domingo, 28 de fevereiro de 2010

Meu outro vício: Street style

Vou compartilhar mais um vício meu aqui. Além de futricar em bolsas alheias, eu também gosto de ver as roupas das pessoas. Eu adoro ver gente estilosa, gente que usa várias peças diferentes - às vezes até sem combinar uma cor com a outra, mas que no final acabam dando um resultado legal. As pessoas que inovam são sempre as mais bem vestidas - ou, pelo menos, as mais cheias de estilo, e isso vai muito além dos desfiles. É no street style (ou moda de rua) que a moda realmente acontece.

Confesso que eu não consigo me inspirar vendo fotos de desfiles. Aquilo lá não é real. É tão surreal que às vezes mais parece uma palhaçada. Claro que alguns, mesmo fazendo loucuras na passarela, conseguem ser bonitos, mas na maioria das vezes, não passam de um show megaproduzido. E é por isso que sempre que quero me inspirar ou saber de fato o que está se usando, busco os sites de moda de rua pelo mundo à fora. E garanto: dá pra passar horas e mais horas só olhando aquelas fotos.

O legal de entrar nesses sites de vários lugares é que você acompanha as estações, o clima, e acaba vendo pessoas que se arrumaram pra diferentes ocasiões, desde a mulher que se vestiu pra ir ao shopping e foi pega pelo fotógrafo, até o homem que estava indo à um evento chique bem arrumado. Isso sim é moda, isso sim é estilo e isso sim é real.

E não me refiro somente ao já famoso The Sartorialist e ao Face Hunter. Tem outros muito mais legais. Separei aqui os que eu mais curto. Vamos por localidades:


Destaque para o sensacional Cycle Chic from Copenhagen. O que as pessoas vestem quando saem com suas bicicletas? (fotos abaixo). Esse é o típico site que me faz pensar "WTH Am I doing here in Brazil??" (inverno, te quero!)

É isso. Dá pra passar boas horas olhando cada um. E por mais que o clima desses lugares nem sempre seja parecido com o do Brasil, dá pra ter algumas ideias e adaptá-las para o nosso país tropical, né? Have fun! E quem souber de mais outros, please, compartilhe :P

para ler ouvindo: Baby I'm Fool - Melody Gardot (conheci hoje enquanto visitava uns sites e adorei!)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

C'est la vie

Besteiras à parte, sempre achei que o livro "Comer, rezar e amar fosse de auto-ajuda. E por essa razão, mesmo sabendo que milhões de exemplares ja foram vendidos e que ele está sempre nas listas de best-sellers, nunca me interessei em lê-lo. Daí, semana passada, vi que tinha esse livro em casa e resolvi ler sobre o que de fato ele trata. E me encantei logo de cara.

Eu adoro ler, assistir ou ouvir histórias de pessoas que largam toda aquela idéia de vida socialmente aceita para ir atrás de seus desejos. E é isso que Elizabeth Gilbert conta em "Comer, rezar e amar". Infeliz em sua vida - e em seu casamento, ela larga tudo, como marido e trabalho, para realizar seus desejos mais simples, mas que faziam falta a ela, como viajar, buscar um equilíbrio e aprender idiomas. Para isso ela passa um ano viajando pela Itália, Índia e Indonésia, conhecendo diversas pessoas, vivendo situações exóticas e estranhas e, o mais importante, sendo feliz. E sendo feliz, vale dizer, mesmo aos 32 anos e longe de todo aquele modelo de vida que a sociedade impõe que uma mulher de 32 anos viva. Isso é o mais legal.

Foi engraçado que esse livro tenha aparecido pra mim bem nessa época. Se a minha mente fosse um site de busca ultimamente, a palavra mais procurada teria sido "vida", com certeza, porque esse é um assunto que tem me feito parar pra pensar mais que o normal nesses últimos dias. Sabe aquela sensação de não estar realizando e nem próxima de realizar todos os seus desejos? Sabe quando você sente que não está fazendo isso porque simplesmente não pode largar certas coisas e ir atrás do que você realmente quer? Então. Eu sou meio nova ainda pra largar as coisas e fazer como a autora do livro fez, mas tenho certeza que se me visse na pele dela, faria o mesmo. Parece meio babaca dizer isso, mas cara, a vida a gente só vive uma vez, né?! O mais óbvio a se fazer, nesse caso, é ir atrás do que a gente quer, e não viver a vida que os outros querem que a gente viva.

