Tá pra nascer coisa mais insuportável que gente pseudo-intelectual. Eles são chatos, têm espírito de velho, na maioria das vezes (pra não dizer 'todas') são preconceituosos e, pra fechar, frustrados. Porque quem muito fala, pouco faz, e todo mundo sabe disso.
Existem por aí diversos tipinhos de pseudo-intelectual. Os piores, na minha opinião, são aqueles que têm 20 e poucos anos mas vivem como se tivessem 50, renegando tudo aquilo que surgiu e faz sucesso na época deles e vangloriando o que é antigo como se só aquilo fosse inteligente, útil e interessante. E o pior: subestimando quem pensa diferente.
Vamos a alguns exemplos:
Ex. 1: Jovem que nunca leu ou sequer chegou perto de revistas como Rolling Stone, Trip, TPM e etc. Quando perguntado sobre, diz que não sabe responder porque não gosta delas. "Mas se você me perguntar sobre a Piauí ou a Carta Capital, aí fica mais fácil, porque as leio com frequência", diz. - não tenho nada contra essas duas revistas, inclusive acho a Piauí bem legal, mas não consigo confiar num jovem que diz que não conhece/lê nenhuma publicação, mesmo que online, voltada a idade dele só porque não gosta (se não conhece, como não gosta?).
Ex. 2: Jovem que diz não ler best-seller, só clássicos da literatura. Pra 'provar' isso, faz questão que todos o vejam com algum livro de Karl Marx na mão. Ou melhor: gosta que chefes, professores e superiores em geral o vejam, porque de nada adianta ser um intelectual se ninguém o vê como tal.
Ex. 3: Jovem que diz só escutar Frank Sinatra, Tom Jobim, Elis Regina, Vinícius, João Gilberto e cia e tem dó de quem escuta Justin Bieber, Ivete Sangalo, Katy Perry e todo aquilo que eles julgam como lixo. Veja bem: eu adoro Frank Sinatra, mas meu iPod também é cheio de "lixo" como Maroon 5, Jason Mraz, Jack Johnson e, pasme, Inimigos da HP. Já fui, inclusive, a vários shows deles e da "rainha do lixão", Ivete Sangalo.
Ex. 4: Jovem que adora falar a quem quiser ouvir que não sabe mexer em Twitter e Facebook porque não tem tempo para essas coisas, já que no horário livre está lendo algum autor como Dostoievski, escutando Bach ou qualquer coisa que hoje é classificada como "clássico". Hmm, sei.
Ex. 5: Este talvez seja a evolução do jovem anterior. O de agora SÓ posta vídeos e links "inteligentes" nas redes sociais. Na timeline dele, por exemplo, só rolam links que relacionam Freud com Darwin (?), o trailer de um filme iraniano e a dica de um texto em inglês sobre Marx "muito interessante" que provavelmente ele nem leu.
Ex. 6: Jovem que vê alguém falando sobre novela, acha um absurdo e já olha para este ser como se o mesmo fosse um retardado, fútil e ignorante. Porque o legal é chegar em casa e assistir algum documentário sobre Napoleão Bonaparte ou um programa sobre os leões da África no Discovery Channel.
Ex. 7: Jovem que recrimina quem se envolve e gosta de BBB, A Fazenda, seriados, Miss Brasil e eventos como o casamento do Príncipe William com a Kate Middleton (como eu já falei nesse texto aqui). Para este pseudo-intelectual, programas como esses não vão acrescenter em nada na vida humana, muito menos conhecimento útil ou informações relevantes. - realmente, eles podem não me ajudar nas provas da faculdade e nem decifrar para mim as siglas malas dos cadernos de economia, mas quem vive só de coisas sérias?
Essas situações todas parecem bem forçadas, mas posso garantir que todas já aconteceram. E tem muito mais, é claro, porque pseudo-intelectuais não guardam para si seu "conhecimento". Pseudo-intelectual que se preze grita para todo mundo ouvir o quanto é inteligente e o quanto é melhor que o outro. E a gente, que vibra com um discurso do Pedro Bial em todo final de Big Brother, acessa o Ego diariamente, escuta Lady Gaga e adora um best-seller, se diverte com esse povo chato.

14 comentários:
Para mim, pseudo-intelecuais estão no Top 5 de coisas mais toscas do mundo. E acho que também dá para enquadrá-los como um tipo de coxinha, porque né, eles são sem noção, eles falam besteira, eles se acham e eles realmente não tem a menor consciência de que estão sendo desnecessários. Já tive a incrível (not) oportunidade de conviver com muitos desses "jovens" que você cita, e acho que o pior deles é o que rejeita internet e redes sociais. Não sei, mas do meu ponto de vista, chega um momento na vida em que não saber quem é Mark Zuckerberg e não estar nem aí pro sitezinho dele não é ser cool. É ser desinformado, né :S
Isso tem nome: Hipsters. Na dúvida googleiem.
Quem diz que Maroon 5 é lixo, só pode ser um capato desprezível. Argh! Bom, eu levo meus gostos na tranquilidade. Adoro música clássica, sou fãzona de Mozart, mas isso não me impede de, sei lá, gostar de Skank também. Putz, eu adoro Skank! Adoro Ill Niño também, uma banda de metal que nada tem a ver com música clássica. E assim vou indo, entende? Acho que todo mundo deveria ser assim também. "Gosto e pronto!", e não gostar porque ACHA que tal coisa é superduca intelectual.
Às vezes, você deve ter visto já, tem gente pagando de intelectual e diz gostar de coisas que nada tem a ver com intelectualidade.
