alguns palavrões, teria um iPod, sonharia em ganhar um celular. Já teria um cachorro, frequentaria as aulas de inglês, nadaria sem boias, assistiria Cartoon Network e Nickelodeon, seguraria na mão de um adulto para atravessar a rua, teria melhores amiguinhos e dormiria na casa deles de vez em quando. Já contaria piadas, levaria broncas por desrespeitar alguém, faria perguntas difíceis e também tiraria boas risadas de quem estivesse por perto. Já saberia ler e escrever com "letra de mão", desenharia mais do que uma casinha com chaminé, saberia resolver alguns problemas matemáticos não tão complexos e não acreditaria mais em cegonha. E nem em Papai Noel. Começaria agora em 2012 a segunda série (é isso mesmo?) e já poderia ir pra escola com mochilas de rodinhas. No recreio levaria bisnaguinhas com Nutella, inventaria dores de cabeça pra ir embora mais cedo e provavelmente teria como sonho ir dormir algum dia da semana depois da meia noite, horário mais ou menos em que tudo começou.

Foi na madrugada do dia 12 para o dia 13 de janeiro de 2003, um domingo para segunda, que eu sentei no computador e resolvi que criaria um blog, até então uma incógnita para todo mundo. O que 'pegava' na época era o fotolog, e eu nunca fui muito fã daquilo. Não existiam muitos servidores de blog, se não me engano só o Blogger, que era da Globo.com, e o Weblogger. Criei no primeiro, e dei o nome de Colunas da Lú para ele. Esse blog já não existe mais, mas 3 anos depois, coincidentemente (juro!) no dia 13 de janeiro, criei o Coluna da Lú no Uol Blog e depois vim parar aqui, no blogspot.

Bizarro, ainda não me acostumei com essa coisa de lembrar de histórias de 10 anos atrás. Quando era menor, sonhava com o dia em que isso acontecesse, e hoje, que lembro de situacões de 10, 15 anos, me dá até um embrulho no estômago. Jajá eu começo a mentir a idade, aí não quero nem ver.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A invasão da vida real

"Tristeza não tem fim. Felicidade, sim". Quando Vinicius de Moraes e Tom Jobim escreveram a música "A Felicidade", nem imaginavam que pelo menos por alguns anos, num contexto que eles infelizmente não conheceram, tal frase até poderia ser considerada incorreta. Vinicus e Tom Jobim não presenciaram a internet, a famosa terra de ninguém, onde todo mundo vive a vida que gostaria de ter, mesmo que de mentirinha. Tristeza? Lá? Nunca.

Até pouco tempo atrás, no mundo do WWW, todo mundo era legal. Ninguém era triste na internet. O Orkut - até então a única rede social - era repleto de fotos bonitas, comunidades bacanas, competições de scraps, número de fãs, informações positivas no about me. Todos os habitantes dessa terra estranha eram perfeitos. Bem que diziam, ou dizem, que na rede a gente vive aquilo que está longe da nossa realidade, esta repleta de imperfeições. Acontece que, felizmente ou não, os problemas e as coisas ruins estão invadindo cada vez mais aquele nosso mundinho idealizado. Se antes eu entrava no Orkut para esfriar a cabeça depois de estudar matemática, ou me distrair de algum probleminha, hoje isso já não é possível. E nem é porque o Orkut entrou em extinção. É porque tem dias que a internet traz mais angústia e aflição do que qualquer tristezinha real.

Já perdi as contas de quantas vezes acessei o Facebook ou o Twitter feliz da vida e desliguei o computador querendo chorar por ter clicado em certos links que eu gostaria que nunca tivessem existido. Fotos e notícias de maus tratos de animais, gente doente, tragédias naturais, urbanas, acidentes e etc. Eles não existiam naquele mundinho cibernético de 6, 7 anos atrás, e é uma pena que existam agora.

Há menos de 1 hora, dei uma olhada rápida no meu feed do Facebook e me deparei com um post sobre um homem que antes de morrer de câncer deixou uma carta, vídeos e presentes para os filhos pequenos. Cerca de 20 presentes de aniversário para cada um, para que recebam pelas próximas duas décadas. Eu não precisava ter lido essa matéria, muito menos ficado sabendo dessa história. Além de não precisar, nem gostaria. Mas não. Uma passagem que era pra ser rápida e light pela tal rede social, durou mais do que deveria e ainda me deixou meio pra baixo. Qual o sentido? Sei lá, mas hoje não dá mais para fugir disso.

Saudades de quando a pior coisa que eu poderia ler na internet - deixando claro que não estou me referindo aos portais de notícia e etc, né - era um scrap meio estúpido, uma resposta que nunca existiu. Saudades de quando essa tristeza causava um sentimento ruim por apenas uma pessoa, e não pela humanidade inteira. Saudades de quando a internet era mais light, e não tão calórica como a vida fora dela.