Antes que alguém se pergunte, não, eu não estou passando por nenhuma crise, haha, mas é inevitável pra mim não pensar nessas coisas. O bom é que existem pessoas como a Elizabeth, a autora do livro, que além de se aventurarem, ainda publicam sua história para que outras possam se inspirar também. Acho que muita gente tem medo de largar uma vida teoricamente estável - e infeliz -, por outra aparentemente sem rumo por não saber o que vai acontecer. Mas é das duas uma, né: ou fica ruim como já está, ou fica melhor. E alguém ainda tem alguma dúvida quanto ao "final" do livro? Pois é.

p.s. - mudei o layout do blog! e aí, acharam melhor ou pior?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Fotografando por aí com o Iphone

Desde que esse meu mais novo vício por imagens e fotografia começou, me apaixonei também por algumas câmeras fotográficas. Aliás, algumas não. Duas especificamente: a Holga e a Diana. Eu até encontrei elas pra comprar em algumas lojas, mas digamos que o preço não foi muito camarada. No lomography.com é mais barato até, mas não sei porque, não me empolguei muito em comprar pelo site. Enfim, até agora não rolou.

Daí, semana passada, passeando pela Itunes Store, encontrei alguns aplicativos para o Iphone que, de certa forma, mataram minha vontade de comprar as câmeras. E o melhor: por $1,99 cada :D

Um é o Hipstamatic, que simula uma câmera de verdade, e até as lentes você pode trocar. Já vem com quatro, e mais outras que você compra separadamente. Eu comprei a lente da Holga por $0,99.

O outro que eu comprei é o Lo-Mob. Esse eu achei sensacional! Primeiro você tira a foto e depois modifica com os efeitos que quiser. E tem de diferentes tipos de filme, de década, de cor...Vale a pena! Nem que seja só pra brincar, né, porque é claro que não dá pra comparar esses aplicativos com o resultado que as câmeras proporcionam...

Ontem, quando sai do hospital, parei pra tirar algumas fotos e ver se eles funcionavam bem mesmo ou não. Aqui estão algumas que tirei na Fnac, na Avenida Paulista e no meu quarto (a primeira):

O saco é que agora eu viciei mais ;P

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Hospital: uma experiência - O RETORNO

Antes de tudo: pra não boiar nesse post, recomendo que leia o anterior, chamado "Hospital: uma experiência".

Hoje, sábadão, dia 20, eu voltei lá no hospital. Minha respiração continuava com frescura e não era possível que eu não tinha nada, assim como a médica falou. Bom, voltei lá sem medo dessa vez. Aliás, sem medo do hospital em si, mas com medo de voltar de lá sem nenhum resultado de novo, né.

Pra minha sorte, hoje tudo foi diferente. Nada como ser atendida por alguém simpático e com anos de experiência. Entrei na sala do médico já falando o que eu tinha e ele checou minha respiração. Como ela estava? Perfeita, sem nenhum chiado. Daí ele deu uma olhada nos resultados dos exames que eu fiz na quarta e também não viu nada. Pra ele estava muito claro: eu precisava me consultar com um otorrinolaringologista, e na mesma hora foi falar com um colega dele que é. Em menos de 10 minutos lá estava eu na sala do tal otorrino. A consulta não durou nem meia hora. O médico me examinou e de cara falou: "eu não vejo só uma crise fortíssima de rinite, como também uma bem forte de sinusite". TA DÃM! Era esse o problema! Sinusite!
Bom, agora pro meu alívio eu já sei o que tenho e também já estou me tratando com os dez mil remédios que ele me receitou. É...agora acho que vai! Respiração boa, "vem-ni-mim!"
imagem: a pulseira com meu nome, idade, sexo e data de nascimento que eles colocam nos pacientes assim que chegam no hospital. Na quarta, dia 17, eu tinha 20 anos e 5 meses. Hoje, como é dia 20 (e eu faço aniversário dia 19/08), já constava que tenho 20 anos e 6 meses. hahaha)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Hospital: uma experiência

Se tem uma coisa que eu tenho medo, é de hospital. Medo mesmo. Pensar em ir a um já me dá calafrios, e isso não envolve só o lugar, mas médicos e exames também. Esse é um dos motivos por eu sempre, mesmo que esteja com alguma dor, enrolar de ir me consultar.

