sexta-feira, 31 de julho de 2009

Meu café

Não tem ambiente mais charmoso que um café pequeno e aconchegante. E por mais que eu saiba que este é um desejo um tanto impraticável no momento, não deixo de sonhar e planejar como será o meu. Como já escrevi aqui há um tempinho, meu maior sonho de consumo é ser dona de um, e na minha cabeça já imagino como ele será.

Bom, pra começar, será pequeno, como eu já disse. Sim, qual a graça de ser grande e nada acolhedor? Nenhuma. Quem quer um grande, que vá para o Starbucks, né? Eu só estou um pouco em dúvida ainda em relação a cor que ele terá. Às vezes penso num roxo, às vezes num marrom claro. Só não quero branco, afinal, ele vai ser pequeno, mas vai ter personalidade, e branco seria muito neutro, sem graça.

A mobília será clássica: algumas mesinhas e cadeiras em frente a janela, um balcão para os mais apressados, e alguns puffs com mesinhas de centro para aqueles que curtem tomar sua bebida relaxando, lendo um livro ou curtindo uma música. Outro sonho meu é ter uma jukebox, e com certeza a colocarei no meu café. Mas nada de música pesada ou muito agitada. Se fosse hoje, por exemplo, tocaria Beatles, Damien Rice, James Morrison, Amy Winehouse, Beirut, Eddie Vedder, Patrick Watson, Ingrid Michaelson, Jack Johnson, Kate Nash, Little Joy e Macy Gray. É, como podem ver, a trilha sonora do ambiente será muito planejada, e os clientes poderão mexer na máquina para selecionar aquela que quiseram ouvir.

O cardápio não será sofisticado. Na realidade, ainda não parei pra pensar muito no que servirei, mas tenho algumas ideias. Além de café, é claro, também disponibilizarei outras bebidas com cafeína. E outras descafeinadas, obviamente: chocolate quente, chás, alguns sucos e milkshakes são alguns exemplos que tenho em mente. Para comer, alguns tipos de pães: de queijo, na chapa, torradas. Panquecas também estão no meu plano. Enfim, a comida é ainda algo que preciso planejar melhor, com certeza há mais coisas gostosas e diferentes para inventar.

A minha ideia não é popularizar meu ambiente. Quero clientes fieis, que acordem pensando em ir especialmente no meu lugar, e não que passem apenas para um café. É lógico que terei desses também, mas o meu objetivo é fazer a clientela assídua. Quero jovens, adultos, senhores e senhoras também. Quero que frequentem o meu café para relaxarem, conversarem, escreverem, lerem. Laptops serão aceitos, teremos rede sem fio para eles.

É, este é o meu plano. Que seja por hobby ou para sustento (vai que o jornalismo não dê certo no futuro, né!), só sei que terei meu café, e todos serão mais do que bem vindos nele.

p.s. - (01/08) mudei o layout do blog! o quê acharam? melhor? pior?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Picada de mosquito

Que gripe suína que nada! Eu devo é ter sido picada pelo mosquito bloqueyos cryatthivos. Os sintomas são bem diferentes de qualquer outra doença. Há alguns dias eu venho sentindo imensa vontade de postar, mas incrível falta de assunto. Talvez seja culpa do maldito clima de final de férias. Geralmente é assim, o mês vai acabando, a boa vida também, e só de saber disso, não importa se ainda faltam alguns dias para as aulas começarem, sempre tenho a sensação de que o tempo não está passando. Daí fico assim, planejando coisas para fazer em agosto e esquecendo dos dias que ainda me restam em julho. Ainda mais quando se descobre que as férias que terminariam em 5 dias serão esticadas. Tenho mais alguns dias para praticar o ócio. Aliás, o tempo chuvoso e frio também não ajuda em absolutamente nada. Hoje, por exemplo, assim como muita gente de São Paulo, fui acordada às 4 da manhã pela barulheira infernal que a chuva fazia lá fora. Levantei ainda meio bêbada de sono e fui olhar o que acontecia pela janela. Não dava para ver nada. Além, aliás, de vizinhos na mesma situação que eu. Eita, pelo visto um dos sintomas desse bloqueyos cryatthivos é o "conversa de elevador". Quando, nessa vida, eu escreveria sobre tempo no blog? Vou ali me curar desta maldita praga e já volto.
p.s.- coloquei um negócio de seguidores aí no "menu" do blog. se alguém quiser seguir... :)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Novelas...