Foi-se a época em que online viviamos tudo aquilo que não vivemos offline. Ainda tem gente que mente em status, que dá um retoquezinho aqui e outro ali nas fotos antes de postar, claro. Mas gente sem problemas, pelo menos por alguns instantes, isso não existe mais. Hoje, a felicidade tem fim não só na vida real, mas na de mentirinha também. Que pena.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Santiago - Chile (segunda semana) *












* as fotos de praia foram tiradas em San Alfonso del Mar e Algarrobo, respectivamente. Ambas ficam na região de Valparaíso, no Chile.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Si pero no mucho

Que me perdoem os argentinos, chilenos, paraguaios e todos os outros povos que hablan español. Sempre achei tal idioma feio, irritante, chato. Não vou argumentar, até porque nem existe uma razão para isso, mas até pouco tempo atrás tinha uma certa preguicinha em aprendê-lo. Acho que também nunca tive nenhum incentivo - fora a importância de saber a língua para se comunicar, arranjar emprego, se dar bem na vida e etc - para gostar dela. Talvez isso explique.

Meu primeiro contato de fato com o espanhol foi em 2008, com uma amiga venezuelana que tive na época em que morava em Vancouver. Acontece que em pouco tempo a menina se mostrou tão psicopata/doente/e todos os adjetivos negativos possíveis, que logo eu tomei o maior bode não só dela, como da Venezuela (às vezes é difícil separar as coisas, sabe), do idioma e do jeito que ela falava. Aí, alguns meses depois, fui para o Peru, e pra falar a verdade mal tive contato com a língua e por dois motivos: 1) estava com um grupo de brasileiros ; 2) eles (peruanos) entendiam o portuñol.

Depois disso, só fui voltar a pisar em terras onde se habla em 2010, quando fui para a Argentina, mas ah, vamos combinar que jajá nem eles mais falam espanhol. Nossos hermanos recebem tantos brasileiros em seu país que daqui a pouco o português - ou o portuñol - já vira segunda língua oficial. Uma pena, porque nos 5 dias que passei em Buenos Aires eu super achei que estava arrasando no espanhol, já que todo mundo me entendia (ingênua...).

Passados quase dois anos, voltei a ter contato com o idioma. Agora, porém, no Chile, país onde me encontro no momento. Estou aqui há quase 2 semanas, e já posso afirmar algumas coisas. A primeira delas é que o espanhol deles é de outro planeta. Os caras falam rápido demais, então pra quem não domina o idioma, por mais que o português seja um pouquinho parecido, é foda de entender.

O Frank Sinatra, meu cachorro, veio junto. Toda vez que passeio com ele, algum chileno vem brincar, fazer uma gracinha, enfim, ter aquelas reações que pessoas que gostam de cachorro têm quando veem algum. É lógico que ao me ver com um cachorrinho pelas ruas ninguém imagina que eu não seja daqui ou que não falo espanhol, né. Aí é claro que eles disparam palavras, tipo 50 por segundo. Eu fico com cara de interrogação, esperando que a pessoa se toque que ela precisa falar mais devagar caso ela queira que eu entenda algo. Quando captam a ideia, ótimo, até dá pra enrolar. Agora quando elas continuam a disparar palavras, minha reação é concordar com tudo. Seja mexendo a cabeça positivamente, ou falando "si, si". Não quero nem pensar no que eu já concordei por aí. Enfim, tudo isso pra dizer que o espanhol chileno é absurdamenterápidoetemquepensarvoandopraentenderalgumacoisa.

Tenho assistido televisão por aqui também, até pra tentar (acelerar) melhorar o ouvido. Aqui tem CNN Chile, o que eu acho sensacional. Ontem, dia 25, estava passando uma matéria sobre as crianças estreiando seus presentes de Natal no parque. Não tem jeito, o jornalismo é igual em todo lugar, né. Preciso comentar também que as novelas chilenas são breguíssimas. Esses dias vi o capítulo de uma que parecia trabalho escolar, e isso em todos os sentidos: atuação, produção, cenário...Deu pra dar umas risadas.

Nessa quinzena ouvindo espanhol por todos os lados, minha opinião sobre o idioma começou a mudar. Já estou acostumando, achando legal. Acho que finalmente superei o trauma venezuelano e resolvi dar um basta ao portuñol (ou pelo menos começar a me mexer para aprender a língua de uma vez por todas). [só um comentário: por que, raios, os portugueses foram nos colonizar, hein? caramba, viu...].

Semana passada fiz uma pesquisa rápida na internet sobre alguns livros e achei um que me interessou. Se chama Tinta Roja, do escritor chileno Alberto Fuguet. Tem jornalismo na história, então achei a sinopse bem legal. No outro dia saí em busca do livro, e quando o encontrei, vi outro do mesmo autor que, pelo título, me pareceu legal: Aeropuertos. Comprei os dois e, na hora de começar a ler, acabei escolhendo aquele que não estava nos planos, claro.

Posso afirmar que meu primeiro contato com Fuguet foi positivo. Li Aeropuertos em 3 dias, o que significa que a história é bem legal, porque caso contrário o teria abandonado em poucos minutos, ainda mais sendo em outro idioma. Não sei se estou viajando na maionese, mas seu estilo de escrita me lembrou bastante o do Nick Hornby, que eu adoro. Fora que curti bastante as referências que ele faz (ao Radiohead, por exemplo). Outro ponto positivo é que a história acontece no Chile - grande parte em Santiago - então consigo identificar várias coisas da cidade ao longo da história. Hoje já comecei a ler Tinta Roja, e espero que a experiência seja tão boa quanto.

Ainda tenho mais 2 semanas de Chile pela frente, então jajá eu volto.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Santiago - Chile (primeira semana)