quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Stand-up Comedy e Eu

fernandocaruso

Embora shows de Stand-up Comedy estejam super na moda, nunca me passou pela cabeça ir assistir um. Sempre achei que não valeriam a pena, que não seriam tão engraçados. Bom, a convite da Li, minha amigona, resolvi comprovar se eu estava certa ou não. E o escolhido foi o show do Fernando Caruso (esse aqui em cima, dos olhos arregalados. medo! haha), no teatro do Shopping Frei Caneca, em São Paulo.

O cara é realmente engraçado. Como eu fui meio com um pé atrás, decidi que só iria dar risada quando achasse graça mesmo, e devo confessar que sim, ri algumas (muitas) vezes. O começo foi meio chato, a situação parecia meio forçada, sabe? O mais engraçado, eu acho, é perceber que as pessoas, por saberem que estão prestes a assistir a um show de comédia, acham que devem rir de tudo. Como se tudo que o cara falasse fosse piada - até num momento em que ele parou para beber água, algumas pessoas riram. Tipo..ahn? oi?

As piadinhas que ele faz são com situações do cotidiano, então é fácil se identificar com alguma coisa. Eu não vou citar nenhuma, até porque, ele falou que não muda o texto de apresentação para apresentação (e não vou estragar a surpresa pra quem for um dia, né!) mas a melhor parte do show, na minha opinião, foi quando ele tirou sarro de alguns cantores de MPB. Foi sensacional! Essa fez o show valer a pena!

Enfim, não sei se ele é o melhor cara de Stand-up ou não, mas pelo menos a idéia de que esses shows são chatos, eu não tenho mais. YEY!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Born To Be Wild

into-the-wild22

Se eu já relatei aqui a minha primeira decepção cinematográfica de 2009, volto agora para contar a minha primeira descoberta positiva do ano nessa categoria. Já há algum tempo eu estava a fim de alugar Na Natureza Selvagem (Into The Wild), mas só há dois dias realmente o fiz. A história é sobre Christopher McCandless, um cara jovem, recém formado na faculdade, que resolve largar sua vida relativamente "perfeita" (na visão da sociedade) para se aventurar em uma viagem de descobertas em direção ao Alaska. Para isso, Chris abandona todo seu dinheiro e conforto e parte apenas com seu carro e uma mochila em busca da vida que sempre sonhou em ter. Falando assim, a história nem parece tão interessante. Mas ela é. Mesmo.

Durante a jornada, Christopher deixa de lado qualquer raiz com sua família ou criação e para de dar notícias. Além, também, de adotar o nome de Alexander Supertramp, se transformando, realmente, em outra pessoa. Até chegar em seu destino, "Alex" passa por diversos lugares e conhece várias pessoas que se fazem, ao longo dos dias, bastante importantes para tal experiência.

chris25

Eu geralmente não tenho muita paciência para filmes muito longos. Se a história não é boa, sou capaz de parar de assistí-los mesmo faltando meia hora para acabarem. Mas com esse foi diferente. Na Natureza Selvagem tem quase 2 horas e meia de duração e eu nem senti o tempo passar. E a razão disso foi, provavelmente, pela história ser real. O Christopher do filme, interpretado por Emile Hirsch, realmente existiu, o que dá uma sensação bem diferente para quem está assistindo. Digo isso porque o protagonista, ao longo da história, passa por situações bastante inspiradoras, tanto no sentido de sua experiência, quanto no de sua vida (ou na vida de quem está alí, vendo o filme). Ele vive "sozinho" por alguns anos, tendo que se virar em meio a natureza para sobreviver e o ponto alto da história é quando ele acha um ônibus abandonado e faz deste sua "casa". É lá que Christopher vive os dias mais intensos e emocionantes de sua viagem e de sua vida.