Eu não sou lá muito chegada em novelas. A última que acompanhei foi Páginas da Vida, há uns 3 anos. As novelas atuais não me cativaram nem um pouco. Quando Caminho das Índias estreou, eu até pensei em assistir, a história parecia legal e as pessoas falavam muito dela, mas não rolou uma química entre nós, sabe? Pois é. Na real, acho que só consigo assistir as novelas do Manoel Carlos. Ele tem o dom de descrever o cotidiano, as histórias são super reais, e é impossível não se identificar. Aquele clima "passeio no Leblon" que ele coloca em suas obras é sensacional, e não tem como não acompanhar. Páginas da Vida e Mulheres Apaixonadas foram duas que me prenderam a atenção na frente da Tv, mas se é pra falar qual a minha predileta, eu não deixo dúvidas: Laços de Família. Que novela!

Quando Laços foi ao ar, eu tinha 10 anos, e me lembro como se fosse hoje da minha paixão pela história. Acho que foi a primeira obra de ficção que me envolveu tanto ao ponto de me fazer sofrer pelo que acontecia ali. E lógico que me refiro ao câncer da Camila (interpretada pela Carolina Dieckmann). Desde o dia em que ela descobriu a doença, até a fatidica cena dela raspando os cabelos ao som de Love By Grace, era impossível não se envolver. Fora isso, o enredo todo era bom. O namoro da Helena (Vera Fischer) com um cara mais novo (Gianechinni), depois ele passando a namorar a filha dela, Camila; a vilã da história, Íris (Debora Secco), uma menina de 18 anos que deixava todo mundo - tanto na novela, como fora dela - com raiva, e todas outras histórias que aconteciam lá pelo Leblon, eram boas demais.

E não é a toa que, bem, quando vi o Gabriel, outro fã das obras do Maneco, comentando em seu twitter que havia achando os episódios de Por Amor no Youtube, eu tenha ido ver se encontrava episódios da minha favorita por lá, né? E não é que encontrei?

No canal marivideos89, há uma bela quantidade de episódio de Laços de Família. E estão super bem organizados. Os capítulos estão divididos em várias partes, claro (seis, mais ou menos), mas mesmo assim, é bem fácil de acompanhar cada um. E o melhor: como não tem intervalo, passa muuuito rápido! Eu já matei umas boas horas revendo o começo da novela. É lógico que não vou conseguir assisti-la inteira novamente, mas pra quem está de bobeira nessas férias, não é nada mal dar boas risadas (não cheguei na parte triste, obviamente!) de uma história que se passou há quase 10 anos, quando só se falavam da virada do século e o medo de o mundo acabar no ano 2000.

Vale a pena ver de novo. Mesmo que seja pela terceira vez.

sábado, 18 de julho de 2009

Arrumando o quarto

Terça-feira passada eu tirei a tarde para fazer uma bela faxina no meu quarto. Coloquei o Ipod na caixa de som, peguei a vassoura, o rodo, os produtos de limpeza e incorporei a Maria. Foram três horas passando o pano nos móveis, tirando pó das estantes, jogando coisas inúteis (que muitas vezes a gente insiste em guardar) no lixo e o melhor: organizando meus livros e DVDs por ordem alfabética - coisa que eu nunca tinha pensado em fazer antes.

Na realidade, eu nunca nem tinha mexido muito nessa estante. Ela chegou no meu quarto quando eu ainda morava no Canadá, então quem a arrumou (leia-se: colocou os livros e os dvds) foi a minha mãe, sem a minha presença, e esse fato nunca me incomodou. Eu também não tenho lá muitos livros e DVDs que exigissem uma organização mais precisa (sempre os achei muito facilmente), por isso nunca liguei. Porém, terça, o espírito de perfeccionismo tinha baixado em mim com tudo, e eu não consegui tirar a idéia da ordem alfabética da minha cabeça.

(clique na imagem para ver maior)

Tirei tudinho e coloquei no chão. Primeiro arrumei os DVDs. Resolvi começar com os seriados. Depois fui para os filmes e, por último os musicais. A parte dos livros foi mais complicada. Ao mesmo tempo em que queria tudo em ordem, também não queria livro pequeno no meio de dois livros grandes. Ficaria muito feio, então segui apenas a ordem da primeira letra do título. Por esse motivo, quem vier ao meu quarto vai encontrar Vidas Secas antes de Antropologia Poética. Tá, mas isso nem é lá um problema. Enfim, até agora não consegui tirar nenhuma vantagem dessa minha arrumação "alfabética", mas espero em breve conseguir.

sábado, 11 de julho de 2009

Cantando no Bronx

Esses dias eu cheguei a conclusão de que nunca vou realizar um dos meus maiores desejos: ter a voz daquelas negonas americanas e cantar no coro de uma igreja no Bronx. É, a vida será incompleta pra mim. E por mais que eu culpe minha mãe por não ter me dado o talento necessário para isso, tenho que me conformar que nunca farei um show e tampouco serei convidada pela Mariah Carey ou Beyoncé para gravar alguma música com elas.