Daí, ontem, minha crise de falta de ar veio com tudo. Sério. Fazia tempo que eu não passava tão mal assim de rinite. No começo, é lógico que eu nem cogitei a ideia de visitar um médico. Tomei um remédio que eu sempre tomo pra essas crises e acabou. Acontece que esse remédio me dá muito, mas muito sono, e eu dormi das 18h até às 22h de ontem, e quando acordei, achei que já estivesse bem. Bom, essa sensação durou pouco tempo. Não passou nem uma hora e eu já estava sem conseguir respirar direito.

É claro que vendo a situação, minha mãe resolveu que iríamos no médico. E é claro que eu recusei a ideia. Óbvio. Aí ok, fiquei fingindo que respirava e que estava tudo bem até, imagine, a possibilidade de ir ao hospital surgir na minha cabeça. Olha, pra isso acontecer, é porque algo estava errado mesmo. Enfim, era meia-noite e meia quando saímos de casa.

Eu fui o caminho todo tensa. É sério, eu tenho medo de qualquer coisa relacionada a saúde. Cheguei lá, fiz a pré-consulta, esperei e fui consultada de fato pela médica. Ela ouviu minha respiração e pediu pra eu tirar uma chapa do pulmão e fazer um exame chamado gasometria arterial pra ver como estava a oxigenação do meu sangue. Esses nomes "gasometria", "arterial" e similares já me deixaram nervosa. Mas o momento de mais nervosismo estava ainda por vir.
Minha mãe, vendo que eu estava tensa, falou pra eu me acalmar, e que nada iria doer. Foi só a médica ouvir isso, que ela soltou: "esse dói! E dói mesmo". Pronto. Se eu já estava com falta de ar quando cheguei lá, imagine agora.

Fui encaminhada, então, para a sala de observação e repouso, onde as pessoas tomam soro, fazem exames e tal. Quando eu entrei lá, a sala estava lotada. Um monte de gente atirada em suas poltronas tomando remédio pela veia, e outras se tremendo todas por causa de certos medicamentos. E eu lá, sozinha (acompanhantes eram proibidos). É claro que eu não consigo me ver, mas tenho certeza que eu devo ter entrado lá mais branca que um fantasma.

Bom, fiquei esperando alguns minutos sentada até que, por volta de 1 e pouco da manhã, uma enfermeira veio em minha direção com uma bandeja cheia de seringas e similares.

- "Dona (!!) Luiza, agora vou fazer a gasometria arterial. Vou colher o sangue que vem do seu pulmão. Você já fez esse exame alguma vez?", falou ela, com uma voz bem doce até.
- "Não, nunca fiz. Dói, né?", eu falei com cara e voz de medo, muito medo.
- "Então, essa é uma área mais sensível, e você deve sentir alguma dorzinha, mas é rápido"
- "Questão de segundos?", perguntei
- "É, hehe...", ela respondeu, com uma voz nada sincera

Aí eu virei pro lado, ela enfiou o negócio no meu pulso e eu fiquei pensando na maldita idéia que tinha tido algumas horas antes. Daí ok, passou 1 minutos, 2 minutos e nada dela tirar a droga da seringa de mim.

- "E aí, vai demorar muito?"
- "...."
- "VAI DEMORAR?"
- "Err...ham...não tô conseguindo tirar seu sangue. Vamos tentar o outro pulso"

Se eu já estava desesperada antes, agora então....É logico que eu pensava que alguma coisa no meu sangue ou no meu pulso estava acontecendo, né...Mas enfim, dei meu outro pulso e ela fez tudo de novo. Só que agora, como a situação já era outra e ela TINHA que tirar meu sangue daquela veia, ela foi, digamos, que com vontade no local. E aí doeu. Mesmo. E olha que legal: de novo ela não conseguiu tirar meu sangue. Na hora eu tive certeza que alguma coisa de errado estava acontecendo. Ela, então, foi falar com a médica, e esta gritou: "Tenta a venosa!!!" Tenta a venosa. Tenta a venosa. Veja bem, eu nunca fui boa em biologia. Lembro de ter estudado sistema sanguíneo e tal, mas provavelmente por causa do meu nervosismo, nem lembrava mais de nada, e nem de venosa alguma. "Aonde fica essa merda de venosa?", pensei, quase tremendo na cadeira.

