domingo, 25 de abril de 2010

Educação: uma inspiração


Acabei de assistir "Educação" e bateu aquela inveja de quem viveu os anos 60. Porque não há nada tão bonito e chique como as roupas, os objetos e a decoração daquela época. Às vezes eu paro pra pensar em como será a decoração do meu apartamento quando eu morar sozinha, e nada é mais certo de que ele parecerá um antiquário. Porque vitrolas, telefones, rádios, geladeiras e outros tantos móveis antigos são as coisas mais lindas do mundo.

Educação, além de ser um filme muito legal (o roteiro é do Nick Hornby, né, e esse fato meio que dispensa comentários), tem uma fotografia linda e já entrou pra minha listinha de inspirações/favoritos.

sábado, 24 de abril de 2010

Uma bela viagem no tempo

Eu sou meio nostálgica, sabe. Adoro ver fotos antigas, vídeos de anos atrás, textos velhos. Isso às vezes é bom, porque é engraçado. E às vezes é ruim também, porque se você está meio desanimado e pega momentos antigos e bons pra relembrar, rola o mesmo efeito de música deprê: tudo fica mais intenso. Por sorte, hoje eu peguei a pasta onde estão as matérias que eu escrevi/participei pra ler e achei duas reportagens da Folhateen que me fizeram rir. E lembrar de muita coisa.

A primeira é a que deu origem a tudo (essa aqui do lado, que no caso é a segunda parte da matéria). Foi publicada em 2004 e é meio que meu divisor de águas. A matéria é sobre internet (blogs, msn e essas coisas). Na época eu tinha 14 anos e já tinha um blog de 1 ano. Se chamava Colunas da Lú e nele eu escrevia sobre tudo: filmes, moda, música, SPFW. Depois dessa entrevista que eu dei, o jornalista me convidou pra participar de um grupo de apoio que eles iriam iniciar dali algumas semanas. Eu topei, comecei a frequentar a redação da Folha, participei de várias reuniões de pauta e publiquei minhas 2 primeiras matérias. Por isso o divisor de águas que eu falei.

Mas enfim, a ideia aqui não é a de falar sobre isso, mas sim do conteúdo da reportagem. Nela, eu sou a Luiza, 14, estudante da 8ª série. Chego em casa por volta das 13h, almoço, ligo meu computador e sintonizo a TV na MTV. Então, eu me conecto ao programa de mensagens MSN e, depois, aciono o programa de troca de downloads Kazaa para começar a baixar músicas dos Beatles e das bandas CPM 22 e Skank. Parto, então, para meus deveres de casa. Para fazer, por exemplo, um trabalho sobre os 40 anos do golpe militar de 1964, eu usei o site de busca Google. Responsabilidade feita, eu vou atualizar o meu blog, visitar sites ou ver como andam os blogs dos amigos. Já são quase 18h e quase todo mundo se prepara para entrar no MSN ou no ICQ, outro programa de mensagens. Várias conversas rolam, e o papo vai até 22h, 23h, quando eu, enfim, vou dormir, para recomeçar a rotina no dia seguinte, às 6h.

Antes de tudo: as partes em negrito são as que eu julguei bizarras atualmente, ok? E outra: O que eu escrevi aqui em cima é exatamente como saiu na matéria, só que aqui eu a transcrevi em primeira pessoa.

Agora voltando...Sério, ler hoje essa rotina que eu tinha há 7 anos é muito bizarro. Vida boa, sem preocupações. Eu só esqueci de dizer que nesse meio tempo entre baixar músicas no Kazaa (CPM 22, que vergonha!) e conversar com meus amigos no MSN ou no ICQ, eu também dormia.
Aí tem a segunda parte da matéria (imagem), que é sobre blogs e fotologs. Essa vou transcrever aqui exatamente como está lá: "Luiza Terpins quer ser jornalista e usa seu blog como treinamento. "Entrei escondida na São Paulo Fashion Week e fiz uma cobertura jornalística, escrevendo o que eu vi e usando fotos que tirei de outros sites", conta Luiza, que ainda usou o espaço para escrever uma crítica do espanhol "Fale com Ela", de Pedro Almodovar. "

