segunda-feira, 25 de maio de 2009

Se eu tivesse 30 milhões de reais

Uma das minhas primeiras aulas que tive quando morei no Canadá foi sobre o verbo "would". Era babaquice, uma aula chata mesmo, mas que os professores diziam ser essencial. A aula se consistia em ouvir uma música que tinha esse verbo na letra, e depois conversar sobre ela. Pois bem, a tal canção era "If I had a million dollars", do grupo Barenaked Ladies. Pense numa música chata, pense nela.

Depois de ouvi-la, a professora, uma véia que se achava super jovem, perguntava para a classe o que cada um faria com 1 milhão de dólares, e lógico, as respostas eram as mais loucas possíveis, desde comprar um apartamento em cada continente (como se desse...), até fazer um quarto com piso de ouro em sua mansão de 14 cômodos (foi o que um árabe respondeu). Eu nem me lembro o que respondi, devo ter inventado alguma coisa na hora. Agora, um tempinho depois, volto a ter pensamentos megalomaníacos. Tudo isso porque....bem, porque resolvi jogar na mega-sena, com prêmio acumulado em 30 milhões de reais.

Eu não sei se sou positiva o bastante para acreditar que um dia essa bolada pode ser minha (e por que não ainda essa semana, depois do sorteio, hein?), mas a real é que é melhor querer ganhar na mega depois de ter jogado, do que só desejar e não apostar nos números. Enfim, digamos então que a probabilidade de eu andar por aí de chofer e com mil sacolas na mão aumentaram um pouquinho, e é inevitável não pensar no que eu faria com tantos zeros na minha conta. A começar: não andaria de chofer e nem com mil sacolas na mão. Ok, a parte das sacolas fica, mas a do chofer, não. Se eu ganhasse essa bolada, iria comprar o livro do Zeca Camargo e partir no dia seguinte para uma volta ao mundo igual a que ele fez. Ou melhor, igual a uma das que ele já fez em sua triste vida. Depois de um ano viajando e escrevendo matérias sobre cada lugar para alguns veículos, voltaria para o Brasil, e começaria a ajudar um pouco a economia brasileira. Digo: fazer umas comprinhas por aqui, né. De início, um loft mega estiloso em São Paulo para eu morar, e uma casa na praia para os finais de semana. Talvez comprasse um apartamento em Nova York também, afinal, uma parte da grana estaria girando no banco, só dando crias. Ahh, um apê em Nova York não ia ser nada mal pra eu brincar de Gossip Girl ou Sex and the City a cada 15 dias.

Ainda tenho alguns dias antes do sorteio para pensar mais no que fazer com a grana. Então assim, se eu sumir do blog, vocês já sabem o que aconteceu: no mínimo eu ganhei na mega sena e me mandei. Ah, como é bom sonhar de vez em quando. :P

sábado, 23 de maio de 2009

Um passeio ao Parque do Ibirapuera

Eu curto bastante morar em São Paulo. Como vivo aqui desde sempre, já sou mega acostumada ao movimento da terra da garoa, e acho que não conseguiria viver em nenhuma outra cidade no Brasil senão nela. São Paulo é onde as coisas acontecem, e isso super me atrai. Porém, é claro que há os dias de tédio profundo em que nem uma pesquisa no Google consegue me dar uma ideia de onde ir. E hoje foi um deles.
O tempo estava lindo, com um puta sol. E o melhor: não estava tão quente. Onde ir com dias assim? Bom, se eu tivesse a opção, com certeza iria à praia. Pena que não tem nenhuma na capital. Como shoppings já estavam descartados do meu roteiro, resolvi pegar o Nick e levar pra passear no Ibirapuera. Detalhe: a pé. Segundo o google maps, foram 4,5 km! Coitado do Nickão! (tudo bem que ele foi 90% do percurso no colo...).



Provavelmente agora ele vai pensar duas vezes antes de topar sair comigo...mas acho que ele curtiu o passeio :P

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A primeira season finale a gente nunca esquece

E enfim, chegou o grande dia. O dia da season finale de Grey's Anatomy. Pra quem não sabe, essa é a minha série favorita (e também a melhor que existe..cof cof), e eu estava a um passo de surtar para ver como a 5a temporada iria terminar. Atenção, se você assiste Grey's Anatomy no SBT (a.k.a "Anatomia de Grey"), e deve estar terminando a 2a (?) temporada (haha), ou assiste pela Sony, ou então pela internet, mas ainda não baixou o episódio, não leia esse post! A minha intenção não é a de soltar spoleirs, mas vai que algum escape, né?