Depois que o filme acabou, ainda um pouco "em estado de choque", eu resolvi pesquisar um pouco mais sobre a vida do Christopher, e achei alguns auto retratos que ele tirou durante sua jornada - fotos que, para quem acabou de assistir o filme, se tornam arrepiantes. As duas que você vê aqui (com exceção da primeira) são algumas das que achei nesse flickr. Vale lembrar que há também o livro sobre a mesma história, escrito por Jon Krakauer. Pra quem ainda não viu , super recomendo. É um filme que faz pensar.


chris13

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A primeira decepção cinematográfica de 2009

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Hoje, enquanto passeava no shopping, resolvi que veria um filme. Na minha lista mental, três levavam vantagem. Eram eles: Marley & Eu, O Curioso Caso de Benjamin Button, e Crepusculo. Cheguei lá no cinema suuuper animada (e sozinha) pra ver qual dos três começaria primeiro, já que queria um que começasse em poucos minutos. Foi aí que descobri que Crepusculo não está mais passando no Iguatemi, e as sessões dos outros começariam só dali duas horas. Ou seja, meu plano failed. Tá, acontece que a vontade de ver um filme era grande, e eu não sairia de lá sem cumprir tal desejo. Por isso, acabei entrando na primeira sessão que estava para começar. Era a de Se Eu Fosse Você 2. Bom, alguns comentários básicos e diretos sobre o tal filme:

  • Eu sei que a indústria cinematográfica brasileira sofre com alguns problemas, exigindo que os diretores procurem vários patrocinadores. Até aí tudo bem. Mas ficar ouvindo propaganda de produtos no meio do filme, não! Que raiva! Quase me levantei quando a personagem do ator Cassio Gabus Mendes falou para o Tony Ramos que no quarto ele tinha Sky com sei lá quantos canais e que dava para salvar a programação quando quisesse. PÔ!!
  • História boba e previsível. Eu assisti o primeiro Se Eu Fosse Você quando ele passou no Telecine, e afirmo com todas as letras que o segundo é mil vezes pior (não que o primeiro seja ruim, muito pelo contrário), mas mais parecia que eu estava assistindo um especial de final de ano da Globo no cinema, do que um filme de verdade.
  • Tony Ramos dá novamente um show fazendo papel "de mulher". Essa é, inclusive, a única coisa engraçada do filme na minha opinião.
  • Adriane Galisteu. Tipo...HÃ? O que ela tava fazendo ali?
  • Certas coisas devem ser mantidas no primeiro.
  • A sala estava lotada e quase em nenhum momento houve gargalhadas do tipo "HAHAHA esse filme é maravilhosooo!"
  • O final é o mais babaca ever.
De 0 a 10, nota 4 (só porque fez meu tempo passar). Ou seja, se eu fosse você, não veria esse filme.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

E com vocês, Josh Kelley!

Passadas 3 semanas de 2009, eu finalmente encontrei meu primeiro "achado" musical do ano! O nome dele é Josh Kelley, é americano de Georgia e tem 29 aninhos. É bem capaz que você já tenho escutado alguma música dele em alguma trilha sonora de seriados ou de filmes, mas se não, don't worry, o dia de ouvir chegou!

joshkelleycover

O jeito no qual o encontrei foi engraçado. Certa vez, enquanto "brincava" no Last.FM, lembro de ter escutado uma de suas músicas. E também lembro de ter gostado, identificado nela um dos ingredientes essenciais para me agradar, e, mesmo assim, a ignorado - provavelmente por preguiça mesmo. Pois bem, algumas semanas passadas, eis que me deparo com ela novamente enquanto dava umas "voltas" pela Itunes store, e logo de cara a reconheci. "Ok, vou ter que baixá-la", pensei. Afinal, dois raios dificilmente caem no mesmo lugar. E se caem, é porque alguma coisa tem! E se tem, melhor descobrir o que é. E eu, de fato, descobri. Descobri como fui burra de não ter baixado aquela coisa linda logo no momento em que a ouvi pela primeira vez.

Josh tem uma voz incrível. Sabe aquela voz rouca, gostosa de ouvir? Pois então, essa mesmo! Fora que as melodias das músicas são super legais, com umas batidas às vezes agitada, às vezes calma, mas sempre boas e viciantes. Eu baixei dois CDs dele e, pra variar, gostei mais do primeiro. Eu não sei porque, mas eu tenho uma certa tendência a sempre gostar dos CDs antigos - portanto, não me leve como um bom exemplo. Enfim, baixei o ábum de 2005, "Almost Honest" e o mais recente, de 2008, "Special Company" (que você vê a capa logo acima). Os dois seguem o mesmo estilo, é claro. Ok, na verdade nem é tão claro, uma vez que entre os dois há uns bons três anos que os separam, ou seja, mostrou que o artista soube manter seu estilo e, o mais importante: a qualidade dele. Kelley já foi, inclusive, comparado a Maroon 5 e Rob Thomas (do Matchbox Twenty), e eu garanto que quem curte essas duas bandas, assim como eu, vai gostar dele também.

