* as fotos de praia foram tiradas em San Alfonso del Mar e Algarrobo, respectivamente. Ambas ficam na região de Valparaíso, no Chile.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Santiago - Chile (segunda semana) *
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Si pero no mucho
Que me perdoem os argentinos, chilenos, paraguaios e todos os outros povos que hablan español. Sempre achei tal idioma feio, irritante, chato. Não vou argumentar, até porque nem existe uma razão para isso, mas até pouco tempo atrás tinha uma certa preguicinha em aprendê-lo. Acho que também nunca tive nenhum incentivo - fora a importância de saber a língua para se comunicar, arranjar emprego, se dar bem na vida e etc - para gostar dela. Talvez isso explique.
Meu primeiro contato de fato com o espanhol foi em 2008, com uma amiga venezuelana que tive na época em que morava em Vancouver. Acontece que em pouco tempo a menina se mostrou tão psicopata/doente/e todos os adjetivos negativos possíveis, que logo eu tomei o maior bode não só dela, como da Venezuela (às vezes é difícil separar as coisas, sabe), do idioma e do jeito que ela falava. Aí, alguns meses depois, fui para o Peru, e pra falar a verdade mal tive contato com a língua e por dois motivos: 1) estava com um grupo de brasileiros ; 2) eles (peruanos) entendiam o portuñol.
Depois disso, só fui voltar a pisar em terras onde se habla em 2010, quando fui para a Argentina, mas ah, vamos combinar que jajá nem eles mais falam espanhol. Nossos hermanos recebem tantos brasileiros em seu país que daqui a pouco o português - ou o portuñol - já vira segunda língua oficial. Uma pena, porque nos 5 dias que passei em Buenos Aires eu super achei que estava arrasando no espanhol, já que todo mundo me entendia (ingênua...).
Passados quase dois anos, voltei a ter contato com o idioma. Agora, porém, no Chile, país onde me encontro no momento. Estou aqui há quase 2 semanas, e já posso afirmar algumas coisas. A primeira delas é que o espanhol deles é de outro planeta. Os caras falam rápido demais, então pra quem não domina o idioma, por mais que o português seja um pouquinho parecido, é foda de entender.
O Frank Sinatra, meu cachorro, veio junto. Toda vez que passeio com ele, algum chileno vem brincar, fazer uma gracinha, enfim, ter aquelas reações que pessoas que gostam de cachorro têm quando veem algum. É lógico que ao me ver com um cachorrinho pelas ruas ninguém imagina que eu não seja daqui ou que não falo espanhol, né. Aí é claro que eles disparam palavras, tipo 50 por segundo. Eu fico com cara de interrogação, esperando que a pessoa se toque que ela precisa falar mais devagar caso ela queira que eu entenda algo. Quando captam a ideia, ótimo, até dá pra enrolar. Agora quando elas continuam a disparar palavras, minha reação é concordar com tudo. Seja mexendo a cabeça positivamente, ou falando "si, si". Não quero nem pensar no que eu já concordei por aí. Enfim, tudo isso pra dizer que o espanhol chileno é absurdamenterápidoetemquepensarvoandopraentenderalgumacoisa.
Tenho assistido televisão por aqui também, até pra tentar (acelerar) melhorar o ouvido. Aqui tem CNN Chile, o que eu acho sensacional. Ontem, dia 25, estava passando uma matéria sobre as crianças estreiando seus presentes de Natal no parque. Não tem jeito, o jornalismo é igual em todo lugar, né. Preciso comentar também que as novelas chilenas são breguíssimas. Esses dias vi o capítulo de uma que parecia trabalho escolar, e isso em todos os sentidos: atuação, produção, cenário...Deu pra dar umas risadas.
Nessa quinzena ouvindo espanhol por todos os lados, minha opinião sobre o idioma começou a mudar. Já estou acostumando, achando legal. Acho que finalmente superei o trauma venezuelano e resolvi dar um basta ao portuñol (ou pelo menos começar a me mexer para aprender a língua de uma vez por todas). [só um comentário: por que, raios, os portugueses foram nos colonizar, hein? caramba, viu...].
Semana passada fiz uma pesquisa rápida na internet sobre alguns livros e achei um que me interessou. Se chama Tinta Roja, do escritor chileno Alberto Fuguet. Tem jornalismo na história, então achei a sinopse bem legal. No outro dia saí em busca do livro, e quando o encontrei, vi outro do mesmo autor que, pelo título, me pareceu legal: Aeropuertos. Comprei os dois e, na hora de começar a ler, acabei escolhendo aquele que não estava nos planos, claro.