Pois bem, ela chegou! e eu nunca tinha passado por isso antes. Digo, nunca tinha assistido uma série junto com os EUA, portanto desconhecia essa emoção/sofrimento/ansiedade de ficar uma semana inteira esperando para ver o próximo episódio. E, de antemão, já confesso: eu não tenho coração para isso. Nem coração, nem cabeça. A real é que muitas vezes eu não sei separar realidade da ficção, e acabo sofrendo ou fazendo da espera algo importante na minha vida, sabe? É, caros leitores...mate-me! haha! E com Grey's não poderia ser diferente. Eu estava realmente ansiosa para ver como o câncer da Izzie iria terminar, para saber se o George sairia ou não da série, se a Meredith e o Derek iriam de fato casar ou não - ok, para isso eu não estava tão ansiosa. Mortes e doenças me atingem mais - enfim, eu estava tensa. E tudo isso começou no episódio da semana passada, que foi a coisa mais maravilhosa que eu já vi na vida [exagero mode:on].

O casamento inesperado de Izzie e Alex (veja vídeo acima) tocou profundamente meu coração. E isso, claro, se deve ao fato de que a noiva, no caso, era uma paciente de câncer terminal, e o casamento, na verdade, era pra ser de Meredith e Derek. E se já não bastasse a cena dela entrando na igreja ser linda, eles ainda me colocaram uma música mega deprê e maravilhosa tocando de fundo (mais uma vez: veja video acima. Ela se chama "Turn to Stone", da Ingrid Michaelson). Alguém aí duvida que eu tenha baixado ela logo depois do episódio e escutado a bendita música a semana INTEIRA? Pois bem, eu fiz! De tanto ouvi-la, já posso cantá-la de trás pra frente, se você quiser. Aquele episódio foi realmente lindo, e por isso, me colocou uma pilha enorme pra ver a season finale. De sábado passado (dia que o assisti), até ontem, eu me encontrava no ápice da ansiedade...

(a cena mais tocante do episódio)

Até que finalmente o maldito dia 14 de maio chegou, e com ele, a season finale, composta por 2 episódios. Eu tinha inúmeras opções para assisti-los: podia ser online e ao vivo pelo justin.tv, poderia baixa-los hoje, sem legenda, ou poderia esperar até sair a legenda em português. Lógico que eu fiquei com a primeira opção. Ainda que tenha assistido numa tela minúscula, com comerciais a cada 5 minutos, eu assisti a season finale de Grey's Anatomy no mesmo horário que parte dos EUA e Canadá (e antes de Vancouver! suck it up, vancouverites!).

O balanço: Eu esperava chorar horrores, mas não o fiz. Na real, fiquei é angustiada por saber que dois dos meus personagens favoritos podem morrer (eu já não disse aqui que às vezes não consigo separar realidade da ficção? Pois bem...). Devo me emocionar mais hoje, quando assisti-los pela segunda vez, sem aquela adrenalina toda. Mas, de qualquer forma, WTF?! Episódios lindos, fim de temporada perfeito. A equipe de redatores de Grey's Anatomy é foda. Agora, quanto as dúvidas que deixaram no ar, só digo o seguinte: Eu acho que a Izzie se safa dessa. Já o George...
Que setembro chegue logo!

