sexta-feira, 28 de maio de 2010

Você me dá um limão, eu faço uma limonada

Descobrir que alguém muito próximo a você anda mentindo não é nada agradável, mas pode ser divertido. Deixando de lado toda uma questão emocional, social e etc, pegar mentiras dos outros é algo muito interessante. É meio como se você vivesse numa novela e a pessoa ao seu lado estivesse interpretando um personagem que ela não é, vivendo uma vida que não é dela.

A criatura que anda me contando mentiras tem me divertido muito ultimamente, mesmo que sem saber. Porque uma vez que eu já descobri essa sua característica, sempre que converso com ela (o que acontece muito, inclusive), faço mais e mais perguntas, quase que um interrogatório sobre tudo que ela me conta, e perceber contradições tem sido muito legal. Toda hora que pesco uma, escuto na minha mente uma voz que diz "score!", e continuo tentando marcar mais e mais pontos. É viciante. É como se eu estivesse participando de alguma competição na TV. Recomendo.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O twitter e a linha editorial

Esses dias ouvi um cara reclamando que tinha levado unfollow. Ele resmungava como uma menininha que perdeu sua boneca e dizia que este era um sinal de que deveria mudar a linha editorial de seu Twitter. Achei engraçado ouvir isso de uma pessoa que, pasmem, ao que tudo indica, falava sério. É, a obsessão das pessoas pelo Twitter chegou a esse nível.

Esse episódio me fez pensar em qual seria a linha editorial do meu. Pensei por alguns instantes e cheguei a conclusão de que no meu Twitter, 40% do que escrevo é alguma reclamação. Seja falando do McDonalds que não tinha o lanche da Argentina quando eu fui experimentá-lo, de algum trabalho da faculdade que me consumia 24 horas por dia, ou da season finale de Grey's Anatomy que meio que me decepcionou. Sim, porque quando alguma coisa muito chata tá acontecendo, eu não penso duas vezes antes de desabafar em 140 caracteres. (Desabafar, aliás, é uma palavra que eu sempre esqueço quando quero usá-la. Agora, por exemplo, eu fiquei uns 3 minutos tentando lembrar dela. Mas enfim...).

Pra quem me segue, ler reclamação pode ser um pouco chato, eu sei. Mas pelo menos na minha concepção, a ideia inicial do Twitter era a de escrever o que se está fazendo. Ou seja, só segue quem tem algum tipo de interesse na vida alheia. Sendo assim, não acho um problema tão grave eu deixar público meus momentos de "oh God, essa vida não é justa!". Quem quer, segue, quem não quer, o botão de unfollow tá ali mesmo pra ser usado.

Outros 40% do meu Twitter, segundo meu raciocínio, eu acho que dedico aos momentos felizes do fantástico mundo de Luiza. Eu conto que estou viajando, que fui a tal lugar, que encontrei tal pessoa, que dei risada com fulano, que terminei um trabalho, que atualizei o blog, que comprei não sei o quê, que ouvi uma música boa, que terminei um livro legal, que assisti um filme foda e por aí vai. Porque quando a coisa é boa, eu gosto de compartilhar também, então nada mais justo de que quem me lê reclamar, também me leia elogiando. Isso serve pra provar que eu não sou tão chata, e que tem SIM coisas que eu gosto - digo isso porque sou meio famosa por não gostar de nada, o que como podem ver, é mentira!

Ok, ficaram faltando 20%. Hmm...Acho que uns 5% eu uso pra perguntar coisas. Tipo: "alguém já viu tal filme? É bom?". Ou "povo da minha sala, tem alguma coisa pra amanhã?". Nem sei, na verdade, se chega a 5%. Essa é uma coisa que eu evito muito fazer no Twitter, até porque, o Orkut, por mais fim de carreira que ele possa ser, está aí pra isso, né. Os outros 15%, então, eu devo usar pra passar links adiante. Porque essa é uma coisa que eu faço às vezes e nem sei, na real, com qual frequência.

É, acho que essa é mais ou menos a linha editorial do meu Twitter. Na verdade, essa deve ser a linha editorial da minha vida no momento, né, e mudá-la só para conseguir seguidores não é algo que me interesse. Isso pra nem comentar a mediocridade daqueles que usam programinhas pra ter centenas de followers, né. Vergonha alheia desses daí.

Quem curtir a minha linha editorial, pode seguir, é @luizat. Quem não curtir, pode dar unfollow também. Acho engraçado pessoas se preocuparem com isso. Por favor, arranjem uma vida, vai.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O dia em que eu conheci a TPM pessoalmente

Eis o diálogo que presenciei entre duas meninas no ponto de ônibus. E depois no ônibus, porque elas pegaram o mesmo que eu:

- Ai, vou ficar menstruada amanhã. Tô muito de TPM. Que saco! Pelo menos não fiquei irritada dessa vez.
- Ah, que bom! Ficar irritada no final do semestre é querer morrer, né? Quero muito férias.
- Ai, eu também! Não vejo a hora de...[nessa hora, passou um carro antigo na rua. desses de colecionador] Puta que pariu! Olha esse carro!
- Quê que tem?
- Puta carro antigo, meu! Vai se foder, não sai com lata velha na rua, caralho!
- Ah, hehe, mas é bonito! Você não acha?
- Não.