É lógico que a venosa é aquela que fica na dobra do braço. Lógico. Como eu não pensei nela antes? ¬¬ Enfim, agora era impossível não dar certo, né. Pronto, três furos nos 2 braços depois, meu sangue estava ali no vidrinho, pronto pra ser examinado. Depois disso, foram uns 30 minutos de inalação e a hora de tirar raio-x do pulmão chegou.

Fui linda e bela pra sala, tirei a foto do meu pulmãozinho e voltei. Meus pés e minhas mãos estavam hiper gelados. Imagina se eu eu não estava nervosa. E o fato de ter que encontrar aquela médica grossa de novo me deixava mais tensa ainda. Ninguém tem nada a ver se ela escolheu ser médica e tem que dar plantão em algumas madrugadas, né? Falar para uma paciente que o exame vai doer, e ainda mais do jeito que ela falou, foi péssimo. Mas enfim. Esperei mais um pouco, esperei, esperei e ela me chamou. Eu mal entrei na sala e ela já foi falando:

- "Olha, Luiza, não tem nada no seu pulmão e nada no seu sangue."
- "Ah, que ótimo. E o que eu faço com a falta de ar?"
- "Então, como não tem nada, não posso te medicar. E também não posso te dar nada pra rinite."

E aí, quase 3 horas da manhã, eu voltei pra casa. Na bolsa, uma foto gigante do meu pulmão. Nos braços, três adesivos que tampavam os buraquinhos dos exames. E o resultado? Nada. É lógico que isso me alivia e muito, mas...ainda faço força pra respirar. E a causa é provavelmente em função do clima seco ou algo emocional (vide acontecimento recente).
Moral da história: venci meu medo de ir no hospital e de quebra sai de lá com exames feitos. E tudo por...nada.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

E nessa época de jogos olímpicos, eu sinto é saudade

Acho que todo mundo sabe que os jogos olímpicos de inverno estão acontecendo, e que nessa edição eles rolam em Vancouver, no Canadá. Desde a semana passada, é bem provável que você abra algum portal ou ligue a TV e se depare com alguma notícia ou imagem do que está acontecendo por lá. E isso tem me deixando extremamente ciumenta.

Sim, confesso, estou com ciúmes de Vancouver. Com ciúmes de ver um monte de gente falando da cidade em que passei um semestre maravilhoso e que sinto imensas saudades. Sinto inveja também, é claro. Inveja da Ana Paula Padrão, que toda noite aparece no jornal falando de algum lugar que conheci em Vancouver. Inveja dos brasileiros que estão lá competindo - ou então assistindo aos jogos. Inveja da galera que está passando um friozinho no Canadá enquanto eu derreto aqui no Brasil. Ahhh...e muitas saudades!

Mas não posso negar que ao mesmo tempo é divertido ver Vancouver se tornar ainda mais popular e poder falar que eu conheço um montão daquela cidade linda e perfeita. Quando eu fui pra lá, no primeiro semestre de 2008, o povo já estava mega ansioso pra receber as Olimpíadas. Era normal passear pelas ruas e já encontrar algum indício de que os jogos estavam a caminho, mesmo que dali a 2 anos. E é engraçado ver que esse tempo passou tão rápido. Em 2008, o tal ano das Olimpíadas parecia tãão distante (na primeira foto, estou do lado do contador que fazia contagem regressiva para o início dos jogos. Ainda faltavam 790 dias) e olha só, o dia chegou!

Eu lembro também que todo mundo de lá já fazia planos para o tal ano. Minha hostmother, por
exemplo, prometia a todos que moravam em sua casa que ela receberia todo mundo de braços abertos em 2010. Aham, se eu bem conheço aquela galera, o preço pra receber estudante em casa hoje deve estar nas alturas. E essa história de braços abertos, só se for com um bolso beeem generoso...tsc tsc. Meus professores também estavam bem animados para os jogos. Um, naquela época, já tinha comprado até os mascotes dos jogos, e os levava quase que todos os dias para a escola. Aliás, os mascotes são esses da foto acima. Esse adesivo eu peguei em Whistler - cidade de ski pertinho de Vancouver que também está recebendo os jogos -, e guardei porque sabia que um dia me seria útil. Ok, útil nunca vai ser.

