Errou quem pensou que esse post seria sobre o cantor. Ou sobre Jazz. Além de ter Frank Sinatra no meu Ipod, eu tenho um em casa também. E é esse aí do lado.
O Frank (ou Fran, ou FranFran - chamá-lo pelo nome e sobrenome toda hora é meio complicado) chegou em casa dois dias depois que o meu amado Nickão partiu. Louca por cachorros do jeito que sou, não conseguiria viver mais sem um andando pra lá e pra cá dentro de casa, então foi assim mesmo, rápido.
O Nick foi comprado no Encrenquinha's, um pet shop + veterinário + hotel fazenda + canil aqui de São Paulo. Como ele é bem conhecido e bom, resolvemos passar lá pra dar uma olhada nos filhotinhos que estavam a disposição. A ideia era ou pegar um da mesma raça, maltês, ou de outra, como yorkshire. Eu já tive um yorkshire antes e a experiência não foi das melhores. Ele era meio agitado demais, não se comportava muito bem, então maltês estava melhor cotado na nossa cabeça. O problema é que maltês lembraria muito o Nickão, né, mas enfim, fomos lá ver o que iria rolar.
Mesmo louca por cachorros, eu estava meio indecisa. Na minha cabeça pegar outro tão cedo seria de certa forma uma traição, e eu já estava me culpando só por pensar na hipótese. Normalmente eu enlouqueço quando passo em frente a um pet shop com filhotes na vitrine, mas dessa vez não foi o que aconteceu.
Quando cheguei ao Encrenquinha's, os cachorrinhos tinham acabado de chegar de Atibaia, cidade onde fica o canil e o hotel deles, afinal, era segunda-feira pós Natal e a loja tinha fechado. Perguntei, então, se eles tinham malteses - torcendo um pouco pro cara dizer que não, mas eles tinham, sim, e o cara foi buscar. Cinco minutos depois ele apareceu com dois, um em cada mão. Eles eram irmãos, embora um fosse um pouquinho menor que o outro (esse puxou ao pai, que tinha pouco mais de 1kg). Peguei o menorzinho no colo e ele só tremia. O outro, que a essa altura estava no colo da minha mãe, era super carinhoso e só queria lamber. O maiorzinho vencia pela simpatia, o outro, pelo tamanho. Eu, a dois dias da perda do meu Nickão, ainda estava meio anestesiada, então nem conseguia me apegar a nenhum daqueles dois. Coloquei o pequeno na vitrine e ele saiu correndo pra brincar com os outros filhotes que já estavam lá. Nem parecia aquele que só tremia 2 minutos antes. O irmão, no entanto, continuava no colo, agora no meu, e ainda só queria brincar e lamber. Sabe aquela história de que não é a gente que escolhe os cachorros, mas sim eles que nos escolhem? Então.
Mesmo com aquele pé atrás causado pela sentimento de culpa por comprar outro, aquele filhote carinhoso me ganhou. Menos de 1 hora depois ele já estava aqui em casa, latindo quando olhava pra TV, correndo pelos cômodos como quem quer conhecer tudo de uma só vez e brincando com os mil brinquedos que ele já tinha ganho. Frank é um filhote realmente engraçado. Não pode ver a Claudia Raia na TV que já grita - ele é autêntico, não gosta dela. Não pode me ver tocar violão também, mas quanto a isso eu prefiro pensar que é o instrumento que lhe incomoda, e não o jeito como eu toco.
No começo foi difícil fazê-lo usar coleira, ele simplesmente deitava quando a colocávamos nele. Hoje ele já aceita, o problema agora é levá-lo na rua. Como qualquer filhote, ele quer brincar com tudo e todos. Uma planta cai e rola pelo chão, pronto, lá vai Frank correr atrás dela. Um pessoa passa perto dele, pronto, lá está Frank pedindo carinho. Em casa o pique continua. Ele corre pra lá e pra cá, pede pra jogarmos a bolinha, late quando escuta algum barulho diferente e adora brincar com Havaianas - ele tem um par, inclusive.
De resto, pra minha sorte, ele é mega comportado. Até esperava que ele comesse algum sapato meu, estragasse alguma coisa da casa, mas até agora nada (bate na madeira). A única coisa que poderia incomodar, na verdade, é que ele atribuiu para si a função de minha sombra. Onde eu vou ele vai, se eu fecho uma porta na cara dele ele chora, se eu não dou atenção ele me puxa até eu vê-lo. Mas é claro que eu amo isso e espero que essa carência não faça parte apenas da infância.
Eu, que achava que nunca teria outro cachorro fofo como o Nick, vejo que estava errada. É claro que não dá nem pra comparar um ao outro, são sentimentos completamente diferentes, mas posso dizer que com essas bolinhas de pêlo eu tenho sorte.


7 comentários:
Ei Lu! Eu morro de medo do que eu vou pensar quando a Kimmy morrer. Ou vou pensar que não quero ter um cachorro nunca mais, ou vou querer arrumar outro no dia seguinte. Mas que bom que agora você tem o Frank, e ele é um fofo! Super cara de boa-praça!
Beijos!
Maltês é um cachorro muito bacana!! E seu Frank é bem simpático!
Ai que lindo seu cachorrinho! A cara de maroto dele é sensacional!!!
Nunca tive cachorro pequeno, mas acredito que eles devem ser bem simpáticos mesmo!!!
^^
Beijoss e boa semana!
Ai, eu tbm sou louca por cachorros! Tenho 4 em casa, e nem consigo imaginar o que vai acontecer qdo algum deles morrer...sou mega apegada a eles, então ja viu ne....
o frank é um fofo!!
Nessa primeira foto ele tá com um sorriso muito maroto.
Ter cachorro é sempre bom. Eu acho que vou fazer igualzinho você e comprar outro, logo depois que o Buddie morrer (o que só vai acontecer lá pra 2050, né?).
:)
Que lindo :)
Eu tenho vontade de morrer de tanta fofura quando entro em um pet shop com filhotes, até evito porque me dá dor de cabeça pensar que não posso levar todos pra casa!
Tive uma cachorrinha lhasa apso que salvei da rua que se chamava Encrenquinha haha agora eu tenho uma yorkshire que os vizinhos me deram, ela precisa de uma casa mas enquanto isso virou minha sombra também. As minhas 2 cockers são sombra da minha mãe.
Sou apaixonada por animais :D
beijos e boa sorte com o Frank s2
Meu Deus do céu! Mas esse teu cachorro é lindo lindo lindo!
Espero que ele traga felicidades mil! Um beijo!
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