Nesse momento, chega um ônibus com o letreiro quebrado.

- Porra! Como as pessoas vão saber pra onde o ônibus vai se esses filhos da mãe não arrumam essa merda?
- Do quê você tá falando?
- Da bosta desse ônibus que tá com o letreiro quebrado. Affe. Vai, vamos pegar esse, deve descer a rua toda.

[Já no ônibus...]

- Meu, você viu aquele vídeo do "puta falta de sacanagem"? Puta menina escrota!
- Hahahaha, eu vi! Muito engraçado! A coitada ia falar "puta falta de respeito" e misturou tudo hahah...
- Coitada nada! É burra! Dei muita risada, hahahah!

[O ônibus para em outro ponto, e lá, um mendigo sentado num banco escrevia/desenhava algo num caderno]

- Ow, você tá vendo esse cara?
- Que cara?
- O mendigo ali fora! Ele tá fazendo umas "paradas" no caderno.
- Ahhh, sim!
- Ele tá fazendo uns símbolos escrotos lá. Aí vem a sociedade, olha a cena e diz "ohh, ele é um poeta, deve estar escrevendo coisas lindas", mas não, o cara tá desenhando uns símbolos. Puta merda!
- Ah, hehe, é...
- No mínimo o cara deve ser um falido na vida que acabou assim. Burro.
- Nossa, você viu a unha dele? Tá muito grande! Eca!
- Caralho! Que cú! Não queria ter visto isso! Vai, imagina onde o cara enfia essa unha! Puta merda, que cara idiota! Só podia ser mendigo! Affe, odeio!
- hehehe...Mas então, ai, meu, quero férias. E ainda tem milhões de trabalhos pra entregar!
- Merda, eu também! Essas vão ser as férias mais felizes da minha vida...
- Lógico, a gente vai viajar juntas, haha!
- Mas não é por isso! Só de não ter que fazer nenhum trabalho da faculdade, já vai ser muito feliz.

Aí eu desci do ônibus e tive a certeza de que a minha TPM não é nada perto da dessa menina. E que se ela não estava irritada, quem estava, né?

sábado, 22 de maio de 2010

Mi Buenos Aires querida

Tremenda falta de sentido eu dizer que a faculdade é a culpada pela minha postura relapsa diante deste blog. Isso porque eu faço jornalismo, estudo pra ter um diploma que nem mais existe e ainda perco o meu tempo, que eu poderia usar escrevendo aqui ou em qualquer outro lugar, fazendo trabalhos chatos, insuportáveis e complicados para disciplinas mais chatas, insuportáveis e complicadas ainda. Falo sério, se eu chegar ao final desse semestre sã, é sinal que tenho forças para suportar qualquer coisa.

Mas enfim, a vida não é baseada somente na parte acadêmica que todos somos obrigados pela sociedade a cumprir. E embora meus professores pensem que não temos vida além da faculdade, eu me dei o direito (ou melhor, minha mãe me deu) de tirar umas mini férias no início do mês e fui pra Buenos Aires curtir o dia das mães com ela. Sim, o dia é dela, quem tem que comemorar é ela, quem tem que ganhar o presente é ela, mas eu viajo junto. Passei 5 dias curtindo a capital do país dos nossos hermanos e só digo uma coisa: chupa, Brasil!
  • Eu não sei por que falam que o Brasil é o país mais caloroso do mundo. Nem por que acham os brasileiros os mais simpáticos do planeta. Provavelmente porque não conhecem a Argentina e os argentinos. Sério, a não ser que eu tenha tido muita sorte e só conhecido pessoas muito simpáticas por lá.
  • Buenos Aires, além de ser uma cidade muito linda, ter gente bonita, um estilo europeu de ser, ainda conta com pessoas muito educadas e amigáveis. Nunca vi isso no Brasil com tanta frequência nos taxis, nas lojas, no hotel, enfim...Chupa, Brasil!
  • Além disso, a comida de lá é fantástica, os doces são literalmente divinos, e é meio impossível não ganhar uns kgs extras voltando de lá. Mas quem se importa, né? (ainda tem alfajores e doce de leite aqui em casa).
  • De turístico, acho que não fiz nada. Ou melhor, só fiz uma coisa: tirei fotos com os jogadores do Boca Juniors, que estavam concentrados no mesmo hotel que eu. Ah, e no dia seguinte eles perderam o jogo, ou seja, jogadores, nunca tirem foto comigo.
  • Nossa, já ia me esquecendo da Mafalda! Percorri a cidade inteira pra achar a Mafalda sentada num banco no bairro de San Telmo e tirar fotos com ela. E também comprei mil bonecas, livros, canetas e besteirinhas da Mafaldita.
Agora eu vou voltar pra um trabalho de Teorias da Prática Jornalística que me obriga a analisar as matérias sobre eleição que saíram no Jornal da Record. Depois a finalizar um trabalho de Ética. Aí vou corrigir uns textos de Construção de Narrativas e arrumar um projeto de Metodologia. Tudo isso, pessoas, pra conseguir um diploma que nem existe mais. Reflitam...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Só pra deixar claro:

Eu não abandonei o blog não! É só uma ligeira falta de tempo que tem me consumido (sabe como é, final de semestre, né...). Em breve, muito em breve, ele estará atualizado! :)