sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um post especial

Morte é algo que eu não consigo entender. Mas quem consegue? O fato de uma pessoa simplesmente deixar de existir não parece normal. Muitas pessoas próximas a mim já se foram, mas felizmente (ou infelizmente) nenhuma destas perdas eu vivenciei - ou por ser muito pequena, ou por nem ser nascida. Isso sempre me deixou meio insegura, mas era como um consolo pensar que ter na bagagem tantas pessoas próximas já "no céu" me pouparia sofrimentos que eu viria a ter quando elas, se estivessem comigo, partissem. E digamos que deu certo, porque nos meus vinte anos de idade, nunca tinha sofrido com a morte de alguém. Nunca, até a última quarta-feira, dia 10, quando minha prima de segundo grau, minha "mãe gaúcha", minha dinda partiu.

A Tânia era prima da minha mãe, e assim como toda a minha família materna, morava em Porto Alegre. Era na casa dela que eu ficava sempre que ia pra lá passar feriados ou férias. E foi com ela que passei momentos maravilhosos e que nunca vou esquecer.

Desde o dia em que ela se foi, uma coisa tem batido na minha cabeça ininterruptamente: ela não merecia morrer. Eu sei, ninguém merece, mas ela era uma daquelas que não merecia mesmo. Sempre trazia alegria pra todo mundo, sempre preocupada com todos, sempre disposta a fazer tudo para agradar as pessoas...Essa foi a Tânia que eu conheci, e essa foi a Tânia que eu não queria ter perdido tão cedo. Digamos que D'us foi um pouco egoísta em tirá-la de todos nós. Mas eu entendo...Quem não gostaria de ter uma pessoa como ela ao seu lado? D'us deve ter ficado com inveja da gente e a levou para ficar com ele.

Como eu não pude ir ao enterro e isso me deixou bastante triste, fica aqui a minha homenagem à ela, que com certeza vai fazer muita falta.

Descanse em paz, dinda!