Ah, e pra quem ficou curioso em saber qual foi a música que me fez conhecê-lo, aqui está o vídeo. Ela se chama "Almost Honest", e é do CD (que leva o mesmo nome) de 2005. Lindíssima!





terça-feira, 20 de janeiro de 2009

'Obama is in da house!'

obama_card

Acho que esse cartão diz tudo.

Tchau, Bush! beijosnãomeligajamais!

;-)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Passeando na rua Oscar Freire com a câmera na mão

Eu nem contei aqui, mas há cerca de uns 10 dias, eu achei o Le-mode, um site gringo sobre moda, cultura e etc. Design bonito, posts legais, enfim, me interessei. No mesmo dia, então, mandei um e-mail para um dos editores do site, falando que eu tinha curtido bastante e queria participar de alguma forma. O cara pediu alguns textos meus em inglês para ver se eu tinha condições de escrever pra eles, eu mandei, nós tivemos algumas conversas via e-mail e, no dia seguinte, recebi a confirmação de que eu estava dentro do projeto. YEEY! Fiquei mega feliz, é claro, pois essa seria uma forma legal de desenferrujar praticar meu inglês. Desde então, já escrevi alguns posts pra eles, e tenho me divertido bastante com isso.

contrle-mode

Essa semana, por exemplo, fui gravar para o site um vídeo na rua Oscar Freire, já que essa é a rua mais famosa de São Paulo quando se trata de moda e glamour. Calorzão dos infernos, auge do aquecimento global, lá estava eu, andando pra lá e pra cá com a câmera na mão em plena manhã de terça-feira. Pra minha sorte, a rua não estava lotada como costuma estar nos finais de semana, então meu único problema no dia era, sem dúvida alguma, a temperatura e o solzão queimando minha cabeça. Fora isso, foi bem divertido. Curioso pra ver o vídeo? Bem, já vou avisando pra não criar muitas expectativas. Como a ideia era de "transportar" os leitores gringos para uma caminhada na rua, eu filmei enquanto andava mesmo, por isso ele está um tanto quanto "movimentado", se é que me entende. Também tive que acelerá-lo um pouco para o "passeio" não ficar muito monótono. Enfim, assista com seus próprios olhos.

Yey!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Vida-sem-comunicação-movel.com.br/error

A revista Galileu de janeiro traz uma matéria bem legal sobre dependência tecnológica. Eles propuseram a uma jornalista que ela ficasse 1 mês sem usar nenhum tipo de tecnologia para comunicação. Ou seja, com exceção do telefone fixo, ela não poderia entrar na internet e nem usar o celular. Ela, basicamente, iria reviver a época em que nada disso existia - e que, aliás, todo mundo sabia viver tranquilamente, sem ansiedade e dependência virtual e móvel. Difícil?

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Bom, eu acho. Imagine-se querendo falar com alguém e ter que esperar tal pessoa chegar em casa para achá-la. Ou então precisar de alguma informação e não ter um Google para ajudar. Nessas horas, é difícil até pensar como nossos antepassados faziam para viver - drama mode: on. A jornalista da matéria passou por maus bocados, é claro. O fato é que a sociedade já não sabe viver sem tecnologia - e, por isso, ela teve dificuldade até ao pedir informação por telefone, já que o atendente a sugeriu que entrasse no site da empresa para encontrar o que precisava. Ou seja, em dias em que se é possível entrar na Internet pelo celular ou levar um computador portátil para todos os lugares, não ter acesso a isso é basicamente não ter acesso a vida real. Porque, convenhamos, eu não estou exagerando. Quem não tem acesso a Internet hoje em dia fica desprovido de uma série de coisas relacionadas à educação, trabalho, diversão e etc.