Posso afirmar que meu primeiro contato com Fuguet foi positivo. Li Aeropuertos em 3 dias, o que significa que a história é bem legal, porque caso contrário o teria abandonado em poucos minutos, ainda mais sendo em outro idioma. Não sei se estou viajando na maionese, mas seu estilo de escrita me lembrou bastante o do Nick Hornby, que eu adoro. Fora que curti bastante as referências que ele faz (ao Radiohead, por exemplo). Outro ponto positivo é que a história acontece no Chile - grande parte em Santiago - então consigo identificar várias coisas da cidade ao longo da história. Hoje já comecei a ler Tinta Roja, e espero que a experiência seja tão boa quanto.
Ainda tenho mais 2 semanas de Chile pela frente, então jajá eu volto.
Meu primeiro contato de fato com o espanhol foi em 2008, com uma amiga venezuelana que tive na época em que morava em Vancouver. Acontece que em pouco tempo a menina se mostrou tão psicopata/doente/e todos os adjetivos negativos possíveis, que logo eu tomei o maior bode não só dela, como da Venezuela (às vezes é difícil separar as coisas, sabe), do idioma e do jeito que ela falava. Aí, alguns meses depois, fui para o Peru, e pra falar a verdade mal tive contato com a língua e por dois motivos: 1) estava com um grupo de brasileiros ; 2) eles (peruanos) entendiam o portuñol.
Depois disso, só fui voltar a pisar em terras onde se habla em 2010, quando fui para a Argentina, mas ah, vamos combinar que jajá nem eles mais falam espanhol. Nossos hermanos recebem tantos brasileiros em seu país que daqui a pouco o português - ou o portuñol - já vira segunda língua oficial. Uma pena, porque nos 5 dias que passei em Buenos Aires eu super achei que estava arrasando no espanhol, já que todo mundo me entendia (ingênua...).
Passados quase dois anos, voltei a ter contato com o idioma. Agora, porém, no Chile, país onde me encontro no momento. Estou aqui há quase 2 semanas, e já posso afirmar algumas coisas. A primeira delas é que o espanhol deles é de outro planeta. Os caras falam rápido demais, então pra quem não domina o idioma, por mais que o português seja um pouquinho parecido, é foda de entender.
O Frank Sinatra, meu cachorro, veio junto. Toda vez que passeio com ele, algum chileno vem brincar, fazer uma gracinha, enfim, ter aquelas reações que pessoas que gostam de cachorro têm quando veem algum. É lógico que ao me ver com um cachorrinho pelas ruas ninguém imagina que eu não seja daqui ou que não falo espanhol, né. Aí é claro que eles disparam palavras, tipo 50 por segundo. Eu fico com cara de interrogação, esperando que a pessoa se toque que ela precisa falar mais devagar caso ela queira que eu entenda algo. Quando captam a ideia, ótimo, até dá pra enrolar. Agora quando elas continuam a disparar palavras, minha reação é concordar com tudo. Seja mexendo a cabeça positivamente, ou falando "si, si". Não quero nem pensar no que eu já concordei por aí. Enfim, tudo isso pra dizer que o espanhol chileno é absurdamenterápidoetemquepensarvoandopraentenderalgumacoisa.
Tenho assistido televisão por aqui também, até pra tentar (acelerar) melhorar o ouvido. Aqui tem CNN Chile, o que eu acho sensacional. Ontem, dia 25, estava passando uma matéria sobre as crianças estreiando seus presentes de Natal no parque. Não tem jeito, o jornalismo é igual em todo lugar, né. Preciso comentar também que as novelas chilenas são breguíssimas. Esses dias vi o capítulo de uma que parecia trabalho escolar, e isso em todos os sentidos: atuação, produção, cenário...Deu pra dar umas risadas.
Nessa quinzena ouvindo espanhol por todos os lados, minha opinião sobre o idioma começou a mudar. Já estou acostumando, achando legal. Acho que finalmente superei o trauma venezuelano e resolvi dar um basta ao portuñol (ou pelo menos começar a me mexer para aprender a língua de uma vez por todas). [só um comentário: por que, raios, os portugueses foram nos colonizar, hein? caramba, viu...].
Semana passada fiz uma pesquisa rápida na internet sobre alguns livros e achei um que me interessou. Se chama Tinta Roja, do escritor chileno Alberto Fuguet. Tem jornalismo na história, então achei a sinopse bem legal. No outro dia saí em busca do livro, e quando o encontrei, vi outro do mesmo autor que, pelo título, me pareceu legal: Aeropuertos. Comprei os dois e, na hora de começar a ler, acabei escolhendo aquele que não estava nos planos, claro.
