quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quando eu finjo que o Google também é médico

dr_google_epoca1

Eu sou bem neurótica em relação a saúde. E não estou dizendo que faço parte do grupo de pessoas que malham e não comem frituras. Muito pelo contrário, sou mega sedentária e adoro batatas fritas. Mas se tem algo que sou, é pessimista, e tudo que aparece, eu já acho que é grave. Ou melhor, eu já acho que é câncer. Seja um machucado, uma dor, uma mancha, qualquer coisa. Pra mim, antes de ser apenas uma ferida, uma batida ou uma sujeira (!!!), é câncer. E eu não vou falar que isso é engraçado, porque não é. E como tenho muito medo de médicos, eu acabo sempre checando sintomas no Google. É, no Google...

Meu último caso de insanidade aconteceu no final de semana passado. O Nick, meu cachorro, já estava com uma bolinha na pálpebra há algum tempo, só que desde sexta-feira, ela estava maior e vermelha. De cara achei que fosse câncer, afinal, na minha cabeça, bolinhas são sempre câncer. Bom, nem preciso dizer que fiquei desesperada, né? Minha mãe, diferente de mim, achava que era tersol, e que melhoraria logo. Enfim, pra quê ficar na dúvida, certo? Vamos consultar o Dr. Google. Coloquei "tersol + cachorro" e muitas coisas apareceram. Foi aí que me veio a idéia de que o Orkut também pode ser um ótimo médico, e fui me "consultar" lá. Eis que achei um tópico na comunidade "Plantão Veterinário" com um caso parecido, e a pessoa que escrevera aquilo ainda colocou a pomada que ela usou para melhorar o olho de seu cachorro. "Perfeito!", pensei. Anotei o nome do remédio e no dia seguinte já iria comprá-lo. No meu inconsciente, no entanto, eu confesso que sabia que o caso do Nick poderia não ser tersol, mas ah, que seja.

No dia seguinte, ao acordar, percebi que a bola do olho dele estava ainda mais inchada e vermelha. Saí correndo, então, para o veterinário. Ok, não pensem que só pelo fato de ele ter sido examinado por um médico de verdade, eu deixei de me consultar com Dr. Google e Dr. Orkut. Após a consulta no veterinário, fiquei sabendo que ele teria que operar e que aquilo poderia ser um tumor, mas que em 90% dos casos, não passa de um probleminha de cachorros idosos (o Nick tem 9 anos). Fiquei louca, é claro, e mesmo a doutora falando que não era grave e que ele não iria morrer, eu cheguei em casa aos prantos. Foi ai que tive a idéia de pesquisar no Google sobre os sintomas que ela havia falado há poucos minutos. Coloquei lá: "bola nas pálpebras" + "cachorros idosos". Ok, não lembro se foi exatamente isso que digitei, mas alguns resultados vieram, o que me levou a crer que ele estava com um papiloma na pálpebra. Como havia o Dr. Orkut ali, dando sopa, fui lá consultá-lo também, e por "sorte" achei alguns tópicos sobre isso. Todos eram bem positivos, ou seja, não era nada fatal. Já fiquei mais calma até lembrar que...a veterinária não falou nada sobre "papiloma", o que significa que poderia não ser isso. "Ah, mas talvez ela não tenha dito por saber que para pessoas leigas como eu, não faria tanta diferença", meu diabinho falou. É, podia ser. Enfim, a partir daquele momento, então, o Nick estava com um papiloma. Pronto, caso resolvido, pensei.

sempre depois de passar a pomada no olho, a gnt coloca esse "cone" pra ele não tirar o remédio. tadinho do meu bebê...

Resolvido umas ovas! Na segunda-feira, minha mãe ligou para a veterinária para contar que com o remédio que ela receitou, o olho do Nick já estava bem melhor. E eu aproveitei para pedir que ela perguntasse sobre o Papiloma, afinal, era esse o problema do Nick, não? Bem...NÃO. Ela disse que o caso dele é muuuito mais simples que papiloma, e que de maneira alguma era isso que ele tinha. É, não teve outra: tive que riscar os nomes de Dr. Orkut e Dr. Google da minha listinha de médicos. Eles basicamente erraram o diagnóstico. Só isso.

p.s.- o Nick tá ótimo! :-)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

O que eu, Pablo Picasso e Van Gogh temos em comum?

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Eu não lembro exatamente quando o conheci. Sei que faz uns 3 anos, mais ou menos, e desde então, ter um Moleskine era algo que eu queria muito. Como qualquer produto importado, na época tal caderno/agenda/bloco custava uma pequena fortuna no Brasil, e por isso vi na minha viagem ao Canadá a melhor oportunidade para adquiri-lo - coisa que não me doeu muito, mas que me deixou muito feliz no dia em que eu, 21 dólares mais pobre, finalmente peguei nas mãos o MEU primeiro e tão desejado caderno.

