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segunda-feira, 7 de março de 2011

Mordendo a língua

Há mais ou menos 1 ano, assim que a Apple lançou o iPad, eu fiz um post falando que pela primeira vez em muito tempo um lançamento de Steve Jobs não me encantava. Era o primeiro produto da maçã que não aparecia nos meus sonhos e nem me fazia quebrar a cabeça pensando em como consegui-lo, e eu nunca havia imaginado que um dia isso pudesse acontecer.

As razões para tal eram inúmeras. Primeiro porque eu já tinha um iPhone e o iPad nada mais parecia que um iPhone de Itú. Segundo porque toda aquela história de ler livros digitais não me apetece; e terceiro porque não achei o aparelho prático e móvel. Afinal, sair com um desse nas mãos aqui no Brasil é um pedido de assalto descarado.

Alguns meses depois, tive meu primeiro contato ao vivo com um iPad. O legal desses momentos é sempre a novidade. Fuçar no aparelho, apertar em todos os botões, procurar todas as suas funções, enfim, virar o bicho de ponta cabeça. Isso foi sempre o que eu fiz quando ganhava um Ipod ou quando comprei meu MacBook (sim, eu sou dependente da Apple, fazer o que), mas com o iPad isso não rolou pra mim. Como já disse, ele é igual ao iPhone, ou seja, além do tamanho - e o fato de não fazer ligações e não ter câmera - não havia nenhuma novidade. Isso já me brochou um pouco, mas confesso que minha opinião quanto a ele começou a mudar de leve naquele dia. Digamos que eu uso todas as funções do celular, como entrar em sites e responder emails, então não seria nada mal ter praticamente o mesmo aparelho, só que em tamanho maior, né.

E assim comecei a me converter.

Conforme o tempo foi passando, cada vez mais aplicativos foram lançados, a imprensa começou a integrar totalmente a essa nova possibilidade de leitura e o iPad foi se tornando mais popular, o que deixa a coisa toda ainda mais legal. Confesso que não estava sofrendo para tê-lo, mas a vontade de um dia, quem sabe, ter um a minha disposição crescia cada dia mais, até que semana passada minha mãe ganhou um e, bem, ele veio morar a um quarto de distância de mim.

Agora que tive mais tempo para conhecê-lo de verdade, posso soltar o que acho, e como eu já imaginava, o lance do iPad é realmente a leitura. Mas não a de livros (pelo menos pra mim, porque não consigo ver a menor graça em trocar os livros de papel por um aparelho digital). Me refiro a leitura de sites, notícias, revistas, jornais. O iPad não passa de uma versão mais prática do laptop, e isso é ótimo para aqueles momentos em que dá a maior preguiça de ligar o computador ou quando você só quer ler algo rapidinho. Diria que o diferencial do iPad está nos aplicativos, e com isso quero dizer que se as empresas, editoras e etc não tivessem topado entrar nessa onda, talvez ele já não estivesse mais entre nós.

Nesses poucos dias que tive com ele, baixei alguns aplicativos que me deixaram bastante empolgada. O primeiro foi o da revista Nylon, uma das minhas revistas importadas favoritas. Diferente da versão pra iPhone, o aplicativo para iPad traz a edição da revista completa e digitalizada, mas para ter acesso a ela, é claro, tem que abrir o bolso. Como eu já sou praticamente assaltada toda vez que compro a publicação no Brasil (que chega a custar R$30,00 em algumas bancas), resolvi assinar a Nylon por um ano pelo iPad. Para ter essas 12 edições no aparelho, desembolsei $9,99. Ou seja, tô no lucro.



Lógico que a partir do momento em que a mídia muda, a leitura também. Não tem mais aquele lance das páginas, do papel, mas ler a revista pelo aparelho também não é nada mal. E tem seus diferenciais, como o de clicar em alguma roupa e um ícone com o preço da peça aparecer. É tudo muito bem feito.

Outro aplicativo que eu baixei é o da Folha de São Paulo. O site da Folha é a minha home page, então eu sempre acabo melhor informada por ele do que pelo Estadão, jornal que assino. O legal do aplicativo é que nele dá pra ler tanto a versão online, como a impressa. Basta baixá-la.