Posso afirmar que meu primeiro contato com Fuguet foi positivo. Li Aeropuertos em 3 dias, o que significa que a história é bem legal, porque caso contrário o teria abandonado em poucos minutos, ainda mais sendo em outro idioma. Não sei se estou viajando na maionese, mas seu estilo de escrita me lembrou bastante o do Nick Hornby, que eu adoro. Fora que curti bastante as referências que ele faz (ao Radiohead, por exemplo). Outro ponto positivo é que a história acontece no Chile - grande parte em Santiago - então consigo identificar várias coisas da cidade ao longo da história. Hoje já comecei a ler Tinta Roja, e espero que a experiência seja tão boa quanto.
Ainda tenho mais 2 semanas de Chile pela frente, então jajá eu volto.
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domingo, 13 de março de 2011
Sinatra, Frank Sinatra
Errou quem pensou que esse post seria sobre o cantor. Ou sobre Jazz. Além de ter Frank Sinatra no meu Ipod, eu tenho um em casa também. E é esse aí do lado.
O Frank (ou Fran, ou FranFran - chamá-lo pelo nome e sobrenome toda hora é meio complicado) chegou em casa dois dias depois que o meu amado Nickão partiu. Louca por cachorros do jeito que sou, não conseguiria viver mais sem um andando pra lá e pra cá dentro de casa, então foi assim mesmo, rápido.
O Nick foi comprado no Encrenquinha's, um pet shop + veterinário + hotel fazenda + canil aqui de São Paulo. Como ele é bem conhecido e bom, resolvemos passar lá pra dar uma olhada nos filhotinhos que estavam a disposição. A ideia era ou pegar um da mesma raça, maltês, ou de outra, como yorkshire. Eu já tive um yorkshire antes e a experiência não foi das melhores. Ele era meio agitado demais, não se comportava muito bem, então maltês estava melhor cotado na nossa cabeça. O problema é que maltês lembraria muito o Nickão, né, mas enfim, fomos lá ver o que iria rolar.
Mesmo louca por cachorros, eu estava meio indecisa. Na minha cabeça pegar outro tão cedo seria de certa forma uma traição, e eu já estava me culpando só por pensar na hipótese. Normalmente eu enlouqueço quando passo em frente a um pet shop com filhotes na vitrine, mas dessa vez não foi o que aconteceu.
Quando cheguei ao Encrenquinha's, os cachorrinhos tinham acabado de chegar de Atibaia, cidade onde fica o canil e o hotel deles, afinal, era segunda-feira pós Natal e a loja tinha fechado. Perguntei, então, se eles tinham malteses - torcendo um pouco pro cara dizer que não, mas eles tinham, sim, e o cara foi buscar. Cinco minutos depois ele apareceu com dois, um em cada mão. Eles eram irmãos, embora um fosse um pouquinho menor que o outro (esse puxou ao pai, que tinha pouco mais de 1kg). Peguei o menorzinho no colo e ele só tremia. O outro, que a essa altura estava no colo da minha mãe, era super carinhoso e só queria lamber. O maiorzinho vencia pela simpatia, o outro, pelo tamanho. Eu, a dois dias da perda do meu Nickão, ainda estava meio anestesiada, então nem conseguia me apegar a nenhum daqueles dois. Coloquei o pequeno na vitrine e ele saiu correndo pra brincar com os outros filhotes que já estavam lá. Nem parecia aquele que só tremia 2 minutos antes. O irmão, no entanto, continuava no colo, agora no meu, e ainda só queria brincar e lamber. Sabe aquela história de que não é a gente que escolhe os cachorros, mas sim eles que nos escolhem? Então.
Mesmo com aquele pé atrás causado pela sentimento de culpa por comprar outro, aquele filhote carinhoso me ganhou. Menos de 1 hora depois ele já estava aqui em casa, latindo quando olhava pra TV, correndo pelos cômodos como quem quer conhecer tudo de uma só vez e brincando com os mil brinquedos que ele já tinha ganho. Frank é um filhote realmente engraçado. Não pode ver a Claudia Raia na TV que já grita - ele é autêntico, não gosta dela. Não pode me ver tocar violão também, mas quanto a isso eu prefiro pensar que é o instrumento que lhe incomoda, e não o jeito como eu toco.
