sábado, 16 de outubro de 2010

Quando menos se espera

Hoje deve ser meu dia de sorte. Ou então não sei como explicar o fenômeno que aconteceu nessa tarde. Estava eu na Livraria da Vila da Alameda Lorena, aqui em São Paulo, fazendo hora e vendo uns DVD's promocionais, quando, de repente, ao passar os olhos nas capas, me deparo com um nome conhecido. Era Albergue Espanhol, um filme francês que assisti em 2008 e que desde então procuro para comprar. Em vão, é claro.

Esse, junto com Quase Famosos, era o filme que até um tempo atrás eu procurava em todos os sites estilo Submarino e em todas as lojas físicas de CDs e DVDs. Ao questionar os vendedores, eu sempre ouvia um "fora de catálogo", ou "esgotado", o que, claro, me desanimou totalmente e me fez desencanar de tê-los na minha estante. Eu até tentei baixá-los, mas ah, não seria a mesma coisa, então desisti.

Devido a esses desencontros, já tinha me conformado com a situação e nem mais procurava por eles. Se na internet não tinha, não ia ter em nenhum lugar, né. Bom, era o que eu imaginava até hoje.

Quando vi Albergue Espanhol ali, penúltimo DVD da fileira, mal acreditei. Fiquei até com medo de olhar o preço, afinal, quando algo estranhamente bom acontece, outra estranhamente ruim vem em seguida, né. Como era promocional, olhei a cor da etiquetinha e logo confortei meu bolso, já que a cor verde significava que de R$ 29,00 não passava. Ufa. Era meu.

Ainda fazendo hora, continuei a olhar os DVDs que ali estavam. Vários Woody Allen's (que eu já tenho, é claro), algumas comédias românticas bobinhas, tipo Quatro Casamentos e Um Funeral (esse tinha aos montes), alguns da Audrey (que é claro já estão há tempos na minha estante), vários outros clássicos e, para o auge da minha surpresa, ele: Quase Famosos. É claro que nessa hora eu soltei uma risadinha e devo até ter falado algo sozinha, porque sério, aquilo já era demais. Depois de tanto tempo procurando esses dois filmes, ter desistido e me conformado, eis que os encontro, sem estar procurando, juntinhos, no mesmo estabelecimento, na mesma estante de DVDs e ainda promocionais? Se o destino quis assim, que assim seja.

É óbvio que segurei os dois como se fossem ouro e fui correndo pagar. Se alguém ainda não assistiu Albergue Espanhol e Quase Famosos, assista! São ultra-hiper-mega-blaster sensacionais.

Lindos, ainda com plástico, na minha estante (foto trash porque é de celular)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Setlist

Descobri a América ao me deparar com esse site no Google e resolvi que agora farei, pelo menos uma vez por mês, playlists no blog. Pra começar, selecionei as músicas que mais tenho escutado esses dias.

Preciso destacar, aliás, que essa semana eu vou realizar uma das minhas maiores vontades dessa vida, que é a de ter um carro só meu e tocar nele a música que eu quiser. O carro eu ganhei mês passado, mas o som vem essa semana só, e eu passei praticamente o feriado inteiro procurando, baixando e fazendo setlists do que irá tocar na minha caranguinha. Foi uma tarefa tão divertida, mas tão divertida, que eu até dispensei o trabalho da faculdade que eu tinha a intenção de começar só pra me dedicar inteiramente a ela. Resultado: minha primeira setlist automobilística conta com 205 músicas, o que significa que, para ouví-la inteira, eu teria que 1) pegar um trânsito infernal; 2) dar umas voltas desnecessárias pela cidade só pra ter o prazer de escutar minhas músicas favoritas. Bom, isso realmente não é um problema.