Essa parte da matéria é legal. Imagina uma menina de 14 anos entrando escondida na SPFW? Haha, é claro que isso não aconteceu. E nem sei porque saiu assim. Eu entrava porque tinha convites, é óbvio. Mas a parte da cobertura jornalística é verdade. Eu saia todos os dias da aula e ia direto para a Bienal (local onde ocorre o evento). Na cara de pau, conseguia entrar em vários desfiles, e logo que saia deles, ia para os computadores que na época ficavam no meio do local, para escrever no blog sobre o que tinha visto. Eu era um belo potencial de jornalista de moda, né. E sobre Fale com Ela também é verdade. Lembro que sai chocada do filme (tinha 14 anos) e de imediato quis escrever sobre ele no blog. Até hoje é um dos meus filmes favoritos. Pelo menos esse gosto eu manti, né. Porque CPM 22...Pelo amor de D'us, haha!

Aí tem a matéria sobre as melhores e piores músicas de 2004, que saiu no final do ano. Eles chamaram algumas pessoas para fazerem suas listinhas e eu fui uma delas (nessa época eu já era do grupo de apoio). A minha lista? Veja só:
Pitty, Marcelo D2, Linkin Park...E a pior? Dogão é Mau. DOGÃO É MAU! Que música é essa?! O que me consola é que essa também foi a escolha do Lúcio Ribeiro, que também participou dessa matéria. Na lista de melhores, na dele já constava Snow Patrol, CSS, Franz Ferdinand...Na minha? Pitty, D2...Tipica adolescente de 15 anos mesmo.

Enfim, essa foi a viagem no tempo.

p.s. - sou eu na foto da primeira matéria no início do post. repito: eu tinha 14 anos.
p.s.2 - quem for assinante UOL ou da Folha, pode ler na íntegra a matéria sobre blogs aqui e a sobre música aqui.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fotojornalismo: here we go again

Feriado, dia lindo em São Paulo, e eu fui tirar as fotos para um trabalho de fotojornalismo. Pra casos como esse, a faculdade empresta as câmeras profissionais (analógicas) e tudo-de-bom deles pra gente levar pra casa e tirar as fotos aonde quer que seja. O tema desse trabalho é o cotidiano do bairro de Higienópolis, aqui em São Paulo, e lá fui eu. As fotos não ficaram exatamente como eu queria, e muitas sairam desfocadas (hihi) e estas eu nem vou colocar aqui, obviamente. Bom, vamos ver:

Essa é a entrada do shopping Higienópolis. A foto saiu meio sem contexto porque não era exatamente isso que eu ia fotografar. Mas aí saiu isso e ponto final.
Outra visão da entrada do Shopping. Eu gostei mais dessa, mas com certeza o professor vai reclamar da luz (ou da falta de), mas vamos fingir que foi proposital e esse é o efeito da coisa.
Pessoas esperando o ônibus na Avenida Angélica. Como é feriado, tem pouco gente, mas durante a semana é lotado. Não sei porque, mas essa foto me dá uma sensação de anos 90. Acho que é o figuro das pessoas, talvez.
Mais uma da Avenida Angélica. Chega a ser engraçado essa falta de movimento que havia nela hoje. Normalmente trânsito é o que não falta aí.
Placa bem antiga na Avenida. Higienópolis é um bairro antigo, então o que não faltam lá são placas desse tipo e casas tombadas.
Praça Buenos Aires. Eu gostei dessa foto por causa do contraste das luzes. Hoje o dia estava muito ensolarado, mas em função das inúmeras árvores que existem na praça, tinha sombra também. E essa fonte do centro é bem bonita. Ah, e esses carrinhos de bebê estacionados também deram um charme, vai. Eu gostei. Mas tenho certeza que o professor vai achar algum defeito nela. Quem se importa, né?
Nessa eu foquei na fonte e desfoquei um pouco no casal. Propositalmente, é claro (cof cof).
Outra foto com bastante verde. Essa é pra provar que São Paulo também é natureza, ok?
Mais um ponto. E agora com um ônibus.
E agora sem ônibus.
Essa foto eu adorei! Não só porque é do Billy (esse cachorrinho fofo que se perdeu em junho do ano passado), mas sim porque eu consegui um efeito que sempre quis fazer: o de focar o primeiro plano e desfocar totalmente os demais. Esse anúncio do Billy está por todo o bairro desde que ele se perdeu. Tadinho do Billy, espero que ele esteja bem onde quer que seja.
........ ........ ....... .....
(editado alguns minutos depois): Ah, e essa sou eu pagando de fotógrafa:

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Uma pequena conclusão musical

Esses dias me dei conta de que não dá pra indicar suas músicas favoritas para outras pessoas esperando que elas sintam as mesmas coisas que você. Porque quando você ama uma música, você não ama só a música. Você ama o contexto pelo qual a conheceu. Ama as situações nas quais gostava de ouví-la. Ama quem indicou ela pra você. Aí você a escuta como se não existissem outras. Sente diversas emoções enquanto ela toca. Pensa em tudo aquilo que viveu enquanto a ouvia pela primeira, segunda, terceira vez. Daí você a indica pra alguém. E a pessoa diz que achou ela legal, nada de mais, mais ou menos. E você fica com cara de tacho, sem entender como aquela pessoa não curtiu a música que você tanto curte. E é nessa hora que você se dá conta de que só gosta da música porque ela te serviu de trilha sonora naqueles momentos em que você foi feliz, diferente do resto das pessoas. Porque não existe a música da sua vida. Existe a vida que você vivia enquanto ouvia aquela música.

domingo, 11 de abril de 2010

Menos de 24 horas em Budapeste

Cheguei na biblioteca da faculdade com a certeza de que alugaria este livro. O peguei sem ao menos saber sobre o que se tratava. Sabia que era de Chico Buarque e que muitos o haviam curtido. Cheguei em casa com ele e comecei a lê-lo. Algumas horas se passaram e eu já estava na metade. No dia seguinte, depois de escrever um perfil de 10 mil e 800 toques, 2 matérias pequenas e estudado um pouco para a prova de história do jornalismo, o peguei novamente. 1 hora e 40 minutos depois, fechei o livro. Havia terminado de ler Budapeste. 1 hora e 40 minutos depois, era mais uma que concordava com todos aqueles que dizem ter adorado Budapeste.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Aperte o play e seja feliz

No Canadá eu descobri um dos sentidos que a música pode ter na vida de um ser humano. Eu sempre tive as minhas favoritas, as que me traziam boas recordações, as que me irritavam, as que colavam na cabeça como um chiclete e tantas outras, mas foi na minha temporada morando fora que eu percebi aquilo que muita gente fala: a música é capaz de mudar o espírito da pessoa, de deixar alguém muito feliz, muito triste, enfim. Foi lá que eu realmente descobri que isso funciona. Porque é claro, antes de viajar eu tinha as minhas músicas que me alegravam, mas no Canadá eu de fato me vi me apegando a uma canção e fazendo dela um meio pra mudar todo o meu dia.

Quem já morou fora, longe da família e dos amigos, sabe que sempre rolam momentos de desânimo (o tal homesick), e eu também tive vários deles na minha vida canadense. E era engraçado perceber que colocar os fones de ouvido e apertar o play naquela que na época era A música, mudava tudo. As viagens de ônibus e de metrô que eu fazia todos os dias para ir pra escola e voltar pra casa tinham outra energia quando eu escolhia o som ambiente.

Ainda em Vancouver eu fui ao show do Mika e assisti Mamma Mia (o musical da Broadway, que eu já curtia horrores). E é sério, durante os dois espetáculos eu fui a pessoa mais feliz do mundo. Sei lá, ouvir as músicas que eu já adorava, e ainda mais ao vivo, dava uma energia sem explicação. Acho que o fato de estar sozinha longe do seu país e reconhecer nas tais canções um carinho, faz com que você se sinta em casa.

