quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Meu mais novo vício

Depois de me cadastrar em mídias sociais, eu normalmente demoro para de fato me viciar nelas. Foi assim com o Twitter (eu criei minha conta lá em 2007 e só comecei a usá-la mesmo em 2008), com o Orkut (eu lembro que achava meio ruim essa coisa de colocar fotos na internet), com o Facebook (foi preciso eu ir para o Canadá) e, agora, com o Tumblr.

Meu primeiro post lá foi em 21 de maio de 2009. E foi só no último domingo que eu me viciei e postei freneticamente. Eu devo ter passado umas 4 horas ou mais só mexendo naquilo. Pra quem não conhece, Tumblr é uma espécie de blog, microblog e até mesmo flickr. Enfim, as pessoas usam para postar links, textos, fotos. O bacana é que tem gente que posta umas imagens muuuito legais - que foi o que me cativou no site.

Assim como no Flickr, há contas no Tumblr que funcionam como galerias. Então tem a galeria de fotos do que as pessoas colocam em suas bolsas, de estantes de livros, de mensagens, de seriados, cinema e muuitas outras. E tem também as páginas pessoais, tipo a minha, onde não tem categoria fixa, vale qualquer tipo de imagem. Daí você segue as que gostar mais - twitter feelings. Pra quem curte essas coisas, vale muito a pena. E pra quem não curte exatamente isso, mas gosta de ver imagens bonitas e criativas, também. Eu viciei.

Algumas imagens que eu achei por lá e amei:



*não consegui linkar as imagens que postei aqui. Mas todas elas estão no meu tumblr com os devidos links aos seus "donos".

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E para você, J.D. Salinger, o meu obrigado

Talvez seja um pouco tarde pra escrever sobre isso, mas dane-se. O fato é que J.D. Salinger morreu semana passada e eu venho pensando tanto nisso que precisava postar sobre. Ele, pra quem não sabe, é autor de O Apanhador no Campo de Centeio. Sim, o livro que o assassino de John Lennon carregava consigo no dia em que cometeu o assassinato. Mas, além disso, ele também foi, se não o primeiro, um dos primeiros grandes livros da minha vida. E não digo grande de tamanho, mas sim de história, de importância, enfim.

Foi o Jorge, meu professor de português da 8a série, que mandou a gente ler a obra. Isso foi em 2004, e pode parecer clichê o que vou falar, mas acredite: eu ainda tenho na minha mente imagens minhas sentada no sofá, na cama ou até mesmo na escola lendo o livro e pensando quão bom aquele enredo era. Lembro também do dia em que eu terminei a leitura e fiquei parada, pensando. Lembro de eu indicá-lo pra todo mundo que me pedia uma dica de livro. Lembro de discutir com uma menina sobre o final da história. Lembro de praticamente tudo. E isso foi em 2004, há quase 6 anos.

E mesmo hoje, aos 20 anos de idade e com vários outros livros sensacionais na bagagem, não me atrevo a esquecer de mencioná-lo quando o assunto é meus livros favoritos. Ele, aliás, é sempre o primeiro a vir na minha cabeça. Sabe quando era legal responder a todos aqueles tópicos do perfil do Orkut como "cozinha predileta", "música", "filmes" e etc? Então, na parte de livros, O Apanhador no Campo de Centeio sempre foi o primeiro a ser escrito. Me arrisco a dizer, inclusive, que esse foi o livro que mudou a minha vida literariamente falando. Acho que foi ele que me fez gostar mais de ler, de me envolver com a história. E olha que desde bem pequena a leitura está presente na minha vida.

Por essas e outras, deixo aqui o meu profundo agradecimento à esse cara que escreveu um livro foda pra caralho. E desculpe o palavrão, foi a maneira mais sincera que eu encontrei para demonstrar o meu amor por ele.

RIP J.D. SALINGER

* na imagem acima, um pequeno texto que escrevi sobre O Apanhador no Campo de Centeio para a revista Capricho, em 2006.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

[Entrevista] O Projeto paralelo da apresentadora Sarah Oliveira

Ela virou ícone do público jovem quando apresentou por anos o DISK MTV, um dos programas mais importantes que o canal já transmitiu. Hoje, contratada pela Rede Globo, Sarah Oliveira é pós graduada em jornalismo e aposta em mais um projeto: o site Colherada Cultural, que mantém com 9 amigas. Nesta entrevista, Sarah conta um pouco mais sobre ele.