Como não daria para fazer uma playlist pro blog com tantas músicas, selecionei as que mais tenho escutado ultimamente. Preciso ressaltar, aliás, que ando numa fase extremamente Jazz-addicted e nem sei por qual razão. Por isso, nessa primeira dois ponto um's OST, tem um pouco de Michael Bublé, Frank Sinatra, Louis Armstrong e Jamie Cullum. Mas como meu segundo nome é eclética, também tem Maroon 5, Bruno Mars, Chico Buarque, Elis Regina e Patrick Watson. Enfim. Se você gosta de algum desses artistas, escute a playlist. E se você não gosta e/ou não conhece nenhum deles, dê uma chance e deixe ela tocando enquanto você faz alguma outra coisa. É só apertar play. Lá vai:

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Youtube tá aí pra isso

2010 é, definitivamente, o ano dos shows internacionais no Brasil. E deve ser, também, o ano em que o bolso pesou pra maioria da população de classe média que adora uma música ao vivo. Não é fácil desembolsar 200, 300 reais para usufruir de apenas 1, 2 horas de show, embora eu ache que cantar enlouquecidamente junto com aquele cantor, aquela banda que você ama, valha cada centavo gasto no ingresso.

Pra minha sorte, os artistas internacionais com quem já dividi o recinto não me cobraram os olhos da cara por isso. Jack Johnson me custou 60 reais (a meia entrada), Mika, em Vancouver, 35 doláres. Damien Rice, o mais salgadinho, 80 reais. E foram incríveis, devo dizer. Fazendo as contas, meu último show internacional foi há quase 2 anos. Quem mora fora de São Paulo - ou longe do circuito que os artistas fazem quando vêm ao Brasil - deve me odiar por isso, afinal, já ouvi muito pela internet "como assim, fulano vai tocar em São Paulo e você não vai???", "o SWU vai acontecer perto de você e você não vai???" Pois bem. Não, eu não vou. E por que? Bem, é simples. Morro de preguiça.

Preguiça de lugar cheio, de pagar muito para uma banda/artista que eu não ame de paixão, do estresse para chegar ao lugar mais cedo, do trânsito que sempre existe quando você está atrasado para pegar um lugar bom, enfim. É claro que eu esqueço de tudo isso quando quem está vindo para o Brasil é alguém cujas músicas eu sei cantar até enquanto durmo, como as dos artistas que citei no começo do post. E é claro também que se Patrick Watson e Michael Bublé vierem ao Brasil eu estarei lá na fila, faça chuva ou sol, superlotando ou não, porque eles valem o esforço.

Agora vocês já sabem porque a maioria dos blogs vai falar de SWU, Planeta Terra e etc e eu não. A preguiça, nesse caso, falou mais alto. E o Youtube tá aí, né?

domingo, 3 de outubro de 2010

Coisas que eu não entendo

mas adoraria entender.

- Pessoas que consideram como amigos aqueles com quem apenas trocaram poucas palavras. Sabe quando você fala de fulano para uma pessoa e essa pessoa, só pra se exibir ou sei lá o quê, fala que é muito amiga do dito cujo mas na verdade só o viu uma, duas vezes no máximo? Então. 

- Gente que fala que vai votar no Tiririca porque o Brasil já está uma merda. Sério? Bacana, campeão. 

- Gente que fala que não vai poder ir à tal lugar porque tem algum compromisso, seja aniversário de amigo, batizado de parente, reunião de trabalho, consulta no médico; esquece da desculpa/mentira e escreve no Twitter que está "de boa" em casa, no shopping ou na academia. Sincronia na hora de mentir é bom, ok? Pelo menos isso. 

- Pessoas que buzinam quando o carro da frente morre. Quando a pessoa deixa o carro morrer, é óbvio que ela vai ligar o carro de novo e tirá-lo de lá. Não é o Ayrton Senna buzinando atrás que vai fazer isso acontecer, caramba (deixando bem claro que eu já passei da fase de morrer no meio do caminho, ok?).

- Indivíduos que pensam que assistir debate ao invés de A Fazenda, ler Nietzsche ao invés de Crepúsculo e/ou escutar Jazz ao invés de axé os fazem intelectuais. Não. Se você se promove falando coisas como essas, você é chato mesmo.

- Remédios que curam uns sintomas mas deixam outros. Exemplo: antibiótico que te livra da gripe mas ferra seu estômago. Qual a vantagem?

- Fãs neuróticos, fanáticos e doentes. Você chora porque seu ídolo apareceu na tv? Chora porque falaram mal dele? Chora porque ele disse que ama o fã-clube? Não consigo entender. Os fãs normalmente falam que amam seu ídolo porque tal pessoa é talentosa e carismática. Poxa, o veterinário do meu cachorro é super simpático e talentoso e nem por isso eu vou chorar toda vez que encontrá-lo na rua.

Não entendo.