AHHH, que saudades de Van!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Isso é carnaval

Feriado de carnaval. Um dia lindo em São Paulo. Muito calor. A possibilidade de passar um dia num sítio fora da capital. A ida para o sítio. Uma piscina. Uma cachoeira. E o que eu fiz? Passei repelente no corpo todo, dormi boa parte do dia e o resto fiquei assistindo dvds deitada no sofá. É, eu realmente não nasci para natureza.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

E assim funciona a humanidade (ou pelo menos eu)

Andei pensando exatamente nisso esses tempos. Não há nada melhor do que ouvir músicas "fossa" quando se está na fossa. E é engraçado porque sempre que comento isso com alguém, as pessoas falam que eu sou doida. Mas gente, se você está triste, o que vai adiantar escutar Ivete Sangalo ao vivo (adaptando para a época de carnaval) se você não consegue nem acompanhar o ritmo da música e a energia? Eu sou muito mais ouvir um Damien Rice enquanto penso na razão por estar triste e ficar mais triste ainda. Ou então, como acontece na maioria das vezes, ficar animada, já que músicas deprês muitas vezes me deixam empolgada.

Quando dei de cara com essa tirinha do Charlie Brown no Tumblr, logo me identifiquei. É exatamente como faço: penso em quão deprê a música é, nas lembranças que ela me traz, e logo em seguida aperto repeat.

Aliás, é melhor parar de chamá-las de "deprês", né? Se me animam, não faria sentido. Então aí vai uma listinha de músicas calminhas que eu gosto e que podem animar a quem interessar também:
Delicate - Damien Rice (vídeo acima)
The Great Escape - Patrick Watson
Elephant - Damien Rice
Turn to Stone - Ingrid Michaelson
Rise - Eddie Vedder
No Surprises - Radiohead
Off I Go - Greg Laswell

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um post especial

Morte é algo que eu não consigo entender. Mas quem consegue? O fato de uma pessoa simplesmente deixar de existir não parece normal. Muitas pessoas próximas a mim já se foram, mas felizmente (ou infelizmente) nenhuma destas perdas eu vivenciei - ou por ser muito pequena, ou por nem ser nascida. Isso sempre me deixou meio insegura, mas era como um consolo pensar que ter na bagagem tantas pessoas próximas já "no céu" me pouparia sofrimentos que eu viria a ter quando elas, se estivessem comigo, partissem. E digamos que deu certo, porque nos meus vinte anos de idade, nunca tinha sofrido com a morte de alguém. Nunca, até a última quarta-feira, dia 10, quando minha prima de segundo grau, minha "mãe gaúcha", minha dinda partiu.

A Tânia era prima da minha mãe, e assim como toda a minha família materna, morava em Porto Alegre. Era na casa dela que eu ficava sempre que ia pra lá passar feriados ou férias. E foi com ela que passei momentos maravilhosos e que nunca vou esquecer.

Desde o dia em que ela se foi, uma coisa tem batido na minha cabeça ininterruptamente: ela não merecia morrer. Eu sei, ninguém merece, mas ela era uma daquelas que não merecia mesmo. Sempre trazia alegria pra todo mundo, sempre preocupada com todos, sempre disposta a fazer tudo para agradar as pessoas...Essa foi a Tânia que eu conheci, e essa foi a Tânia que eu não queria ter perdido tão cedo. Digamos que D'us foi um pouco egoísta em tirá-la de todos nós. Mas eu entendo...Quem não gostaria de ter uma pessoa como ela ao seu lado? D'us deve ter ficado com inveja da gente e a levou para ficar com ele.

Como eu não pude ir ao enterro e isso me deixou bastante triste, fica aqui a minha homenagem à ela, que com certeza vai fazer muita falta.

Descanse em paz, dinda!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Meu mais novo vício

Depois de me cadastrar em mídias sociais, eu normalmente demoro para de fato me viciar nelas. Foi assim com o Twitter (eu criei minha conta lá em 2007 e só comecei a usá-la mesmo em 2008), com o Orkut (eu lembro que achava meio ruim essa coisa de colocar fotos na internet), com o Facebook (foi preciso eu ir para o Canadá) e, agora, com o Tumblr.

