quarta-feira, 6 de abril de 2011

About a Boy

Eu funciono mais ou menos assim: se estou com vontade de ler algum livro, pego um e devoro, independente de quantas páginas ele tiver. Mas já se eu não estiver com aquele pique, sou capaz de demorar anos e mais anos só pra terminar um que tenha, sei lá, 100 páginas. É lógico que tudo depende muito da trama, mas não sei se é assim pra todo mundo, acontece que eu tenho que estar muito no clima da leitura, senão simplesmente não rola. Ou eu leio tudo mas não absorvo nada, ou então eu basicamente não leio e espero o clima chegar.

Semana passada, em meio a um surto, resolvi que começaria a ler todos aqueles livros comprados há muito tempo e que continuam intocados. É que ir à livrarias é uma atividade que exige que eu abra a carteira, então quase sempre que vou a uma, saio com pelo menos uma sacola de lá. E assim vai, até que de sacola em sacola eu monto uma estante inteira e eles ficam lá, guardando a senha e esperando chegar o grande dia de serem lidos. E esse grande dia chegou quinta passada para Nick Hornby e seu About a Boy, livro que já estava na espera há uns bons meses.

Nick Hornby é um autor que respeito muito. Dele eu já tinha lido 31 Canções, lá por 2005, e Slam, em 2008. O primeiro eu li em português mesmo, e confesso que não gostei, mas como existe todo aquele "ohhh" em torno de Mr. Hornby, resolvi dá-lo mais uma chance e foi com Slam, seu livro mais recente da época, que eu vi que o cara manda bem. Como eu tinha acabado de voltar do Canadá, resolvi lê-lo em inglês e só posso dizer uma coisa: fantástico. Não sei se foi a minha cabeça que estava diferente, se não bati com o tradutor ou o 31 Canções é que era ruim mesmo, só sei que ler o livro com as palavras e estilo do autor é uma experiência sem igual. Naquele momento Nick Hornby já ganhava mais uma fã.

Logo em seguida eu comprei High Fidelity, o must read do autor. Não há uma pessoa sequer que fale mal do livro, então imaginei que não teria erro. Acontece que, sei lá por qual motivo, não o li. E olha que isso já faz quase 3 anos. Digamos que ele foi mais um prejudicado pelo meu ato compulsivo de comprar livros. Se eu não sofresse desse mal, provavelmente já o teria devorado há um bom tempo, mas como eu sofro...bom, como eu sofro, no ano passado, durante uma visita à Livraria Cultura do Conjunto Nacional, eu comprei outro livro do autor, o "About a Boy". Ou seja, se já não bastasse um novinho em folha na estante, resolvi ter dois.

About a Boy (ou Um Grande Garoto, título em português), conta a relação de amizade entre Marcus, um garoto de 12 anos, e Will, um cara de 36. Acontece que, embora essa seja a idade real de cada um, Marcus e Will vivem uma realidade que os "obriga" a ter rotinas e pensamentos de qualquer pessoa, menos de uma de 12 ou 36 anos.

Marcus vive com a mãe, uma mulher depressiva e meio hippie que não o deixa ouvir as músicas e artistas da época, usar tênis de marcas como Adidas e ter uma alimentação que não seja vegetariana. Como ela mesmo diz para o garoto, "you are not a sheep" (você não é uma ovelha). Ela o educa exatamente para ser diferente dos outros. Resultado: não tem amigos e sua vida social não vai muito além do convívio com sua mãe problemática e alguns conhecidos dela. Já Will é um cara rico que vive dos direitos autorais de uma música natalina que seu pai compôs. Nunca precisou trabalhar e nem se preocupar com nada que não fosse comprar discos, ver filmes e sair com mulheres.

O contexto é mais ou menos esse. Agora, como é uma obra de Nick Hornby, adicione drama, comédia, romance, algumas referências pop e...ta dãm! Não sei se eu é que estou babando ovo pelo autor (o que normalmente faço quando termino um livro bom), ou se essa é a opinião geral, mas o fato é que ele ele manda bem mesmo.

p.s. - About a Boy virou filme em 2002, inclusive quem interpreta Will é o Hugh Grant. Como qualquer adaptação, não chega aos pés do livro.
p.s.2- agora eu juro que vou ler High Fidelity.
p.s. 3 - pensa numa pessoa que estava sem criatividade pra criar o título desse post.

6 comentários:

Joana disse...

Alta Fidelidade é de LEI! Tem que ler mesmo!! Nick Hornby é sensacionaaaaaaaal!! Um dos meus autores favoritos!

Isaque Criscuolo disse...

Bateu a vontade extrema de ler. Ainnn!

Ana Lu disse...

Ei Lu! Que bom que gostou do vídeo da minha estante, faça um pra você, ia amar ver! E menina, eu tenho MUITA preguiça de ler em inglês, confesso. Não sabia se esses livros existiam em português, mas agora vou procurar, hehe.
Beijos!

Gabriela Petrucci disse...

Eu morro de vontade ler alguma coisa do Hornby, mas quando eu tenho tempo, acabo esquecendo dele! :T

Beijo Lu!

Kamilla Barcelos disse...

Nunca li nenhum livro dele, mas li críticas bem positivas sobre ele. Sei como funciona essa coisa de comprar livros e não ler. Estou com um monte aqui nesse estado.

Cíntia Mara disse...

Nunca li nada do autor, mas acho que vi o filme. Também compro livros compulsivamente e tenho vários esperando há tempos.