sábado, 27 de fevereiro de 2010

C'est la vie

Besteiras à parte, sempre achei que o livro "Comer, rezar e amar fosse de auto-ajuda. E por essa razão, mesmo sabendo que milhões de exemplares ja foram vendidos e que ele está sempre nas listas de best-sellers, nunca me interessei em lê-lo. Daí, semana passada, vi que tinha esse livro em casa e resolvi ler sobre o que de fato ele trata. E me encantei logo de cara.

Eu adoro ler, assistir ou ouvir histórias de pessoas que largam toda aquela idéia de vida socialmente aceita para ir atrás de seus desejos. E é isso que Elizabeth Gilbert conta em "Comer, rezar e amar". Infeliz em sua vida - e em seu casamento, ela larga tudo, como marido e trabalho, para realizar seus desejos mais simples, mas que faziam falta a ela, como viajar, buscar um equilíbrio e aprender idiomas. Para isso ela passa um ano viajando pela Itália, Índia e Indonésia, conhecendo diversas pessoas, vivendo situações exóticas e estranhas e, o mais importante, sendo feliz. E sendo feliz, vale dizer, mesmo aos 32 anos e longe de todo aquele modelo de vida que a sociedade impõe que uma mulher de 32 anos viva. Isso é o mais legal.

Foi engraçado que esse livro tenha aparecido pra mim bem nessa época. Se a minha mente fosse um site de busca ultimamente, a palavra mais procurada teria sido "vida", com certeza, porque esse é um assunto que tem me feito parar pra pensar mais que o normal nesses últimos dias. Sabe aquela sensação de não estar realizando e nem próxima de realizar todos os seus desejos? Sabe quando você sente que não está fazendo isso porque simplesmente não pode largar certas coisas e ir atrás do que você realmente quer? Então. Eu sou meio nova ainda pra largar as coisas e fazer como a autora do livro fez, mas tenho certeza que se me visse na pele dela, faria o mesmo. Parece meio babaca dizer isso, mas cara, a vida a gente só vive uma vez, né?! O mais óbvio a se fazer, nesse caso, é ir atrás do que a gente quer, e não viver a vida que os outros querem que a gente viva.

Antes que alguém se pergunte, não, eu não estou passando por nenhuma crise, haha, mas é inevitável pra mim não pensar nessas coisas. O bom é que existem pessoas como a Elizabeth, a autora do livro, que além de se aventurarem, ainda publicam sua história para que outras possam se inspirar também. Acho que muita gente tem medo de largar uma vida teoricamente estável - e infeliz -, por outra aparentemente sem rumo por não saber o que vai acontecer. Mas é das duas uma, né: ou fica ruim como já está, ou fica melhor. E alguém ainda tem alguma dúvida quanto ao "final" do livro? Pois é.

p.s. - mudei o layout do blog! e aí, acharam melhor ou pior?

13 comentários:

Cary disse...

Que dica maravilhosa!
Eu concordo plenamente com voce, e crise de existencia a parte, a vida é só uma mesmo, e tudo o que fazemos agora vai contar qd tivemos com 80 anos pensando em como foi toda nossa vida.
Adorei a dica *_*

beijão.

(6) capreta disse...

o livro tá 39,9 no submarino! xD

Marina (nina_is) disse...

Nossa, o livro já entrou pra minha lista =) Se tem uma coisa que uma pessoa no último ano da faculdade (eu, no caso) não deixa de pensar, é na vida. Dá vontade de largar tudo, às vezes, mas também ainda tô muito nova pra pensar nisso!

joana disse...

no final das contas não deixa de ser um livro de auto-ajuda porque fez você refletir, se identificar e pensar sobre sua situação atual ou talvez futura. de certa forma, o intuito era te ensinar a "arrumar a casa", mesmo que não descaradamente. é para isso que esses livros servem e e por isso, que os acho tão chatos hahahahaha :P

Carina disse...

Eu li esse livro nas férias agora do final do ano e também adorei. Assim como vc, pensava tbm que fosse de auto-ajuda, até pq, na capa tem alguma frase que torna isso muito óbvio (n sei se vc percebeu) e fiquei mais animada qdo vi que na real era a história real da autora. Tbm recomendo pra todo mundo!!
parabéns pelo blog! Não conheci o layout antigo, mas posso falar que gostei muito desse rsrs
um beijo e bom fds =*
Carina

Mariana Zito disse...

A capa e o título do livro não são nada sugestivos realmente diferentemente da história.
Ultimamente tenho me sentido meio perdida, meio esquecida... mas acho que não tem muito o que fazer.

Beijos

Fábio disse...

Minha irmã leu esse livro e curtiu demais!

Renan Leal disse...

Já viu a versão masculina do livro? Tá nas livrarias e eu tô doido de vontade de comprar... Enquanto a versão feminina trás no título as prioridades da mulher "Comer, Rezar e Amar", o versão masculina trás as prioridades do homem "Beber, Jogar e F#@er", ( está registrado assim mesmo, com a censura e tudo. Achei super engraçado, folheei na livraria e preciso do meu exemplar... MUITO "FLÓRIDA"... ahaha!

Mari disse...

ainda estou resistindo a esse livro..
sei que é besteira, mas tem vezes que eu simplesmente não sinto a menor vontade de ler um livro. pode ser um que faz muito sucesso ou que não faz sucesso nenhum.

era assim com os livros do neil gaiman, mas agora eu mudei de idéia totalmente depois de coraline e neverwhere...
quem sabe um dia o 'comer, rezar, amar' se torne irresistível para mim...

Sophia disse...

Olha só...parece interessante! Vou procurá-lo! Tbm gosto de histórias assim...dá sempre uma inspiração, ne!

André disse...

Poxa, quase bizarro. Acabei de ler uma reportagem sobre o livro aqui no jornal local. Eu nem sabia, mas a moça do livro é goiana. Acho que ninguém daqui de Goiás sabia, também.
Ah, e vai ter um filme do livro com a Julia Roberts e tudo o mais.

Luh Pinheiro disse...

Lu, seu layout novo ficou tão lindo que dá vontade de ter um igual e só mudar o banner de cima! hahahaha.
Esse livro deve ser bem interessante mesmo, mas é que nunca tive uma oportunidade assim para ler. Nunca vi nenhum conhecido com ele.
beijo

Anônimo disse...

vc não acha que eh egoísmo? largar tudo pra viver sua vida? só passamos nesse mundo uma vez e eh bom deixarmos nossa marca nele! fazer a diferença as pessoas eh uma vida muito amis significativa que curtir somente a propria felicidade! ;)