sábado, 27 de agosto de 2011

O que eu quero mais é ser rei

Quando O Rei Leão foi lançado, em 1994, eu tinha 5 anos. Faz tempo, eu era pequena e, obviamente, não lembro de muita coisa. A lembrança mais presente deste dia, no entanto, é a de ter ficado bastante perturbada com a morte do Mufasa. Tanto que, chorando, saí da minha confortável poltrona e fui sentar num lance de escada da sala.

Aquela foi a primeira vez que chorei com um filme. Dá para contar nos dedos as vezes em que isso aconteceu, mas provavelmente essa foi a vez mais sensível e verdadeira de todas. Assistindo "Marley & Eu", por exemplo, meu choro deve ter sido por não querer que aquela situação acontecesse comigo um dia. Com "Lembranças de Outra Vida", imagino que tenha sido por ver o cachorro ser ignorado pela família. Agora com O Rei Leão foi diferente. Aos 5 anos eu não tinha muita noção da vida, então provavelmente chorei por ter me envolvido com a história, com a criancisse de Simba, a superproteção de Mufasa e a maldade de Scar. Essa, pelo menos, foi a conclusão que cheguei ontem, depois de assistí-lo em 3D.

Ir ao cinema 17 anos depois para assistir ao mesmo filme é engraçado. Nem vou comentar o fato de agora ele ser em 3D, até porque, esse efeito foi completamente dispensável, para não falar inexistente. Colocá-lo em 3D foi só um pretexto, é claro, para trazê-lo de volta aos cinemas, mas a gente sabe, pelo menos quem curtiu o filme há quase 2 décadas, que isso nem era preciso. Eu assistiria O Rei Leão em 2D, em 1D, em preto e branco, na qualidade que fosse. Mas se a Disney quis modernizá-lo, tudo bem. 

Seria legal se eles começassem a relançar nos cinemas todos os melhores filmes da Disney de décadas passadas. Não só para satisfazer aqueles que, como eu, acabaram de transitar ou ainda transitam para a fase adulta (essa é uma bela maneira de entrar em contato, que seja pela última vez, com a infância que somos obrigados a abandonar), mas também para introduzir as crianças de agora na fase mais fantástica de Walt Disney.

Com O Rei Leão, por exemplo: se na pior das hipóteses o filme não superar as expectativas dos pirralhos de hoje em dia, pelo menos eles conhecerão a expressão que todo mundo, que seja uma vez, deveria aplicar ao longo da vida: Hakuna Matata.


4 comentários:

del disse...

Só de ouvir falar no filme meus olhos começam a piscar, e aquela lágrima vai querendo subir. Acho que se não tivesse assistido O Rei Leão quando criança, teria sido uma pessoa menos depressiva. Eu nunca, NUNCA, chorei tanto em um filme e até hoje, assim como você disse, nenhum filme fez com que eu entrasse na história e sofresse se como fosse eu ali, velando o pai morto. Nem sabia que lançaram novamente, em 3D, mas não vou assistir. Desde criança mantenho distante desse filme, ele mexe MESMO comigo.

PQP! Eu vou acabar chorando mesmo...

Fabio disse...

Também adoraria que os grandes clássicos Disney fossem relançados no cinema. Eu curtia muito O Corcunda de Notre Dame =P

Vanessa disse...

Sou um caso raro: não gostava desse filme quando criança! Eu deveria tentar de novo. Deveria ver se meus olhos mudaram. Nunca entendi a magia desse filme.

Gab disse...

Ainda não revi O Rei Leão e não sei qual vai ser minha reação. Foi o primeiro filme que eu vi no cinema, imagina rever anos depois! No mínimo, mágico. :)
Beijo.