[LT] Como surgiu a idéia de montar o site?
[SO] Foi nos intervalos das aulas de pós-graduação em Jornalismo Cultural, na FAAP. Estudávamos juntas e a idéia era disseminar cultura na rede de uma maneira independente e com embasamento. Tentamos, ao máximo, sempre estar antenadas e bem informadas para cobrir as editorias de moda, gastronomia, literatura, artes, TV, cinema, música, teatro, dança...

[LT] Qual o público que ele pretende atingir?
[SO] Todos que são interessados em cultura. Na real, não tem uma faixa etária específica, embora tenhamos ganho o Prêmio Jovem de melhor site de cultura em setembro do ano passado (2009).

[LT] Twitter, blogs, sites, Youtube...Atualmente são diversos os meios virtuais que envolvem as pessoas, fazendo com que elas deixem de ligar a TV ou de ler um jornal ou revista. Você pensou nisso ao criar o Colherada Cultural? Foi uma forma de também atingir a galera que fica online o tempo todo?
[SO] A interatividade é uma das coisas que mais nos fascina, mas não achamos que uma coisa elimina outra. O papel da tevê no Brasil é muito forte e faz parte da cultura brasileira em que as pessoas não têm geladeira em casa, mas têm tevê. Quanto aos livros, a gente incentiva muito a leitura, e não só na nossa editoria de literatura. A internet tem seu espaço, mas não achamos que ela vai acabar com revistas e jornais. Jornais talvez acabem por não serem ecológicos, mas as imagens "concretas" das revistas são imbatíveis.

[LT] Quais são os planos para o site daqui pra frente?
[SO] Firmar credibilidade entre o público, continuar com uma linha editorial independente, mas mesmo assim abrir espaço para patrocínio, pois a idéia das colheres (as donas do site) que trabalham em redação - não meu caso - é de um dia largar seus trabalhos e ficarem fixas no Colherada Cultural...Hahaha!

[LT] Qual o impacto da Internet na sua carreira?
[SO] Impressionante. Twitter e o Colherada Cultural me deixaram mais próxima do público como na
época do DISK MTV em que eu lia os e-mails ao vivo. A interatividade é o que há hoje em dia pela rapidez das informações e democracia.

[LT] A Sarah Oliveira sempre chegou às pessoas através da TV. Como que o site Colherada Cultural, da Sarah Oliveira, chega às pessoas?
[SO] Através do meu Twitter e dos jornais, revistas e sites que estão acompanhando o crescimento do Colherada.

[LT] Por fim, descreva o Colherada em 140 caracteres (ou próximo disso).
[SO] Acho que o que está no site é bem bacana: "O Colherada Cultural nasceu entre 9 alunas da primeira turma de pós-graduação em Jornalismo Cultural da FAAP. Das carteiras universitárias às mesas dos bares da Vilaboim (bairro de São Paulo próximo à faculdade), pensando cultura com o interesse acadêmico e o dinamismo jornalístico, decidimos unir características e trajetórias para mexer nossas colheres, produzindo textos e críticas com ética, opinião e irreverência. Sirva-se!"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pequena

Ultimamente máquinas fotográficas têm sido meu ponto fraco. Eu queria muito uma daquelas bem retrô, e ontem enquanto passeava com a minha mãe, compartilhei este meu desejo com ela. Pra minha sorte, na hora ela lembrou de uma câmera que ela tinha ganho do meu pai há quase 21 anos, comprada durante uma viagem à Punta Del Este, e que ainda estava em casa. Lógico que quando chegamos esta foi a primeira coisa que pedi para ver.

Pentax 110. Como da pra notar, ela é menor que uma caneta normal

O máquina é uma Pentax 110, a menor câmera SLR que existe no mercado. Este inclusive foi o motivo da compra. Meu pai achou ela bem feminina e presenteou minha mãe para que ela tirasse fotos do bebê - vulgo eu - que nasceria em pouco tempo. Olha o anúncio dela aqui ao lado esquerdo.

Quando a vi, fiquei apaixonada, claro! Ela é uma fofura, nem dá pra acreditar que tem lentes e tudo mais. É linda, linda! Infelizmente parece que não produzem mais filmes para ela, e muito menos revelam. Essa semana vou me informar mais, até porque, seria necessário restaurá-la um pouco, mas de qualquer forma, valeu o presente. Não deixa de ser uma relíquia, né?!