Olha, no fim, pra nós normais, nada tem a ver com nada! As coisas estão aí pras pessoas simplesmente aproveitá-las, né não?!
Meu ex-namorado é EXATAMENTE assim, já estava ficando chato toda vez que ele abria a boca.
Bjs
Ninguém merece!
E sabe o que é pior? Eles estão se multiplicando por aí feito coelhos, tomando a internet e enchendo nosso saco. Pobre de mim, pessoa viciada em O Clone e que ama Britney Spears, hahahaha!
Admirável mesmo é quem consegue comentar qualquer assunto -em uma mesa de bar, que seja- e despertar o interesse de quem está ouvindo. Inteligência sutil e realmente inteligente é o que há.
Eu ia super comentar sobre pseudo-intelectuais e hipsters aqui, mas dai percebi que eu, você e até a Fê, ali em cima, sofremos do mesmo mal: faculdade de Jornalismo. COMO ESCAPAR, me diz?
O que seria uma pessoa verdadeiramente intelectual então? Não duvido que existam jovens verdadeiramente intelectuais... E existe gente que simplesmente teve uma criação e uma cultura totalmente diferentes. Eu acho que as pessoas têm o direito de realmente não gostarem do que a maioria das pessoas das idade delas gostam. Querem que alguém se enquadre dentro do padrão da maioria é muito triste.
Alanna: Concordo com o que vc escreveu de que as pessoas têm o direito de não gostar do que a maioria gosta, e em nenhum momento disse o contrário. Neste post me refiro àqueles que não só não gostam como não respeitam. Isso eu acho errado. Uma pessoa que fale ou demonstre que pensa que quem assiste novela é fútil, por exemplo, além de errado, é preconceituoso.
Não vejo problema algum em um jovem gostar de Elis Regina, Chico Buarque e Frank Sinatra. Eu mesma tenhos os três artistas em meu iPod. Só acho errado quem gosta disso subestimar os outros que não só não gostam, como preferem artistas como Lady Gaga, Ivete Sangalo e etc. Neste post eu falo muito mais de respeito (ou a falta de) ao gosto dos outros do que se existe jovem intelectual ou não.
Aliás, estes comportamentos que aqui abordo acontecem tanto com jovens quanto com adultos.
acho que TODO MUNDO conhece pelo menos um pseudo intelectual! esses caras se espalham. eu estudo direito e faço estágio. não sei se é na universidade ou no trabalho que encontro mais desse tipinho, mas sei que convivo todos os dias com algum deles hahaha.
como vc disse, o problema deles é não respeitar os outos. não gostar de justin bieber, ivete sangalo e lady gaga não é problema. o problema é achar que quem gosta é idiota.
Jovem que achou seu post tão bom que divulgou no twitter, não sem antes ter indicado um filme iraniano e ter postado frases do último George Orwell que lera.
Oi.
Ei Lu! Onde eu assino? Gente, pseudo-intelectuais me irritam profundamente. Super essa história de: Eu nunca vi uma novela na minha vida, não tenho paciência pra bestseller, nem sei do que se trata o Big Brother.. Ai, que saco. QUE SACO! Pra mim quem realmente é intelectual não enche o saco dos outros querendo se mostrar dessa forma. Eu tenho uma colega de sala que sempre chega com um livro de Kafka, Milan Kundera ou Marx e faz questão de colocar fechado em cima da mesa da sala de aula. NUNCA a vi lendo um deles, mas ela SEMPRE coloca em cima da carteira.
Certa vez, estávamos discutindo em aula sobre televisão, e ela já começou a descer o pau em quem assistia BBB. Na hora uma outra colega que sempre fica quieta levantou e falou: "Que coisa mais chata, agora faz parte da elite cultural criticar quem assiste big brother, e quem não assite faz questão de berrar isso aos quatro cantos, como se o fato de não ligar a tv pra assistir um programa fosse fazer delas pessoas melhores". Todo mundo calou a boca.
Essa mesma menina que falou isso lê Piauí e TPM, confessa que dá folheadas em Capricho, lê Kafka mas diz que adora Harry Potter, e pra mim é isso aí! Há que se saber balancear as coisas, e não querer se mostrar por nenhum dos motivos. E é por isso que eu me divido entre Goethe e Nicholas Sparks, Florbela Espanca e Meg Cabot, e quem for olhar meu IPod vai encontrar Avril Lavigne, Katy Perry, Colbie Caillat, Oasis, vai passar por Tom Jobim, Adriana Calcanhoto e Cássia Eller, além de topar com umas perdidas da Miley Cyrus e de High School Musical, e eu não tenho a menor vergonha disso. Ué. VIVA A DIVERSIDADE! HAHAHA
Beijos!!!
Aff, não suporto pseudo-intelectuais! Nada contra quem goste de clássicos da literatura ou escute Tom Jobim. Acho ótimo, na verdade. Mas o problema com pseudo-intelectuais é a forçação de barra, dá pra perceber que a pessoa só lê tal livro, escuta tal música, etc e tal, porque vai fazer com que ela pareça "mais inteligente" :/
E vamos combinar que ninguém é 100% intelectual, né. Todo mundo gosta ou de uma música pop, ou de um livro de chicklit, ou de uma comédia bobinha... Aposto que esses pseudo-intelectuais também curtem essas coisas, só não tem coragem de admitir ;D
Beijo :*
Ahhhh, tem muita gente assim lá no meu curso. Não tem curso com mais pseudo-intelectuais arrogantes e chatos do que no curso de História. Esse povo não sabe o que está perdendo se fechando totalmente para tudo o que é diferente, ousado e novo.
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