quarta-feira, 25 de março de 2009

Ser uma caneta não deve ser fácil...

Eu gostaria muito de entender a razão pela qual as pessoas não levam canetas a sério. Ou melhor, o porque de ninguém dar valor à suas simpáticas companheiras de escrever. Sempre reparo que as pessoas, quando pedem canetas emprestadas, dificilmente a devolvem sem que o dono às peça de volta, e isso me intriga - e irrita profundamente.

Hoje, no cursinho, um menino bem moderninho, daqueles cheios de piercings, parecendo meio emo, sentou na fileira em que eu estava. Nunca tinha visto ele na vida, por isso imagino que ele estivesse dando um "rolê" pelas outras salas. Em certo momento, ele virou pra mim e falou:
- ei, menina, você tem uma caneta para me emprestar?

Na hora, eu até pensei em dizer não, mas não teria como, porque estava segurando meu estojo na mão, e ele é, digamos, bem cheinho. Ou seja, não daria pra dizer que não tinha uma caneta sequer, né. Enfim, procurei a que eu menos uso - já sabendo que corria o risco de não vê-la mais, e entreguei à ele. Agradecimentos a parte, a aula começou, e uns 15 minutos depois, olhei para o lado e o vi usando a caneta....para desenhar. Tipo...Oi? Você vai mesmo usar a tinta da MINHA caneta para fazer esses desenhos ridículos no seu caderno? Nessa hora já fiquei meio p*, e comecei a fazer uns exercícios mentais do tipo "não seja egoísta, Luiza, é só um cara que você nunca viu na vida, que pegou sua caneta emprestada, e está usando-a para fazer uns desenhos bestas".

A primeira aula passou, a segunda também e eis que, na terceira, reparo que aquele mesmo menino estava com uma caneta na boca. A minha caneta! Detalhe que eu não me lembro de ter dito nada do tipo "claro que empresto! Aliás, fica com ela pra você!". Nessa hora, voltei aos meus exercícios mentais: "não seja egoísta, Luiza, é só um cara que você nunca viu na vida, que pegou sua caneta emprestada, a usou para fazer uns desenhos ridículos, e agora a coloca na boca..."

Olhando a cena, é claro que eu nem fazia mais questão de tê-la de volta, mas comecei a questionar: o que certas pessoas veem nas canetas, que as faz pensar que são objetos universais, que pertencem a todo mundo? Porque, na boa, ninguém - eu espero - pega celular emprestado de desconhecido e começa a fazer chamadas inúteis, só para usá-lo, e depois não devolve. Ou então, uma calculadora, só para ficar brincando de adivinhar resultados, gastar a bateria, e, ao invés de devolver, guardar na bolsa e sair andando. Agora, com canetas, a coisa é diferente...

Enfim, nem preciso dizer que estou com uma caneta a menos no estojo, né? humpf...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Who Let the Dogs Out?


Ontem o Nick finalmente operou. Nem preciso dizer que estou extremamente aliviada, né? A cirurgia levou em torno de 1 hora e meia (contando com o tempo para a anestesia dar e passar o efeito), e nesse tempo de espera, fiquei sentada na recepção da clínica veterinária, olhando o que acontecia em volta. Não demorou muito para eu constatar que, perto de alguns donos de cachorros, eu não sou nem um pouco doidinha. Ou melhor, perto de alguns, eu sou totalmente normal.

Confesso que trato o Nick como um humano. Pra mim, ele pensa, fala, tem vontades e muitos direitos. Lógico que para aqueles insensíveis de plantão, eu sou uma retardada - embora eu releve qualquer opinião daqueles que odeiam cachorros. Esses sim são loucos e sem coração -, e nem precisa entrar em méritos de "tanta criança passando fome na rua, e alguns tratando esses animais como gente", porque pra mim, esse argumento não cola, mesmo.

Ontem a clínica mais parecia a recepção de algum pediatra, do que a de um veterinário. O que mais se escutava eram pessoas pedindo que seus poodles olhassem para "o papai", se acalmassem, prometerem brinquedinhos depois da consulta e compartilharem fatos e temperamentos de seus filhos, ops, cachorros. Juro, ouvi-los conversando foi tão divertido, que fez o tempo até passar. E quando o Nick chegou, no colo de um assistente, ainda meio grogue, coberto pelo edredom e com aquele capacete na cabeça, nem senti vergonha de falar (em alto e bom som - e com aquela voz de quem fala com criança):

"Oiii meu bebêê! Você tá bem?? Vem com a Lú, vem!"

E é por essas e outras que eu tenho cada vez mais certeza que eles estão virando gente. Ou melhor, já viraram.

sábado, 14 de março de 2009

Quem quer ser um milionário

Uma das vantagens de estudar do lado de um cinema é mais ou menos essa: depois de uma manhã inteira de aulas chatas, metade de uma tarde num plantão de dúvidas, é só andar alguns passos para comprar um ingresso por 6 reais e assistir, numa sala nada lotada, o filme mais premiado do último Oscar. É, eu finalmente assisti Slumdog Millionaire. E ah, assim como a maioria, achei o filme ultra-master-blaster-super foda.