Meu primeiro post lá foi em 21 de maio de 2009. E foi só no último domingo que eu me viciei e postei freneticamente. Eu devo ter passado umas 4 horas ou mais só mexendo naquilo. Pra quem não conhece, Tumblr é uma espécie de blog, microblog e até mesmo flickr. Enfim, as pessoas usam para postar links, textos, fotos. O bacana é que tem gente que posta umas imagens muuuito legais - que foi o que me cativou no site.

Assim como no Flickr, há contas no Tumblr que funcionam como galerias. Então tem a galeria de fotos do que as pessoas colocam em suas bolsas, de estantes de livros, de mensagens, de seriados, cinema e muuitas outras. E tem também as páginas pessoais, tipo a minha, onde não tem categoria fixa, vale qualquer tipo de imagem. Daí você segue as que gostar mais - twitter feelings. Pra quem curte essas coisas, vale muito a pena. E pra quem não curte exatamente isso, mas gosta de ver imagens bonitas e criativas, também. Eu viciei.

Algumas imagens que eu achei por lá e amei:

*não consegui linkar as imagens que postei aqui. Mas todas elas estão no meu tumblr com os devidos links aos seus "donos".

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E para você, J.D. Salinger, o meu obrigado

Talvez seja um pouco tarde pra escrever sobre isso, mas dane-se. O fato é que J.D. Salinger morreu semana passada e eu venho pensando tanto nisso que precisava postar sobre. Ele, pra quem não sabe, é autor de O Apanhador no Campo de Centeio. Sim, o livro que o assassino de John Lennon carregava consigo no dia em que cometeu o assassinato. Mas, além disso, ele também foi, se não o primeiro, um dos primeiros grandes livros da minha vida. E não digo grande de tamanho, mas sim de história, de importância, enfim.

Foi o Jorge, meu professor de português da 8a série, que mandou a gente ler a obra. Isso foi em 2004, e pode parecer clichê o que vou falar, mas acredite: eu ainda tenho na minha mente imagens minhas sentada no sofá, na cama ou até mesmo na escola lendo o livro e pensando quão bom aquele enredo era. Lembro também do dia em que eu terminei a leitura e fiquei parada, pensando. Lembro de eu indicá-lo pra todo mundo que me pedia uma dica de livro. Lembro de discutir com uma menina sobre o final da história. Lembro de praticamente tudo. E isso foi em 2004, há quase 6 anos.

E mesmo hoje, aos 20 anos de idade e com vários outros livros sensacionais na bagagem, não me atrevo a esquecer de mencioná-lo quando o assunto é meus livros favoritos. Ele, aliás, é sempre o primeiro a vir na minha cabeça. Sabe quando era legal responder a todos aqueles tópicos do perfil do Orkut como "cozinha predileta", "música", "filmes" e etc? Então, na parte de livros, O Apanhador no Campo de Centeio sempre foi o primeiro a ser escrito. Me arrisco a dizer, inclusive, que esse foi o livro que mudou a minha vida literariamente falando. Acho que foi ele que me fez gostar mais de ler, de me envolver com a história. E olha que desde bem pequena a leitura está presente na minha vida.

Por essas e outras, deixo aqui o meu profundo agradecimento à esse cara que escreveu um livro foda pra caralho. E desculpe o palavrão, foi a maneira mais sincera que eu encontrei para demonstrar o meu amor por ele.

RIP J.D. SALINGER

* na imagem acima, um pequeno texto que escrevi sobre O Apanhador no Campo de Centeio para a revista Capricho, em 2006.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

[Entrevista] O Projeto paralelo da apresentadora Sarah Oliveira

Ela virou ícone do público jovem quando apresentou por anos o DISK MTV, um dos programas mais importantes que o canal já transmitiu. Hoje, contratada pela Rede Globo, Sarah Oliveira é pós graduada em jornalismo e aposta em mais um projeto: o site Colherada Cultural, que mantém com 9 amigas. Nesta entrevista, Sarah conta um pouco mais sobre ele.

[LT] Como surgiu a idéia de montar o site?
[SO] Foi nos intervalos das aulas de pós-graduação em Jornalismo Cultural, na FAAP. Estudávamos juntas e a idéia era disseminar cultura na rede de uma maneira independente e com embasamento. Tentamos, ao máximo, sempre estar antenadas e bem informadas para cobrir as editorias de moda, gastronomia, literatura, artes, TV, cinema, música, teatro, dança...