Daí, no final do dia, enquanto procurávamos um negócio, minha mãe achou essa foto. Sou eu, com alguns dias de vida, no colo dela. E adivinha de que máquina essa foto saiu? Pois é. A pequeninha era boa mesmo.

sábado, 30 de janeiro de 2010

NYLON, ME CONTRATA?!

Se um gênio da lâmpada aparecesse hoje na minha frente e falasse pra eu escolher um local, em qualquer lugar do mundo, pra trabalhar, acho que não teria muitas dúvidas na hora de responder. NYLON MAGAZINE, OF COURSE!

Eu leio a revista há quase dois anos, e desde então, acompanho o site também, e diria que foi amor à primeira vista. A NYLON, fundada em 1999, é uma publicação americana que fala de moda, beleza, música e cultura pop.

Ela nasceu por um desejo de Marvin Jarret (vulgo o editor-chefe, à esquerda), de criar uma revista jovem de moda que não fosse controlada por uma grande editora. Ele não queria criar a maior revista, e sim a mais legal. E não é que conseguiu? Prova disso é que desse projeto já nasceram a NYLON Guys, NYLON México, NYLON Japão e NYLON Korea.

Ah, e sabe um dos significados do nome? Simples: NY+LONdon! É, ela é supermoderninha e antenada, e além de eu curtir praticamente tudo que ela publica, tem outra razão pra eu desejar, do fundo do meu coração, trabalhar lá um dia: a redação fica em Nova York, mais precisamente no Soho, um dos bairros mais legais da cidade.

Segundo o Google Street View, é nesse prédio ao lado que fazem a revista. Imagina eu entrando ali todos os dias? :P

Viver rodeada de gente moderna, estilosa, escrever sobre assuntos bacanudos, morar na big apple e andar pelas ruas com um copo de Starbucks (vestindo aqueles maravilhosos sobretudos estilosérrimos) deve ser a coisa mais perfeita do mundo. Bem coisa de comédia romântica de filme americano, né?

Outra coisa legal da NYLON é que eles fazem edições especiais, também. Então volta e meia tem a "TV ISSUE", "MUSIC ISSUE" e por aí vai. Música, aliás, é uma coisa que eles levam bastante à sério. Tanto é que fazem o NYLON Music Tour, que é uma série de shows com artistas "indies" por várias cidades dos EUA e Canadá. Fora isso, também tem as playlists suuuuper cool que eles disponibilizam de graça no Itunes. Eu baixei esses dias e adorei.

As pessoas que trabalham lá realmente entendem do que fazem. As seções de moda e beleza são ótimas. Daquelas que dão vontade de comprar tudo. Ou pelo menos recortar a página e deixar perto, pra servir de inspiração, sabe?

a galera trabalhando na redação da revista

Pra ficar mais perto deles, ou acompanhar o que está rolando/vai rolar na revista, não dá pra deixar de acessar o site e o twitter deles de hora em hora. Eles atualizam o blog praticamente todos os dias, e às vezes até mais de uma vez. Sempre tem dicas de música, moda, programas de TV, sites, promoções (que pra gente no Brasil não faz muita diferença, infelizmente... :/), acessórios e etc. O Twitter deles também está sempre atualizado. Ler essas coisas só dá mais vontade de sair correndo de casa, pegar o primeiro avião pra New York e me jogar lá nesse edifício simpático que eu mostrei lá em cima. Ainda mais quando eles twittam mensagens como essa daqui, de dois dias atrás:

eu quero! :S

Pra quem nunca leu a NYLON e tá a fim de conhecer a revista (mas não quer desembolsar uma graninha), acesse o site, porque sempre tem matérias legais que eles disponibilizam online.

E pra quem gosta de ver fotos de redações de revista, aqui nesse link tem mais algumas do editor-chefe e do local onde fazem a NYLON - aka meu futuro local de trabalho [/sonha].

