E eis que Jason Mraz, minha trilha sonora do intercâmbio, veio ao Brasil. Eu, é claro, não perderia esse show por nada, e por isso comprei o ingresso no terceiro dia de venda. Agora você se pergunta: e aí, como foi? E eu respondo: Não sei, não fui.
E tudo começou assim...
No início de novembro, para uma disciplina da faculdade, saí que nem louca atrás de ONGs para fazer uma matéria. Eu meio que deixei para última hora e já via uma nota bem redonda se aproximando de mim. Sabe quando tudo dá errado e aquilo que parecia supersimples de repende se torna um bicho de sete cabeças? Pois é. Eu tinha certeza que conseguiria entrevistar uma certa ONG, mas acontece que a maldita só me enrolava e nunca conseguia falar com ninguém responsável por ela. Daí, a única saída foi desencanar. E foi nessa hora que eu lembrei de uma outra que parecia muuuuito mais legal que a primeira.
Não tem jeito, quando é pra ser, simplesmente acontece. E foi assim que eu consegui marcar uma entrevista com o pessoal da ONG Um Teto Para Meu País. No mesmo dia que eu entrei em contato, já tinha tudo marcado. Bem nos 45 minutos do segundo tempo, mas quem se importa?
Fui lá no dia seguinte e super me interessei pela proposta deles. Pra quem não sabe, Um Teto Para Meu País é uma ONG latino-americana que com a ajuda de voluntários (na maioria universitários), constrói casas para famílias necessitadas de favelas de São Paulo. São casas de 18 metros quadrados feitas de madeira que são montadas em dois dias. DOIS DIAS. Saí de lá super empolgada com o resultado que essa matéria poderia ter.
No metrô, a caminho de casa, minha cabeça já estava a mil. E todas as ideias apontavam para uma mesma direção: fazer a cobertura de uma construção da ONG. Falei com o professor, vendi a pauta para a revista da faculdade, eles toparam e....pluftt! No dia 19 de novembro, véspera de feriado, lá estava eu no ônibus rumo à favela Anita Garibaldi, em Guarulhos, para acompanhar a construção. E o show do Jason, aonde entra nessa história? Bem, o show era dia 22, e eu ainda estaria na favela. A solução foi vender o ingresso e fingir que o Jason nunca veio para o Brasil. E por mais fã do cantor e de suas músicas, posso dizer com toda certeza: não me arrependo em nenhum momento de ter aberto mão de vê-lo ao vivo para acompanhar a ONG. Esse feriado, ainda que um tanto peculiar, foi um dos melhores, sem dúvidas!
Voltei de lá outra pessoa. Quando a matéria sair, eu coloco aqui no blog. Antes disso, deixo uma foto minha com a Dona Maria, senhora muuuito gente fina que recebeu um teto novo para morar no último dia 22.