sábado, 9 de maio de 2009

Uma parte da minha rotina online

Devo admitir: eu sou, sim, addicted em internet. Adoro vasculhar coisas por aí. E durante essas minhas andanças online, sempre acho coisas legais, que me fazem criar uma rotina quando estou conectada. Uma delas é a de sempre visitar a galeria "What's in your bag" no Flickr.
Eu sou completamente viciada em ficar olhando o que as pessoas (principalmente do sexo feminino) colocam em suas bolsas quando saem seja para o trabalho, para a escola, ou para dar umas voltinhas por aí. E o mais legal é conseguir identificar as donas das bolsas. Digo, tem algumas que praticamente gritam que pertencem a asiáticos, europeus ou americanos (dá pra perceber pelos acessórios, pelo passaporte - sim, muitas pessoas carregam ele sempre -, pelas maquiagens, livros e etc). Eu já devo ter visto todas as fotos da galeria (oi, ócio!) e ainda assim checo todos os dias pra ver se não tem foto nova lá.
(uma das milhares fotos da galeria)
Outra coisa que faço sempre é visitar o site WhereWeDoWhatWeDo, que é tipo uma galeria do Flickr, mas mais "focado". Ele só recebe fotos de lugares onde as pessoas trabalham (ou seja: where we do what we do). A maioria das fotos é de escritórios de design (acho que designers são mais preocupados em relação a aparência do local em que trabalham e tal), mas também tem gente de outras áreas por lá. Ah, e o que não falta é fotos de Mac, lógico. As pessoas que trabalham de casa também postam, colocando fotos de seus quartos, salas, ou escritórios. Tem uns mega bagunçados, mas também tem uns que fazem a gente babar. Um dia ainda faço um "where we do what we do" meu. Alguém topa também? :P
Por último, eu também curto visitar o Office Snapshots, que é um site com fotos de várias empresas famosas. Tem fotos do escritório da Apple, Facebook, BBC, CNN, Last.fm e várias outras. Essa foto abaixo é de uma estante que fica lá onde o pessoal do Twitter trabalha:

E aí, alguém se inspira em fazer uma foto estilo "where we do what we do" ou "what's in your bag"? :D

sábado, 2 de maio de 2009

Entre os Muros da Escola

Eu adoro pesquisar, saber sobre a realidade de jovens de outros países. Acho que a adolescência é o momento que mais evidencia a diferença de culturas existentes no mundo, e, por isso, é o que caracteriza o pensamento de um país ou outro. Sendo assim, sempre que sai algum filme/documentário sobre esse tema, eu procuro assistir.

No final do ano passado, assisti "American Teen", um documentário - que se não me engano nem foi lançado no Brasil -, sobre a vida de 5 adolescentes que estão prestes a se formar no colegial. O legal desse documentário é que retrata a vida de 5 jovens totalmente diferentes, cada um com seu estereótipo: o nerd, a popular, a moderninha, o esportista e o bonitão. Eu até fiz um post sobre ele na época.

Ontem, foi a vez de ver "Entre os Muros da Escola", que eu já estava há tempos desejando assistir. Como não consegui vê-lo no cinema, o jeito foi baixar pela internet. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2008, o filme francês retrata a rotina de determinada sala de aula de um colégio da periferia de Paris. Ele foi baseado no livro homônimo de François Bégaudeau (foto abaixo), que também interpreta no longa o professor de francês François Marin. É na aula dele que o filme acontece.

"Entre os Muros da Escola" não é bem um documentário, por isso, a única comparação que pode ser feita entre "American Teen" e ele, é a de que os dois abordam o mesmo tema: o jovem. No caso do filme francês, o interessante é que os diálogos dos alunos (os personagens principais da história) são, em sua maioria, improvisados. Ou seja, há um pouco de realidade alí: além de ter seus nomes reais mantidos, eles também puderam falar o que vinha a sua cabeça.


Outra diferença entre os dois é o foco, que no americano é de fato a vida dos jovens, e no francês, a relação entre alunos e professores. Por se tratar de um colégio periférico, os alunos são pobres, alguns filhos de imigrantes (africanos, chineses, etc), e possuem a maioria daquelas características de periferia: rebeldia e malandragem. Por outro lado, está o professor François, um cara jovem, inteligente, que tenta, de certa forma, "colonizar", "civilizar" aqueles jovens, que muitas vezes não sabem coisas básicas da língua, como o significado de algumas palavras, e a utilização do imperfeito do indicativo e do subjuntivo - que para os alunos, por ser uma forma culta, é linguagem "de homossexual". A reluta por parte dos alunos em aprender é grande. Talvez por isso, François se perde um pouco, acaba fazendo comentários preconceituosos, exigindo de forma exagerada uma educação que aqueles meninos nunca tiveram.


E tudo isso meio que põe em dúvida a autoridade do professor, que muitas vezes acaba se vendo no papel de um colonizador ao tentar civilizar um povo diferente, que não tem os mesmos conhecimentos que ele. O mestre só esquece que, nesse caso, aqueles alunos têm outros conhecimentos, outra forma de vida, uma realidade que ele não tem.

"Entre os Muros da Escola" é muito bom. É o típico filme que consegue desenvolver milhares de debates, chegar a milhares de conclusões e, mesmo assim, ainda ter assunto de sobra. Vale a pena. Trailer aqui.