No começo foi difícil fazê-lo usar coleira, ele simplesmente deitava quando a colocávamos nele. Hoje ele já aceita, o problema agora é levá-lo na rua. Como qualquer filhote, ele quer brincar com tudo e todos. Uma planta cai e rola pelo chão, pronto, lá vai Frank correr atrás dela. Um pessoa passa perto dele, pronto, lá está Frank pedindo carinho. Em casa o pique continua. Ele corre pra lá e pra cá, pede pra jogarmos a bolinha, late quando escuta algum barulho diferente e adora brincar com Havaianas - ele tem um par, inclusive.
De resto, pra minha sorte, ele é mega comportado. Até esperava que ele comesse algum sapato meu, estragasse alguma coisa da casa, mas até agora nada (bate na madeira). A única coisa que poderia incomodar, na verdade, é que ele atribuiu para si a função de minha sombra. Onde eu vou ele vai, se eu fecho uma porta na cara dele ele chora, se eu não dou atenção ele me puxa até eu vê-lo. Mas é claro que eu amo isso e espero que essa carência não faça parte apenas da infância.
Eu, que achava que nunca teria outro cachorro fofo como o Nick, vejo que estava errada. É claro que não dá nem pra comparar um ao outro, são sentimentos completamente diferentes, mas posso dizer que com essas bolinhas de pêlo eu tenho sorte.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Setlist
Descobri a América ao me deparar com esse site no Google e resolvi que agora farei, pelo menos uma vez por mês, playlists no blog. Pra começar, selecionei as músicas que mais tenho escutado esses dias.
Preciso destacar, aliás, que essa semana eu vou realizar uma das minhas maiores vontades dessa vida, que é a de ter um carro só meu e tocar nele a música que eu quiser. O carro eu ganhei mês passado, mas o som vem essa semana só, e eu passei praticamente o feriado inteiro procurando, baixando e fazendo setlists do que irá tocar na minha caranguinha. Foi uma tarefa tão divertida, mas tão divertida, que eu até dispensei o trabalho da faculdade que eu tinha a intenção de começar só pra me dedicar inteiramente a ela. Resultado: minha primeira setlist automobilística conta com 205 músicas, o que significa que, para ouví-la inteira, eu teria que 1) pegar um trânsito infernal; 2) dar umas voltas desnecessárias pela cidade só pra ter o prazer de escutar minhas músicas favoritas. Bom, isso realmente não é um problema.
Como não daria para fazer uma playlist pro blog com tantas músicas, selecionei as que mais tenho escutado ultimamente. Preciso ressaltar, aliás, que ando numa fase extremamente Jazz-addicted e nem sei por qual razão. Por isso, nessa primeira dois ponto um's OST, tem um pouco de Michael Bublé, Frank Sinatra, Louis Armstrong e Jamie Cullum. Mas como meu segundo nome é eclética, também tem Maroon 5, Bruno Mars, Chico Buarque, Elis Regina e Patrick Watson. Enfim. Se você gosta de algum desses artistas, escute a playlist. E se você não gosta e/ou não conhece nenhum deles, dê uma chance e deixe ela tocando enquanto você faz alguma outra coisa. É só apertar play. Lá vai:
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
That's Life
Você pode não curtir o estilo dela, pode achá-la meio velha, ultrapassada, não fazer seu tipo ou até achá-la um saco total. Mas sério, leia a letra de That's Life, do Frank Sinatra, e me diga se existe alguma possibilidade de não simpatizar com ela. Ou então de se identificar. Ou então de se viciar. Ou então de dar repeat na dita cuja 500 vezes no mesmo dia...Sério, não dá.
That's life, that's what all the people say.
You're riding high in April,
Shot down in May
But I know I'm gonna change that tune,
When I'm back on top in June.
That's life, and as funny as it may seem
Some people get their kicks,
Stompin' on a dream
But I don't let it get me down,
'Cause this fine ol' world keeps spinning around
I've been a puppet, a pauper, a pirate,
A poet, a pawn and a king.
I've been up and down and over and out
And I know one thing:
Each time I find myself flat on my face,
I pick myself up and get back in the race.
That's life
I can't deny it,
I thought of quitting,
But my heart just ain't gonna buy it.
And if I didn't think it was worth one single try,
I'd jump right on a big bird and then I'd fly
I've been a puppet, a pauper, a pirate,
A poet, a pawn and a king.
I've been up and down and over and out
And I know one thing:
Each time I find myself laying flat on my face,
I just pick myself up and get back in the race
That's life
That's life and I can't deny it
Many times I thought of cutting out
But my heart won't buy it
But if there's nothing shakin' come this here july
I'm gonna roll myself up in a big ball and die.
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