sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Woody Allen e Eu

Nunca, pelo menos que eu saiba, convivi com alguém que curtisse os filmes do Woody Allen. Muito pelo contrário, sempre ouvi que ele é um louco e que não bate bem das ideias, e provavelmente por causa disso, nunca tive interesse em assistir alguma de suas obras. Tudo isso mudou há uns dois anos, quando aluguei Scoop por ter me interessado pela história - sem saber de quem o filme era ou deixava de ser - e o detestei. Essa foi a primeira obra "woodyalleana" que eu assisti, e como puderam perceber pelo meu relato, não foi uma experiência positiva.

Terminei Scoop concordando com todos aqueles que diziam que Woody Allen é um louco e dizendo para quem quisesse ouvir que não curtia o diretor. Para mim, apenas um filme assistido já era o suficiente para amar ou odiar qualquer coisa - grande infantilidade minha - e não pretendia assistir mais nada dele. Felizmente, comprovei que estava errada ao assistir (e adorar) Vicky Cristina Barcelona e mudar toda a minha concepção acerca de Mr. Allen. "Que cara gênio!", pensei.

Vicky Cristina Barcelona, não posso negar, é um dos meu filmes favoritos de todos os tempos. A história, além de ser inteligente e bem bolada, ainda conta com um elenco pra ninguém colocar defeito. É perfeito mesmo, e não podia ser outro pra mudar esta minha cabecinha que adora criticar as coisas. A partir de então eu passei a ter um carinho maior, digamos assim, por Woody Allen, e o interesse em assistir suas obras só cresceu.

Há um tempo, me indicaram um blog (Cinema Cultura) que tem diversos filmes antigos para serem baixados, inclusive alguns de Mr. Allen. Amei de cara, mas só semana retrasada, no feriadão, tive tempo para baixar algum e ver se a qualidade era boa mesmo. O escolhido? "Manhattan".

E que escolha! O filme é simplesmente sensacional. Na história, Allen vive Isaac, um escritor de 42 anos divorciado (foi trocado por uma mulher!) que namora uma garota de 17. Sua ex-mulher, interpretada por Maryl Streep (lindíssima!), também é escritora e resolve lançar um livro no qual relata alguns assuntos bem particulares sobre o relacionamento que eles tiveram, o que, obviamente, não o agrada nem um pouco. Ao longo da história, Isaac se apaixona por Mary (Diane Keaton - também linda e irreconhecível), uma mulher madura e inteligente, porém amante de seu melhor amigo. Enfim, o contexto é basicamente este, mas adicione o sarcasmo e a inteligência de Woody Allen e...ta dam!: um enredo engraçado, diálogos inteligentes, acontecimentos não tão previsíveis e um final ótimo.

Se eu já estava com vontade de conhecer mais de seu trabalho, depois de assistir Manhattan é claro que eu fiquei mais ainda. Mas dessa vez, queria assistir com qualidade, então resolvi ir à locadora e pegar todos os filmes que desse. Voltei pra casa com "Noivo neurótico, Noiva nervosa", "Vicky Cristina Barcelona" (vale a pena ver de novo), e "A Rosa Púrpura do Cairo".
"Noivo neurótico..." eu achei demais! Este, aliás, pelo que pude dar uma pesquisada, é um dos favoritos das pessoas quando se trata de Woody Allen. Ainda prefiro Manhattan, mas esse também não deixa nada a desejar. O melhor é a interação que Woody (a íntima, com licença) faz com os espectadores, fazendo perguntas e até comentários com quem está do outro lado da tela. Muito bom! Já não posso dizer o mesmo de "A Rosa Púrpura do Cairo" - é muito chato!

Na empolgação, pedi de aniversário atrasado o livro "Conversas com Woody Allen" e o box nº 1 com quatro DVDs dele. Acho que fiz um bom pedido. Woody Allen foi uma agradável (re)descoberta.

domingo, 6 de setembro de 2009

Uma vitrola para chamar de minha

A ideia de ter uma vitrola começou ainda em Vancouver. Era comum passear pela cidade e encontrar algumas lojinhas com LP's na vitrine, e isso, é claro, me matava de vontade. Acontece que as malas na hora da volta já estavam tão cheias que não deu pra comprar nem um vinil sequer, e tive que deixar todo o meu plano de trazer música nova lá no Canadá mesmo. O que me consolava era saber que em São Paulo havia a feirinha de antiguidades da praça Benedito Calixto, e que com certeza eu acharia essas raridades por lá também.

Bom, passado mais de um ano desde que voltei, ontem foi o grande dia e eu finalmente comprei a minha vitrola. Plus: 3 discos dos Beatles, 1 do Queen e um de bossa nova. Imaginem minha cara de felicidade! :D

Confesso que venho pagando alguns micos desde que a comprei. Pra começar, eu esquecia que o disco tem dois lado para serem escutados, e logo que um acabava, eu já trocava. Fora, é claro, a vontade de passar a música com um controle remoto. Enfim, agora já estou super adaptada a ela. Sente o som:

A-d-o-r-e-i