Graças à minha mãe, que sempre me levou a bancas de jornal desde que eu era bem pequena, cultivei o bendito vício de gostar de comprar revistas. Tenho lembranças da gente saindo de carro tarde da noite atrás de bancas abertas e eu voltando cheia de gibis da Turma da Mônica. Eu era tão viciada que olhava as capas e já sabia quais eu já tinha lido ou não. Pra mim, revistas eram os gibis, até que um dia, enquanto a minha mãe olhava as revistas femininas, eu achei uma da Barbie e soltei um "você acha que revistas são só para adultos? Crianças também têm!". Acho que essa foi a minha primeira revista "de verdade", embora eu nem lembre do que ela se tratava. Depois comecei a ler a Veja Kids (quem lembra??), as revistas teen e, enfim, estava habituada a esse mundinho.
Hoje, váários anos depois, eu ainda curto bastante frequentar bancas, principalmente aquelas que vendem revistas importadas também. O grande problema disso, e acho que todo mundo concorda, é o preço abusivo que cobram pelas tais gringas aqui no Brasil. Tem revistas que lá foram custam por volta de 3, 4 dólares e que aqui chegam a 25, 30 reais. É o atestado de burrice que assinamos, mas fazer o que, né.
Por isso, sempre que viajo eu gosto de comprar revistas do país em que estou. É uma forma não só de gastar menos mas também de conhecer publicações importadas - e que muitas vezes servem de inspiração para as editoras brasileiras. Como seria muito batido falar das revistas americanas, que hoje encontramos em vários lugares aqui no Brasil, vou mostras algumas revistas mais "locais" que encontrei durante algumas viagens.
Essa Rolling Stone eu comprei em Lima, no Peru, em 2008. Não tenho 100% de certeza, mas acredito que a RS que é publicada lá é a mesma que também sai em outros países, como Colômbia, Venezuela, enfim, em outros da América Latina.
No geral, ela é basicamente igual a original (dos EUA), que também é igual a nossa RS. Todas mantém a mesma linha editorial e modelo gráfico.
Bom, ganha um doce quem souber o nome dessa revista! Como dá pra imaginar, essa eu trouxe de Israel ano passado e não posso falar muita coisa além de que ela é sobre entretenimento e...bom, é tudo que eu consigo decifrar. Meu conhecimento da língua hebraica não vai muito além do alfabeto e de alguns palavrões, então fica meio difícil entender a revista. Mas tem figuras, né?
O foco da revista é cinema, música, TV e, como dá pra notar pelas imagens, os israelenses escutam e assistem as mesmas coisas que o resto do mundo. Quem pensa que Israel é um país alienado já pode mudar de idéia.
Eu trouxe a What If? e a Faze do Canadá, em 2008. Ambas são revistas meio independentes e que eu saiba não são muito populares. Nem sei se elas aindem existem, pra falar a verdade.
A primeira é mais voltada a textos de adolescentes canadenses, e a segunda é basicamente uma Seventeen wannabe, porém mais politizada.
Minha mãe voltou domingo do Chile e trouxe vááárias revistas de lá. Desde negócios e variedades a moda, comportamento e saúde.
Eu nem imaginava que a americana Seventeen tem edições em outros países. Ou melhor, pelo menos no Chile ela tem, não sei de outros lugares. Chega a ser engraçado como adolescente é igual em todo lugar do mundo. Rola até um dejavu ao ler os veículos dirigidos a esse público, e pelo visto não importa o país.
Cosas, a revista abaixo, é a Caras de lá. Pelo menos segue uma linha muito parecida. Muitos famosos, muitas casas de artistas, festas, enfim, todo aquele papo que a gente tem aqui também.
E pra fechar, algumas revistas de economia e negócios. Essas seriam mais ou menos a nossa Exame, ou seja, são bem voltadas ao pessoal que se interessa pelo assunto e/ou são da área.
Eu espero do fundo do meu coração fazer um post em breve sobre revistas da Europa. Não seria nada mal ter em casa algumas publicações locais da França, Itália ou Inglaterra. E de preferência compradas por mim pessoalmente, é claro. ;P



