Por outro lado, por mais que viver com um celular no bolso e acesso 24 horas à internet seja algo essencial atualmente, não dá pra negar que um pouco de vida offline faria bem a todo mundo. Basta é tentar e rezar para não sofrer nenhum tipo de abstinência.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Caça aos DVDs baratos

Comprar DVDs nunca foi uma rotina na minha vida. Pra falar a verdade, eu até sentia uma dorzinha no coração ao gastar dinheiro com isso. Mas, como tudo passa - até uva passa (ok, não teve graça), essa fase passou, e hoje o ato de comprar DVDs se tornou cada vez mais presente na minha vida.

Acho que tudo isso começou quando eu ainda estava no Canadá, e me divertia horrores na Best Buy ou na HMV enquanto passeava pelas intermináveis prateleiras de filmes e séries. Era o máximo. Não tanto pela diferença de preço - que, exceto pelas séries, nem é tanta em relação ao Brasil -, mas sim pela variedade de produtos, que lá é imensa. Como na época a única série por qual era viciada era Beverly Hills 90210, comprei todas as temporadas que já tinham sido lançadas, fora alguns filmes e shows. E hoje, após um ano da minha ida (completos no último dia 6), além da rotina e dos amigos que fiz lá, sinto uma saudade imensa de dar uma passadinha em uma daquelas hiper lojas que vendem de tudo. Mas como isso no momento não é possível, o jeito é se divertir nas lojas daqui, né?

Não sei se é em função dos DVDs blu-ray ou porque as pessoas não estão comprando, mas, para minha felicidade - e acredito que a de muita gente - as lojas ultimamente têm feito milhares de promoções, ou seja, comprar filmes aqui tá praticamente mais barato do que comprar no Canadá. Por isso, recentemente, adquiri a minha mais nova mania: a de passar horas numa Americanas da vida ou no site da Saraiva fuçando todos os dvds promocionais. E não é que dá pra achar coisa boa?

dvds

Aí em cima estão as minhas últimas aquisições. De todas, a mais cara foi Wall-E, que por enquanto tem preço tabelado. O resto foi todo por volta de R$ 12 e R$ 20. Ah, não me refiro às temporadas de Melrose Place e BH 90210 (estes vieram de fora no mês passado - ou seja, o preço da etiqueta é em dolar, infelizmente!).

Se alguém aí estiver sem idéias de o que assistir, recomendo Um Beijo Roubado (embaixo de Requiem, na foto). Tem Jude Law, Natalie Portman e Norah Jones no elenco, e a história é bem legal. Fora que, para quem se identificou com o último post, a personagem de Law tem um café bem no estilo do qual eu citei. Vale a pena! E o melhor: custou R$ 12,99 nas Americanas - também vi lá o filme de Sex and The City por R$ 9,99! Ah, e não vale zoar com o meu dvd de Esqueceram de Mim. O primeiro e o segundo marcaram a minha infância! ;P

É, acho que já deu pra ter uma noção do que vou fazer nessas férias, né? E ainda estou em busca de Closer e Encontros e Desencontros, que estão bem dificeis de serem encontrados...

Se alguém souber de algum site ou loja em São Paulo que esteja liquidando dvds, faça uma boa ação e me avise! ;D

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Um café e uma torta

Eu acho que o trabalho mais charmoso do mundo é ser dono de um café. Sabe aqueles no estilo europeu? Pequenininho e acolhedor, com algumas mesas e cadeiras do lado de fora, uma máquina de café e uma vitrine com vários tipos de tortas? Pois então. Eu trabalharia lá numa boa. Imagina o tanto de gente legal que dá pra conhecer dentro do café. Digo, pelo menos nos filmes a galera que frequenta é sempre muito fina, culta e tal. Ah, e eu também quero ter um cliente velhinho, pintor, que fique desenhando enquanto toma seu café preferido. E sem esquecer do escritor também, que aparece de vez em quando, senta do lado de fora, pede sempre a mesma coisa e fica observando as pessoas que passam na rua - enquanto escreve tudo em seu moleskine, é claro. Se nada der certo, taí um futuro legal.