[LT] Qual o público que ele pretende atingir?
[SO] Todos que são interessados em cultura. Na real, não tem uma faixa etária específica, embora tenhamos ganho o Prêmio Jovem de melhor site de cultura em setembro do ano passado (2009).

[LT] Twitter, blogs, sites, Youtube...Atualmente são diversos os meios virtuais que envolvem as pessoas, fazendo com que elas deixem de ligar a TV ou de ler um jornal ou revista. Você pensou nisso ao criar o Colherada Cultural? Foi uma forma de também atingir a galera que fica online o tempo todo?
[SO] A interatividade é uma das coisas que mais nos fascina, mas não achamos que uma coisa elimina outra. O papel da tevê no Brasil é muito forte e faz parte da cultura brasileira em que as pessoas não têm geladeira em casa, mas têm tevê. Quanto aos livros, a gente incentiva muito a leitura, e não só na nossa editoria de literatura. A internet tem seu espaço, mas não achamos que ela vai acabar com revistas e jornais. Jornais talvez acabem por não serem ecológicos, mas as imagens "concretas" das revistas são imbatíveis.

[LT] Quais são os planos para o site daqui pra frente?
[SO] Firmar credibilidade entre o público, continuar com uma linha editorial independente, mas mesmo assim abrir espaço para patrocínio, pois a idéia das colheres (as donas do site) que trabalham em redação - não meu caso - é de um dia largar seus trabalhos e ficarem fixas no Colherada Cultural...Hahaha!

[LT] Qual o impacto da Internet na sua carreira?
[SO] Impressionante. Twitter e o Colherada Cultural me deixaram mais próxima do público como na
época do DISK MTV em que eu lia os e-mails ao vivo. A interatividade é o que há hoje em dia pela rapidez das informações e democracia.

[LT] A Sarah Oliveira sempre chegou às pessoas através da TV. Como que o site Colherada Cultural, da Sarah Oliveira, chega às pessoas?
[SO] Através do meu Twitter e dos jornais, revistas e sites que estão acompanhando o crescimento do Colherada.

[LT] Por fim, descreva o Colherada em 140 caracteres (ou próximo disso).
[SO] Acho que o que está no site é bem bacana: "O Colherada Cultural nasceu entre 9 alunas da primeira turma de pós-graduação em Jornalismo Cultural da FAAP. Das carteiras universitárias às mesas dos bares da Vilaboim (bairro de São Paulo próximo à faculdade), pensando cultura com o interesse acadêmico e o dinamismo jornalístico, decidimos unir características e trajetórias para mexer nossas colheres, produzindo textos e críticas com ética, opinião e irreverência. Sirva-se!"

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Pequena

Ultimamente máquinas fotográficas têm sido meu ponto fraco. Eu queria muito uma daquelas bem retrô, e ontem enquanto passeava com a minha mãe, compartilhei este meu desejo com ela. Pra minha sorte, na hora ela lembrou de uma câmera que ela tinha ganho do meu pai há quase 21 anos, comprada durante uma viagem à Punta Del Este, e que ainda estava em casa. Lógico que quando chegamos esta foi a primeira coisa que pedi para ver.

Pentax 110. Como da pra notar, ela é menor que uma caneta normal

O máquina é uma Pentax 110, a menor câmera SLR que existe no mercado. Este inclusive foi o motivo da compra. Meu pai achou ela bem feminina e presenteou minha mãe para que ela tirasse fotos do bebê - vulgo eu - que nasceria em pouco tempo. Olha o anúncio dela aqui ao lado esquerdo.

Quando a vi, fiquei apaixonada, claro! Ela é uma fofura, nem dá pra acreditar que tem lentes e tudo mais. É linda, linda! Infelizmente parece que não produzem mais filmes para ela, e muito menos revelam. Essa semana vou me informar mais, até porque, seria necessário restaurá-la um pouco, mas de qualquer forma, valeu o presente. Não deixa de ser uma relíquia, né?!

Daí, no final do dia, enquanto procurávamos um negócio, minha mãe achou essa foto. Sou eu, com alguns dias de vida, no colo dela. E adivinha de que máquina essa foto saiu? Pois é. A pequeninha era boa mesmo.