Existem alguns critérios para que eu simpatize com as pessoas. É claro que aqueles básicos como humor, caráter, simpatia e educação estão entre eles, mas tem outro...ahhh, tem outro que eu considero tão imporante quanto: o gosto musical.
Veja bem, não é que eu julgue as pessoas pelo que elas escutam. Muito pelo contrário. Não vou deixar de ser amiga de alguém só porque essa pessoa escuta funk e sertanejo, mas assumo que olho quem gosta das mesmas músicas, bandas e estilos que eu com olhos bem, mas bem diferentes.
Por exemplo, se alguém chegasse agora na minha frente e dissesse que gosta de Patrick Watson eu provavelmente surtaria. E digo mais: seria um surto digno de pular em cima dela e de querer levar a pessoa pra morar comigo. Encontrar algum brasileiro que também curta Patrick Watson seria como descobrir a América, e se Cristóvão Colombo ainda estivesse vivo e tivéssemos a chance de conversar sobre tais experiências, provavelmente chegaríamos a conclusão de que os sentimentos foram os mesmos.
Patrick Watson, pra quem não conhece (imagino que a maioria - ou todo mundo que ler isso), é um grupo de Montreal, no Canadá, formado por quatro pessoas. Sim, apesar do nome ser de um indivíduo - o cantor, by the way), Patrick Watson é uma banda. O estilo deles é meio alternativo, uma música não tão agitada mas também não muito lenta que faz bastante sucesso não só em seu país de origem como também na Europa.
Eu conheci a banda quando morava no Canadá, em 2008, e desde então ela tem sido a minha resposta padrão pra quando surgem aquelas perguntas básicas como "qual sua banda favorita?" E claro que na maioria das vezes - sempre, na verdade, escuto de volta granhidos como "ahn??", "Patrick quem?", mas nem ligo. Esse, assim como as baixas probabilidades de ver a banda ao vivo são alguns dos riscos que se corre ao se apaixonar perdidamente por músicas que não são muito populares.
O primeiro CD lançado deles foi Close to Paradise. É o meu favorito, aliás, porque era ele que eu ouvia durante meu intercâmbio, então além do amor pelas músicas rola toda uma questão sentimental, já que aqueles meses foram alguns dos melhores da minha vida. Quem assiste Grey's Anatomy pode ser que até conheça uma das músicas desse álbum. The Great Escape, a 11ª faixa, fez parte da trilha de um episódio da 3ª temporada, e isso super deu um up na carreira da banda.
Das 13 faixas, diria que gosto de 2, sou louca por 7 e apaixonada por 4. Cada uma tem um significado pra mim, mas essas 4....ahhh, essas 4 são demais, daquelas que posso ouvir 100 vezes seguidas e não chegar nem perto de enjoar. São elas: Giver, Man Under the Sea, Close to Paradise e Drifters. Essa última, aliás, faz parte de um comercial em Portugal muito, muito lindo.
O álbum mais recentes deles, Wooden Arms, de 2009, também é ótimo. Perde um pouco pra mim por não ter todo o contexto sentimental do primeiro - e pra piorar foi trilha sonora da época em que fiz cursinho, ou seja, nada legal - mas mesmo assim a qualidade das músicas se manteve. As minhas favoritas são Man Like You, Big Bird in a Small Cage e Travelling Salesman.
Acho que o legal de Patrick Watson é o som diferente que eles fazem. Dá pra sentir que as músicas e os ritmos não são simplesmente criados, compostos, mas sim pensados até o último momento. Há de se respeitar uma banda que use megafones, violinos e até batuques no chão pra fazer música. E tudo isso fica maravilhoso, diga-se de passagem. Imagino que quem goste de Damien Rice, por exemplo, vá curtir a banda, já que o som do Damien também tem essa energia diferente.
Não é por nada não, mas você que tá lendo esse post agora deveria se sentir lisonjeado por estar tão perto de conhecer uma das melhores bandas existentes na face da Terra. Fica a dica.
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5 comentários:
Opa, dicas musicais são sempre bem vindas! :)
Vou ver os videos!
Realmente, não conheço essa banda. Mas se tem estilo parecido com o Damien Rice acho que não tem muito erro.
olha que coisa, agora que abri o vídeo do episódio de Grey's Anatomy (por falar nisso, que episódio tenso esse, né? Lembro que chorei de soluçar!) lembrei que, quando assisti, super reparei na música e achei-a linda e como sempre disse que ia procurar saber qual era e acabei esquecendo.
Já é um primeiro passo, né?
haha
Beijo!
Não conheço, mas tenho uma paixão parecida: Amo Hello Saferide! Se um dia encontrar (pessoalmente) alguém no Brasil que ame a música que ela faz (incluindo o cd em sueco), acho que pulo no colo da pessoa e dou um beijo!
Ei Luiza! Me lembrei agora a pouco que você tinha comentado no meu blog sobre o tal do vídeo que eu fiz do meu quarto, hahaha. Que mal-educada eu, nem te falei nada sobre o que você comentou! Então, pois é, as gurias estavam no twitter e virou o maior rebuliço. Tinha filmado pra Amanda ver, e no fim mandei pra Rúvila, pra Gabi e pra Renata, por isso tantos comentários, hahah. Mas na internet eu não coloco não, morro de vergonha, ahahhaa, por isso ele não virou post, conforme você sugeriu! Mas se você quiser, eu te mando ele, hahahhaa.
Beijos querida!
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