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A história entre um smartphone e uma pessoa

Meu primeiro contato com smartphones foi há dois anos, quando morava no Canadá. E foi um contato bem ridículo mesmo: eu passeando pela BestBuy e uma série de BlackBerry espalhados pela loja. Naquela época, acho que pouca gente tinha esse aparelho no Brasil, e até lá pelo primeiro mundo não era tão comum encontrar pessoas com um no bolso (digo, não como é hoje). Pra você ter uma noção, nem eu, que sempre curti essas novidades tecnológicas, me vi com vontade de comprá-lo.

Alguns meses depois, o tio Steve Jobs lançou o Ipod Touch, e esse, confesso, me despertou o interesse. Certo dia, voltei lá na BestBuy e garanti o meu. Cheguei em casa literalmente com essa cara :O, estava achando o mááximo ter um aparelho daquele tamanho que tocava música, entrava na internet e abria e-mails. Lembro até que eu chamei minha mãe na webcam pra mostrar pra ela que eu conseguia acessar meu blog por aquela coisa lindinha que a Apple teve a brilhante idéia de lançar. Foi amor à primeira vista mesmo.

No Canadá eu andava com ele pra cima e pra baixo. Acho que nem preciso comentar que lá eu podia carregá-lo na mão sem ter medo de ser assaltada. Eu passava o trajeto todo de ônibus da escola até a minha casa assistindo vídeos nele. Era muito bom. Mas aí eu voltei pro Brasil e tive que começar a escondê-lo, né?

Daí a febre dos smartphones chegou no Brasil. Até a minha mãe, que eu tinha certeza que não ia se dar bem com um Blackberry, já estava melhor amiga do aparelho. Eu também queria um, e consegui na Claro um Nokia E71 de graça. Ele era legal, acessava e-mails e tal, mas não tinha praticamente aplicativos e nem twittar direito eu conseguia. Então eu levava meu Ipod Touch para todos os lugares, afinal, a única coisa que ele não fazia era ligar e tirar foto, o que eu conseguia com meu Nokia. Digamos que um complementava o outro - mas seria ótimo ter um que fizesse tudo isso, né...

E eis que semana passada realizei esse meu desejo.

E a minha cara ao chegar em casa com aquela caixinha foi a mesma de dois anos atrás: =O. É o máximo poder acessar e-mails, internet, twittar, tirar fotos, ouvir música e, vejam só, até ligar de um mesmo aparelho. Estou apaixonada.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Quando bate aquela falta de assunto...

Por mais que muita gente fale que "ter blog é escrever quando quiser, como quiser e sobre o que quiser, sem obrigações", na prática não sei se funciona mesmo assim. É lógico que ninguém faz do seu espaço virtual algo que não curte, até porque, isso não faria sentido. Mas é inevitável, pelo menos pra mim, não sofrer ao vê-lo paradinho quando estou sem assunto para um post. Eu me sinto meio que na obrigação de achar algo pra postar. E às vezes não é uma tarefa fácil...

Funciona mais ou menos assim: eu ligo o computador (quando ele já não está ligando, obviamente), faço a minha rotina online (e-mail, twitter, notícias, facebook e orkut), entro no blog e fico olhando para ele. Olhando, olhando, olhando. Aí olho mais um pouquinho, mexo na rolagem, vejo os links, e volto a ler meu último post. Nenhuma idéia? NADA. Daí eu visito alguns blogs, olho meu quarto, minha mesa, penso no que fiz nos últimos dias. Nenhuma idéia? NADA. Daí eu desencano, com a certeza de que algo genial vai aparecer na minha cabeça e eu vou fazer o post mais bombado da blogosfera. Isso não acontece, claro, e eu desisto. Deixo para outro dia.

Aí o outro dia chega. Milhões de idéias a longo prazo atingem minha mente. "Nossa, vou qualquer hora lá naquele lugar, vou tirar fotos, entrevistar e postar. Vai ser irado!". Ou então "Putz, bem que eu podia ter filmado ou tirado fotos daquilo. Ia dar um post legal. Ah, fica para uma próxima". Mas nada, nadinha que eu possa escrever naquela determinada hora me aparece. "Como que algumas pessoas conseguem assuntos novos todo dia?", penso - e logo não posto.

E é mais ou menos assim que estou desde ontem. O contexto externo também não ajuda muito: feriadão em São Paulo, chuva até não aguentar mais...Ter assunto para postar era tudo que eu queria - e não tinha. Droga. Daí, como quem não quer nada, twittei esse meu problema e recebi a seguinte reply:


E o resto vocês já sabem.