Achei sensacional essa possibilidade de ler a edição impressa da Folha pelo iPad, e espero do fundo do meu coração que eles não comecem a cobrar por isso - embora eu já tenha lido que essa brincadeira é por tempo limitado :(

Enfim, achei o iPad muito válido. Por mais que eu tenha dito ano passado que eu nunca trocaria uma versão de papel por algo digital, confesso aqui que já começo a repensar. Em relação a livros eu continuo com ideia de que não há aparelho que substitua, mas já com as revistas e jornais...hmm...não sei não. É claro que o iPad anula aquele charme de abrir o jornal, ficar com os dedos sujos do papel, poder dobrar, desdobrar, e o mesmo acontece com as revistas, mas não o condeno. As coisas estão mudando e se a gente não se adaptar, bom, azar o nosso, né. O fato de agora eu ter um iPad a disposição não vai me fazer parar de ler as mídias tradicionais, mas também não me sinto mal em ler o jornal pelo aparelho e deixar a versão impressa parada ali na mesa. Mordi a língua mesmo.

p.s. - bom, o Steve Jobs não perde tempo e já lançou o iPad 2. Assim como aconteceu ano passado, não delirei para tê-lo, mas como eu sei que isso não significa nada, nem vou falar que não gostaria de ter um aqui em casa também :P

domingo, 7 de setembro de 2008

Páginas Importadas e Um Estágio na Rolling Stone

Tenho uma paixãozinha por revistas gringas, principalmente pela Entertainment Weekly. Sempre as compro em uma banca-hypada que vende livros e revistas importadas aqui perto de casa e, mesmo com o atraso de 5 dias (lógico, estamos no Brasil e não na América do Norte), fico feliz da vida quando as tenho em mãos. Toda quarta-feira vou lá comprar a EW. Porém, essa semana, que era pra eu ter comprado a edição que eu maaais queria, eu não consegui. Ela não chegou, e não me pergunte porque....Pra não ficar com as mãos abanando, resolvi então comprar uma revista que nunca tinha me chamado tanta atenção (lá em Vancouver eu às vezes a folheava, mas nunca cheguei a comprá-la), que é a NYLON. Ela é, basicamente, sobre moda, beleza, cultura e entretenimento, mas a edição de setembro é, como está escrito na capa, uma "TV issue", ou seja, especial sobre televisão - principalmente seriados.

O que super me chamou a atenção nessa edição é que, por ser um especial que nunca tinham feito antes, ao que parece eles fizeram uma mega pesquisa e produção para fazer as matérias de todas as seções (vide beleza, moda e etc) com esse tema. E o melhor: eles não se basearam apenas nesses programas novos aka Gossip Girl, Ugly Betty, Lost e etc. Até produção de moda com roupas inspiradas em Guerra nas Estrelas tem - sem contar na matéria que indica produtos para ter o cabelo e a maquiagem de Samantha, a feiticeira! ADOREI.

Mudando de assunto...

Acabei de assistir no Multishow o primeiro episódio de "Um Estagiário na Rolling Stone" (I'm From Rolling Stone). Acompanhando a modinha, o programa é um reality show sobre alguns jovens (não necessariamente jornalistas. Um dos participantes, pra se ter noção, pratica remo!) que tentam a vaga de editor contribuinte por um ano na revista americana. É tipo um Aprendiz, e eles ficarão na redação por 2 meses, sendo que a cada tarefa, um é eliminado, até chegar no vencedor. O epiódio de estréia apresentou cada um deles, de onde são, e como primeira tarefa, tiveram que escrever uma matéria sobre a música na cidade local de cada um. Em geral, eles são americanos, apenas um que é da Austrália, e é também o mais sem-noção ate agora. O cara só bebe! hah!

Eu não tinha ouvido falar desse programa. Descobri sua existência enquanto pesquisava o que ia passar hoje no Multishow e, lógico, ele está longe de ser um "The Hills" (reality show onde a protagonista faz estágio na Teen Vogue), até porque não teve tanta divulgação e nem tem muito apelo, mas acho que tem futuro. Pra quem curte música e jornalismo, é um prato cheio.

Pra saber mais: matéria sobre o reality