Eu já citei aqui no blog milhares de vezes que a minha trilha sonora canadense foi Patrick Watson, Mika, Macy Gray e Michael Bublé. Foram eles os responsáveis por muitas vezes eu dar um up no ânimo. Ou então ficar mais animada do que eu já estava. (e é por isso também que é só uma música deles começar a tocar, pra eu já me sentir vivendo o intercâmbio de novo).

Nesse tempo que estou de volta, é lógico que eu já tive váááárias músicas prediletas, mas vou deixar aqui as do momento. São essas que estão me servindo de trilha nos momentos em que estou em casa, no ônibus indo pra aula, tentando pegar no sono de madrugada, me animando nas horas em que o saco cheio aparece (vide post anterior) e enfim. São as minhas novas favoritas de todos os tempos. Ah, nenhuma delas é novidade, mas eu resolvi dar uma chance a elas (fora a do Queen, que já mora no meu coração há um bom tempo) e não me arrependi. Conhecimento musical é sempre bom.


Ahnn...errr....bem...é lógico que sempre tem aquela contradição, né. Esse daqui também tem aparecido muito no meu Ipod. Fazer o que, a música é boa! :P (aliás, qualquer dia conto aqui como conheci esse pirralho talentoso antes de ele ser famoso).

terça-feira, 6 de abril de 2010

Um post meio off topic só pra deixar registrado

O que fazer quando a faculdade está um saco? Quando os professores são um bando de loucos e pedem os trabalhos mais insuportáveis do universo? Quando as aulas são chatas e você não tem mais vontade de frequentá-las? Assim, porque essas são perguntas que eu me faço todos os dias, menos no final de semana.
Daí eu chego em casa, entro no Tumblr, e só consigo me identificar com imagens como essas. E nem foi de propósito.
p.s.- esse foi só um desafabo. tenho certeza que as coisas ficarão mais divertidas, haha ¬¬ (/otimismo)

domingo, 4 de abril de 2010

Esse eu passo

Em tempos normais, eu sentiria muita inveja ao ver pessoas acampadas em frente a lojas Apple para comprar o último lançamento de Steve Jobs. Sim, porque isso era o que eu sentia ao ver na TV ou na Internet imagens parecidas quando novas versões de Ipod e Iphone eram lançadas. Eu sempre pensei que fosse uma viciada em tecnologia. Sempre, até o Steve Jobs inventar esse tal de Ipad e eu não sentir nada, absolutamente nada por ele. Nem uma vontadezinha sequer de possuí-lo.
Eu não sei se fui eu que não li direito informações sobre esse negócio, ou se ele não captou mesmo a minha atenção, mas a questão é que eu não sinto a mínima vontade de tê-lo. Pelo que vi, ele tem aplicativos como o Iphone, entra na internet como um Iphone e roda vídeos como um laptop. Ver filmes no computador já me encheu completamente a paciência, nunca compraria um negócio menor ainda para me dar dor de cabeça. Quanto aos aplicativos, pra isso tem o Iphone, e o melhor: ele cabe no bolso. Também sei que ele é um leitor digital, ou seja, teoricamente ele tem o potencial para substituir os livros, as revistas e os jornais. Hehe, forget it, Mr. Jobs! Aqui em casa não há nem a possibilidade de isso acontecer - foi exatamente por isso que quando lançaram aquele tal de Kindle, eu nem perdi o meu tempo me animando em comprá-lo.
Nunca imaginei que Steve Jobs pudesse lançar algo que não me prendesse a atenção. Alguma coisa tá errada aí. Ou fui eu que passei de viciada em tecnologia a apenas uma pessoa moderada tecnologicamente, ou foi a Apple que pisou na bola. O bom é que pelo menos eu não fico com aquela sensação de futilmente necessitada. Até que me provem o contrário, esse Ipad é todo de vocês. Porque eu tô fora.