Eu sei que muita gente não vê graça neles, afinal, uma capa lisa preta (também há em outras cores, porém a preta é a tradicional) realmente não tem nada de especial. Mas não é só por sua beleza "exterior" que o Moleskine atrai e encanta tanta gente no mundo inteiro. Uma das principais razões para isso é sua história - e seus famosos e importantes (e bota imortantes nisso) usuários que ele já teve nesses últimos séculos (sim, séculos!). E é aí que eu explico o título deste post: Vincent Van Gogh, Pablo Picasso, Ernest Hemingway, e Bruce Chatwin foram algumas das pessoas que, assim como eu (tadã!) já rabiscaram em folhas Moleskine. Ahhh vai dizer que isso não é o máximo!?

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(os meus acima: caderno pautado, agenda 2009 e bloquinho de anotações)

O bom é que existem Moleskines para todos os gostos. Há edições para músicos (com folhas para partituras), jornalistas (sabe aquele formato "em pé", que repórteres usam? então), viajantes (há edições de várias cidades do mundo, com mapas de metrô, espaço para anotações de restaurantes, lojas, museus, etc), para desenho, agendas, pequenos, grandes, pautados, lisos, enfim. Tem Moleskine pra todo mundo.

Passeando pelo Flickr, encontrei a My Moleskine, galeria que reúne imagens de gente que, assim como eu, é louca por ele. Lá as pessoas mostram seus cadernos e o que já escreveram/desenharam neles. É lindo! Dá pra passar horas olhando foto por foto.

Pra quem quiser saber mais, recomendo uma visita ao site oficial (www.moleskine.com). Além de contar com a história do caderno, também tem informações sobre cada edição.

Acho que agora já dá pra entender o porque do meu amor por eles, né! Moleskine, I Love You ;-)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Banda pra quê? Damien + violão = perfeição

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"Agora só falta o Damien Rice. E eu tenho certeza que ainda vou escrever aqui no blog sobre um show dele. Ahh, pode esperar!"

A frase acima eu escrevi em 10 de novembro de 2007, no meu antigo blog, quando contava sobre o show do Matt Costa, que tinha acabado de acontecer. Eu sempre fui fã do Damien, e assistí-lo ao vivo era algo que eu sempre sonhava, mas que achava um tanto impossível, levando em conta a fama dele no Brasil, que até então não era muita. Mas com uma ajudinha da Globo e suas trilhas de novela e do Seu Jorge e da Ana Carolina, com sua linda (ironia mode on) "É Isso Aí", ele se tornou mais conhecido por aqui e fez o momento pelo qual eu mais esperava, real. Agora eu posso escrever que sim, eu fui no show do Damien Rice e ouvi aquela voz linda e perfeita ao vivo.

O grande momento aconteceu no dia 30 de janeiro, no Citibank Hall, em São Paulo. O público era bem dividido: muitos jovens com seus pais, alguns sozinhos e outros em grupos, o que provou minha tese de que o Damien não tem um público alvo certo, pelo menos não aqui no Brasil. Mas se você quer saber, isso fez do show um tanto divertido, porque era nítida a diferença de opiniões da platéia: enquanto alguns queriam cantar juntos, outros mandavam um belo "shhh!" porque queriam ouvir somente a voz do Damien, ou então reclamavam quando alguém pedia música. Mas tudo isso só mostra a qualidade e o talendo do cantor irlandês, que além de atrair públicos diferentes, ainda sabe lidar com eles. Ou alguém acha que o Damien reclamou em algum momento? Nadinha!

Alguns dias antes do show, quando os ingressos já haviam se esgotado, foi divulgado que o Damien viria sozinho, apenas com seu violão, sem banda. Ou seja, o som seria acústico. De primeira isso me desanimou. Estava ansiosa para ouvir o violino em Delicate, ou então a bateria em Volcano, mas lógico que nada me faria desistir de vê-lo ao vivo. Hoje, após o show, a única coisa que posso dizer é: Banda pra quê? Só aquela voz maravilhosa e o talento que ele tem no violão já bastam. E eu ficaria alí, ouvindo ele cantar, por mais uns 2 dias no mínimo, se fosse preciso.

E com vocês, alguns dos trechos mais bonitos do show:

The Blower's Daughter

Delicate

Depois dessa, só um pedido: Damien, volta!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Enquanto isso, em Maragogi...

siriguela

Heey! Post diretamente de Maragogi, em Alagoas, onde estou curtindo essa semana! Vou tentar postar algo interessante por esses dias, mas não garanto nada (a internet daqui é beeem lerda). Qualquer coisa, se não der, semana que vem volto aqui com o post sobre o show do Damien Rice e, é claro, sobre essa terra aonde me encontro no momento - já experimentei caipirinha de siriguela (vide foto), virei um pimentão, boiei no mar, decorei quase todas as músicas do Chiclete com Banana e blá blá blá...

Inté mais!