Na real nem fã dessas cantoras eu sou, mas tenho alguma noção básica para achar que elas possuem algumas das mais bonitas vozes que já ouvi na vida. E sim, tenho que confessar que sou brega e adoro aqueles solos afinados que cantoras como elas fazem. Uma cena dessa já é o suficiente para eu me emocionar e babar.

Imaginem, então, a minha reação ao ver Jennifer Hudson, minha "wannabe", cantando Will You Be There na homenagem para o Michael Jackson! Pirei, de verdade, e não me canso de assistir a tal trecho. É essa a voz que vou pedir pra ter na hora de nascer em outra vida. Ah, e tem que ser nos EUA e negona, pra poder cantar "Oh Happy Day" no coro de uma igreja do Bronx, é claro.

p.s.: antes que alguém se questione, não, eu não tenho nenhuma pretensão artistica ou coisa parecida. eu só acho tais vozes bonitas e queria saber cantar igual :P

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Antes tarde do que nunca

Acho que todo brasileiro espera os 18 anos com ansiedade. Além de poder entrar em qualquer lugar e beber à vontade, é com essa idade que você pode pegar o carro e sair por aí, dirigindo pra onde quiser. Eu também sempre esperei por esse momento, é claro, e ele chegou! Sim! Eu sou maior de idade! Maior de idade já há...err...bem, quase 2 anos. Pois é, pode me chamar de louca: vou fazer 20 anos mês que vem e ainda não tirei a carta...

Porém, minhas situações de aperto, dependência e falta de liberdade estão muito perto de acabar. Hoje eu finalmente tomei vergonha na cara e me matriculei na auto-escola. É, caros amigos...À todos aqueles sempre me deram carona, eis aqui meu agradecimento. E, segundo a moça que me atendeu, em no máximo 80 dias eu estarei habilitada! Viva!

Para aqueles que não acreditam em milagre, eu vos provo que existe, sim. Ele pode chegar atrasado, mas chega, e a minha carta de habilitação, que logo, logo estará aqui, é um exemplo disso :)

p.s.- aos moradores de São Paulo, capital: quando ela chegar eu aviso vocês para tomarem cuidado nas ruas hehehe.

domingo, 5 de julho de 2009

O outro lado de uma natureza selvagem

É engraçado ler um livro depois de já ter visto a mesma história em filme. Nunca tinha feito isso, apenas o contrário, o que sempre me fez concordar com aqueles que dizem que não existe filme melhor que o livro que o inspirou.

Digo isso pois hoje eu terminei a leitura de Na Natureza Selvagem, de Jon Krakauer. Ele aborda a mesma história do longa (homônimo) dirigido por Sean Penn que eu assisti em janeiro e tanto gostei: a grande aventura do jovem Chris McCandless, um americano de 20 e poucos anos que após se formar na faculdade resolve abandonar tudo e todos para se aventurar no Alasca.

A grande diferença entre os dois, no entanto, é que enquanto o filme mostra um lado "romântico" da história, o livro retrata, através de uma grande reportagem, como foi a vida e a morte de Chris. Jon Krakauer, um aventureiro nato assim como o protagonista, se interessou pelo episódio logo após escrever sobre ele para uma revista americana e receber diversas cartas de leitores indignados com a morte besta de um menino que tinha tudo para levar uma vida boa. McCandless morreu de fome no Alasca, e isso atraiu milhares de conservadores e pessoas contra sua aventura. Somente indo atrás de sua família e amigos para descobrir, de fato, quem fora Christopher McCandless e o quê o levara a morrer totalmente solitário e longe de casa. E foi o que Krakauer fez.

Eu não vou entrar mais em detalhes sobre o livro, vou apenas dizer que para aqueles que curtiram o filme (ou nem assistiram), vale muito a pena sua leitura. Só para ter uma noção, a imagem que eu tinha de McCandless no filme foi totalmente modificada após eu ter lido o livro. E não estou dizendo que Sean Penn mudou a história. Pelo contrário, o acontecimento foi o mesmo. Mas só de saber mais detalhes da vida daquele menino um tanto doido, deu pra ter uma compreensão maior do que aquela aventura realmente significava para ele. Vale a pena.

sábado, 4 de julho de 2009

Férias...Férias...Férias...

Minhas últimas aquisições para as férias: "O Reino e o Poder", "Fama e Anonimato", "Vida de Escritor" e "Na Natureza Selvagem". Digamos que será, com exceção do último, uma maratona Gay Talese.
Já estou terminando "Na Natureza Selvagem", portanto aguardem para muito breve um post sobre ele! (assim espero).