A história de um jovem indiano pobre, que vai participar de um programa estilo Show do Milhão para tentar reencontrar sua amada, tinha tudo para ser bastante previsivel. E ah, pra falar a verdade, até é, né? Ou vai dizer que alguém ainda achou que tudo que Jamal queria não ia acontecer? Mas o mais legal dessa 'previsibilidade' toda, é se espantar com as histórias paralelas do filme. Eu achei Salim, o irmão do protagonista, o melhor! Uma mistura de vilão com o melhor amigo da vítima/bonzinho que deu super certo. Se não fosse ele, acho que o enredo todo seria um tanto batido. E é aqui que está: será que Slumdog Millionaire realmente ganha de O Curioso Caso de Benjamin Button na categoria de melhor filme? Eu ainda tenho minhas dúvidas...Mas que os outros 7 Oscar foram merecidos, isso tenho certeza.

p.s. - adorei Paper Planes da M.I.A remixada. ficou sensacionaaaal!
p.s.2- devo confessar que senti uma vergonhazinha alheia ao assistir os atores dançando na hora dos créditos. alguém mais também sentiu?

terça-feira, 10 de março de 2009

Marx e Eu

Em 2006, eu tive que escrever uma monografia para um projeto do colégio. Foi um tanto trabalhoso, mas muito legal! E durante o processo, tive que ler bastante sobre sociologia, filosofia, comunicação e mais um monte de coisa. E foi nessa leva que apareceu Karl Marx com seu Manifesto e alguns outros textos de sua autoria. Marx foi realmente um companheirão durante aquela época (não é à toa que ele aparece em todos os capítulos do trabalho). Não vou entrar em méritos comunistas, capitalistas ou whatever, até porque, não é essa a proposta do post. Na real, eu só queria dizer que, por termos passado tanto tempo juntos (eu terminei a monografia em 2006 mesmo, mas por causa das feiras que eu participei com ela, fiz alterações no texto até 2008), eu acabei criando uma super simpatia pelo famoso pensador alemão. Sim, estou falando numa questão pessoal mesmo. Me apeguei. E na última sexta-feira, minha mãe me apareceu com uma sacola e um embrulho. Adivinha o que tinha dentro?
YAY, um Karl Marx de pelúcia! haha! A coisa maaais fofa :)

domingo, 8 de março de 2009

lucy in the sky with....rocks?

Eu tenho a mania de me apegar a certas músicas. e ainda relacioná-las a momentos da minha vida. Eu já curtia Beatles há um bom tempo quando assisti Across the Universe, no final de 2007, e não teria sido tão perfeito se o título do filme já não fosse  minha música predileta do quinteto inglês. Como algum infeliz já registrou um blog com esse endereço, resolvi apelar para a minha 2a opção, que é Lucy in the Sky with Diamonds. Ela também já está registrada, portanto...ninguém vai perceber se a lucy for mais radical e estiver no céu com pedras, e não diamantes, né? 
[editado]
Yaay! consegui importar os meus posts do by luiza! agora só preciso arrumá-los nos padrões blogspot e fazer um layout digno. be patient, please :P
[editado em maio/09: mudei a url! como o endereço estava muito grande, ficou welcome to luiza's mesmo!]

domingo, 1 de março de 2009

Não às pessoas sem-noção que vão ao cinema!

shh_fundance_11nov89

Além de ser proibido o uso de celulares e pagers (??) nas salas de cinema, devia existir uma lei que vetasse as pessoas de conversarem enquanto assistem o filme. Sério, não existe coisa mais irritante do que no meio da sessão, ouvir gente comentando, sofrendo ou conversando sobre a cena. Digo isso porque ontem, sábado, fui assistir Milk, e passei por uma situação dessas...

Desde o início o filme está sendo muito bem falado, mas depois do Oscar ganho por Sean Penn, é claro que a procura por ele deve ter aumentado bastante. Sendo assim, a sala estava lotadéérrima, e eu e minha amiga tivemos que sentar separadas (ela sentou na fileira da frente). Consequentemente, sentei ao lado de pessoas desconhecidas: do lado esquerdo, um homem, que estava com sua mulher. Do lado direito, uma senhora de mais ou menos 55 anos, que estava junto com sua amiga de mesma idade. Adivinha quem foi o meu problema? Ela, é claro. A mulher passou o filme inteiro conversando sobre os atores ("Olhaa! esse rapaz fez Na Natureza Selvagem!!"), sobre os discursos da personagem principal ("Gente, como o Milk é inteligente! Olha as coisas que ele fala!"), e o pior, sofrendo pelas cenas: "Aii, será que é agora que ele morre? Ai meu Deus, nãão!!"

Por ela ser mais de idade, eu fiquei meio assim de reclamar ou mesmo de soltar um "shhh!!", até porque, ela estava do meu lado, então seria uma situação meio constrangedora. O máximo que eu fazia era olhar pra ela e fazer uns "tsc!", mas ela era tão cara de pau, que nem se tocava - ou pelo menos se fazia de que não.

Quando o filme acabou e minha amiga perguntou se eu havia gostado, estava no auge da minha fúria, e tive que ser grossa. Apontei para a duas mulheres, e soltei: "O filme é muito bom, mas teria sido melhor sem os comentários durante toda a sessão. Essas chatas conversaram o filme todo!" Nem sei se elas ouviram ou não. Espero que sim. Quer conversar durante o filme? Então vá a locadora, e não ao cinema! grr!