domingo, 14 de agosto de 2011

O livro da moda

Fazia tempo que eu não via um livro que não tratasse de vampiros ou de um bruxo com cizatriz na testa repercutir tanto. De uma hora para outra, "Um Dia", de David Nicholls, era assunto em vários blogs e colunas de jornais, e bastava entrar em qualquer livraria que fosse para ver aquela capa alaranjada em destaque nas mesas dos mais vendidos.

Quando comprei o meu, no início de junho, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, Malu Mader, aquela atriz, também pegava seu exemplar. Ela estava lá com o marido e o filho e, ao que tudo indica, também se deixou levar pela sinopse bonitinha da história de Nicholls. Achei engraçado, porque até aquele momento, pensava que "Um Dia" fosse um livro mais infanto-juvenil, até porque foi essa a impressão que tive ao ler que a obra se baseava na história de dois jovens recém formados na faculdade. A própria capa, aliás, me dá uma sensação meio de "história para adolescentes". Mas estava errada. Acho que "Um Dia" vai além disso.

Como já comentei, "Um Dia" teve muita repercussão. Isso é bom, porque atrai a curiosidade de muitas pessoas. Mas, no meu caso, também é ruim, porque fui com uma expectativa além do limite para lê-lo. Eu definitivamente fui com muita sede ao pote, o que no início me desanimou, porque pelo menos nas primeiras 100 páginas eu estava achando tudo muito senso comum. Tanto que às vezes até adivinhava o que iria acontecer a seguir. Sorte que isso começou a mudar da metade para o fim. Quando me dei conta, estava completamente envolvida - e o melhor: sendo pega de surpresa. Aí sim passei a entender o tal alvoroço pela obra de Nicholls. Aí sim.

O legal do livro é que a história acontece todo dia 15 de julho, durante 20 anos. Acho que isso enriqueceu a trama, porque por mais que não desse tempo para abordar todos os acontecimentos da data em todos os anos, nós, os leitores, sabíamos que muita coisa acontecia de um ano para o outro. Ou seja, não dava aquela ideia de muita informação, afinal, todo mundo sabe que em 365 dias uma vida por mudar por completo.

"Um Dia" me surpreendeu. Por mais que tudo indicasse que ele era merecedor do título de best seller, eu sempre tenho aquela pontinha de pessimismo que me garante que perderei meu tempo lendo ou assistindo algo de muito sucesso. Foi assim com a obra de David Nicholls, mas por sorte eu estava errada.

Agora minha expectativa é pelo filme baseado no livro que será lançado em breve (lá fora, claro). É lógico que não dá para ignorar o fato de que em 98% dos casos (só para não generalizar), os filmes nunca chegam aos pés dos livros. Mas como não se empolgar - e esperar ansiosamente - por um longa protagonizado por Jim Sturgess e Anne Hathaway? O trailer está aqui.

5 comentários:

Priscila disse...

Já sou um pouco diferente, quando o livro é muito comentado tento não achar que o livro é perfeito ~ mas, se tiver a capa perfeita + comentários perfeitos sobres o livros, ai eu fico esperando um super livro aksokapslapasdsçla
e sim, eu julgo um livro pela capa =P eu sei...mas, sei la...da mais vontade de ler!!!

Isadora disse...

sempre encontro a Mallu Mader na Cultura, acredita?

vou ler ;)

Ana Lu disse...

Ei Lu! Pois é, tem tanto alvoroço em cima desse livro que eu estou louca pra ler. Mas tem TANTA coisa que eu quero ler, que quando eu entro na livraria nunca sei qual compro antes. Hahaha.
Beijos!

sobrefatalismos disse...

Eu sempre fui mei contra best-sellers. Pela iportância banal que ele carrega, principalmente. Também vi One day em vários blogs e gostei do enredo. Ainda estou para comprar. Também na Cultura. Espero gostar.
Beijão.

Iara disse...

Tbm tenho ouvido falarem mto bem sobre esse livro. Impossível não criar uma certa expectativa! Já está na minha listinha de próximos a serem lidos. E mal posso esperar pelo filme! Adoro a Anne :)